II Colóquio: “Sujeitos, Estado e políticas públicas: o que pode a Antropologia em tempos de retrocesso nos direitos”

21/06/2017 16:46

 

Este Colóquio, organizado pelo Núcleo de Antropologia do Contemporâneo, Transes, e pelo INCT Brasil Plural, deu continuidade ao anterior, realizado em março de 2014 na UFSC. Foram apresentados trabalhos de pesquisa, finalizados ou em andamento, que problematizam a articulação entre sujeitos-Estado-políticas públicas.
A antropologia política do Brasil contemporâneo desenvolvida nos projetos realizados no Transes tem buscado descrever as interfaces entre os agenciamentos sociais e a ação do Estado, através das políticas públicas, dos serviços públicos e das instituições, principalmente as de acolhimento e/ou encarceramento. De modo geral, temos desenvolvido uma reflexão sobre as biopolíticas contemporâneas, o que inclui, além de questões de saúde e saúde mental, questões sobre direitos, cidadania, políticas voltadas a populações específicas e aos diferentes dispositivos sociais mobilizados no sentido da produção de corpos e sujeitos.
No entanto, a conjuntura nacional que se abre após o golpe midiático-jurídico-parlamentar de 2016 coloca para a antropologia um novo desafio, ligado às resistências que começam a se estruturar contra o retrocesso nas políticas sociais distributivas e nos direitos. Pensando nesse desafio, o Colóquio incluiu momentos diferenciados de debate: apresentação de trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação, a serem debatidos pelos convidados; e duas mesas redondas sobre Biopolíticas, medicalização da vida e resistências e Antropologia, Estado e políticas públicas