Coleção Brasil Plural

 A Coleção Brasil Plural, uma parceria entre o INCT Brasil Plural e a Editora da UFSC, tem como objetivo dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural. Busca retratar as diferentes realidades brasileiras em toda a sua complexidade e contribuir para a elaboração de políticas sociais que levem em consideração as perspectivas das populações e comunidades estudadas. Além disso, visa formar pesquisadores/as e profissionais que atuem com essas populações.

 

 

 

Sonia Weidner Maluf; Erica Quináglia Silva (Orgs). Estado, políticas e agenciamentos sociais em saúde: etnografias comparadas. 2018

Esta coletânea aborda práticas, saberes, mecanismos disciplinadores, a perspectiva universalista das políticas públicas e seus modos desiguais de distribuição de direitos. Busca-se problematizar a relação entre a produção da verdade e as estratégias de sujeitos e coletividades para vivenciar e agenciar processos de saúde-adoecimento. O fazer etnográfico é utilizado como ferramenta para refletir sobre experiências sociais e políticas públicas no contexto da saúde mental, da saúde sexual e reprodutiva, de práticas corporais de higiene, do cuidado, das doenças crônicas, da alimentação, entre outras temáticas.

 

 

 

Deise Lucy O. Montardo e Márcia Regina C. F. Rufino (Orgs). Saberes e ciência plural – diálogos e interculturalidade em Antropologia. 2017 

Este livro apresenta alguns dos fecundos desenvolvimentos realizados a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural. Os artigos são fruto de um colóquio realizado na Universidade Federal do Amazonas em 2014 e têm como denominador comum a quebra da postura clássica do antropólogo como desbravador de saberes nativos, bem como o reconhecimento de que em outros saberes há cientificidade ainda que obedecendo regras distintas de produção de verdade.

 

 

 

Emilene Leite de Sousa. Umbigos enterrados: corpo, pessoa e identidade capuxu através da infância. 2017 

Uma investigação cuidadosa sobre as noções de pessoa e corporalidade entre os Capuxu, tendo as crianças como foco e interlocutoras, permitem percorrer questões relativas ao parentesco, onomástica, territorialidade e etnicidade. Esta etnografia também aponta para a possibilidade de diálogos entre os estudos de campesinato e a etnologia indígena.

 

 

 

 

Marcos Alexandre S. Albuquerque. O regime imagético Pankararu: performance e arte indígena na cidade de São Paulo. 2017

Resultado de vários anos de pesquisa antropológica e engajamento colaborativo com a comunidade pankararu na cidade de São Paulo. Uma das poucas etnografias sobre índios nas cidades brasileiras, a qual revela a agência e capacidade desse povo nordestino de se tornar visível e respeitado. Através da análise performática o livro acompanha a luta dessa comunidade para de mais de 2000 pessoas para obter maior visibilidade em busca de seus direitos na saúde e educação.

 

 

Capa Politicas Publicas

 

Esther Jean Langdon e Marcia Grisotti (Org). Politicas públicas: reflexões antropológicas. 2016 

Este livro é o resultado do Colóquio Reflexões sobre Pesquisa Antropológica e Políticas Públicas no INCT Brasil Plural (IBP). Apresenta um balanço das pesquisas, realizadas no âmbito do IBP, que tenham contribuído para subsidiar as políticas públicas, debater as controvérsias e estimular novas ideias. Prioriza o debate das seguintes questões: Em que sentido as pesquisas, dos pesquisadores individualmente e em redes, contribuem para as diversas políticas públicas? É possível articular os trabalhos com as políticas públicas? De que maneira seus projetos conseguiram algum impacto social ou político?

 

Capa Dialogos com os Guarani

 

Nádia Heusi Silveira; Clarissa Rocha de Melo; Suzana Cavalheiro de Jesus (Orgs). Diálogos com os Guarani: articulando compreensões antropológicas e indígenas. 2016

Esta coletânea é fruto de um seminário realizado na UFSC com o intuito de relacionar compreensões antropológicas sobre os conhecimentos dos Guarani e compreensões de acadêmicos guarani sobre os conhecimentos da Antropologia. Abordando temáticas variadas, os artigos evidenciam processos históricos de transformação na relação com não índios e seus desdobramentos, como também explicitam o modo de vida contemporâneo dos Guarani.

 

Rose

 

Rose Mary Gerber. Mulheres e o mar: Pescadoras embarcadas no litoral de Santa Catarina, sul do Brasil2015

Este livro apresenta o resultado de uma pesquisa em antropologia com pescadoras que se dedicam à pesca artesanal no litoral de Santa Catarina. Durante 11 meses, Rose Mary Gerber mergulhou no cotidiano dessas mulheres de forma intensa, participando dos momentos de ação em terra e no mar. Os embarques e as conversas no dia a dia permitiram que a pesquisadora capturasse sutilezas no modo como as pescadoras se constituem como sujeitos em meio aos processos de assujeitamento com que constantemente se deparam.

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Esther Jean Langdon; Marina D. Cardoso (Orgs). Saúde Indígena: Políticas comparadas na América Latina. 2015

Novo livro da Coleção Brasil Plural e da Editora UFSC que faz uma análise sobre as políticas de saúde indígena implantadas em seis países latino-americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela), realizando uma discussão crítica sobre a formulação e a práxis dessas políticas em contextos nacionais e etnográficos distintos.

 

 

Uma floresta de disputas

 

Edviges Ioris. Uma floresta de disputas –  conflitos sobre espaços e identidades sociais na Amazônia. 2014

O livro, que integra a recém-criada Coleção Brasil Plural, analisa, discute e propõe caminhos possíveis para os “longos e intensos conflitos” criados com as populações locais. A polêmica já dura mais de três décadas e não tem prazo para acabar, mobilizando burocratas, cientistas, ambientalistas, ativistas de direitos humanos e as comunidades rurais afetadas

 

 

Capa-livro-A-terra-do-não-lugar

 

Paulo Raposo; Vânia Zikán Cardoso; John Dawnsey; Tereza Fradique (Orgs). A terra do não lugar: diálogos entre Antropologia e Performance. 2013 

A terra do não-lugar explora os limites e fronteiras da performance. Simultaneamente intraduzível e intercomutável entre campos disciplinares, difusamente interterritorial e transdisciplinar, o conceito de performance se consubstancia hoje em um objeto reflexivo controverso, perenemente polêmico, e em um prolixo gerador de metáforas para a experiência humana. Esta coletânea de ensaios oferece algumas articulações entre o campo das ciências sociais e humanas, nomeadamente a Antropologia, e o campo dos estudos artísticos, em particular os chamados Performance Studies.

 

Rafael José Menezes Bastos. A Festa da Jaguatirica: uma partitura crítico-interpretativa. 2013

Este livro inaugura a Coleção Brasil Plural. É uma das primeiras descrições integrais de um ritual musical ameríndio. Feita no seu próprio pulso, ela evidencia que o cerne desses rituais, na Amazônia, está na articulação de pequenas unidades (canções, peças instrumentais, vinhetas) em longas sequências e sequências de sequências, resultando em performances às vezes de mais de dez dias. A música neles opera como pivô entre as artes verbais (poesia, mito) e corporais (especialmente a dança). A publicação deste livro contribui fortemente para a atual reconfiguração do conhecimento sobre os povos amazônicos, apontando para a ideia de uma grande complexidade de suas culturas.