INCT BRASIL PLURAL
  • Nota de falecimento e pesar – Patrick Menget

    Publicado em 16/04/2019 às 13:16

     

    Morreu neste último sábado, 13/04, em sua casa de Budapeste, Hungria, o antropólogo francês Patrick Menget, de 77 anos. Um verdadeiro amigo de seus colegas brasileiros, alguns desde 1969, Patrick foi professor visitante na UFSC, em 2010, e pesquisador associado do INCT Brasil Plural, com ativa participação no departamento de antropologia em muitas oportunidades. Aposentado pela École Pratique des Hautes Études em Paris, foi por mais de duas décadas professor de etnologia indígena e teoria antropológica na Universidade de Nanterre, onde formou mais de uma geração de talentosos antropólogos e ajudou a redefinir a agenda da Etnologia Amazônica desde os anos de 1980. A visibilidade internacional que a antropologia feita no Brasil atingiu nos últimos anos deve muito ao diálogo com Patrick. Como ex-aluno de David-Maybury-Lewis nos Estados Unidos e de Claude Lévi-Strauss, que orientou sua tese de doutorado, na França, Patrick sabia conciliar e abrir espaços para diferentes tradições na antropologia, tendo sido um generoso anfitrião de muitos antropólogos brasileiros em suas passagens por diferentes Instituições francesas. Foi também um militante ativo dos direitos indígenas no braço francês da Survival Internacional. Os professores do departamento de antropologia da ufsc que tinham Patrick como colega e amigo juntam-se no pesar pelo seu falecimento e nas condolências à família.


  • Manifestação em defesa dos direitos dos povos indígenas:

    Publicado em 26/03/2019 às 11:01

    Na última semana, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou sua intenção de dissolver a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), órgão de gestão e execução de políticas de saúde para os povos indígenas ligada diretamente ao Ministério de Saúde, e de municipalizar as políticas de saúde indígena. O anúncio, feito na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, no dia 20 de março passado, segue na contramão de avanços históricos alcançados pelo movimento indígena ao longo das últimas décadas, desconsidera uma série de posicionamentos de lideranças indígenas contra esta medida e desconsidera a Constituição Federal e a Lei n. 8080/1990 do Sistema Único de Saúde (SUS).

     

    A SESAI é o órgão por meio do qual o Estado se propõe a oferecer atenção diferenciada e integral à saúde dos povos indígenas, por meio do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SASI-SUS), o qual conta com 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas que buscam articular os serviços e programas do SUS com as medicinas tradicionais dos mais de 300 povos indígenas que vivem no país. A atenção diferenciada é um princípio garantido pela Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, juntamente com o direito de participação dos indígenas na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas de saúde.

     

    A incorporação da SESAI pela Secretaria de Atenção Primária (antes Secretaria de Atenção Básica), levando à municipalização da atenção à saúde indígena, é uma das reformas anunciadas para o Ministério da Saúde. Com essa mudança, a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas ficará em xeque, enfraquecendo significativamente o direito dos indígenas à atenção diferenciada e à participação social.

     

    Esta medida falaciosa constitui um desrespeito aos princípios constitucionais e legais que garantem o direito à saúde dos povos indígenas no Brasil. Desde os primeiros debates nacionais sobre a necessidade de serviços com características particularizadas para este segmento da população brasileira, definiu-se que um eixo fundamental de garantia de acesso à saúde e seus serviços seria manter as instâncias decisórias em âmbito federal, de modo que os interesses contrários e disputas locais envolvendo as populações indígenas não inviabilizassem a execução de políticas públicas específicas. A dissolução da SESAI não apenas contraria o posicionamento deliberado nas etapas locais e distritais da 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, realizadas em 2018, como também fragiliza o princípio da atenção diferenciada que norteia as políticas de saúde dirigidas aos povos indígenas, defendido desde a 1ª Conferência Nacional de Proteção à Saúde do Índio, em 1986.

     

    Os pesquisadores e pesquisadoras do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural, bem como os professores da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, vêm a público manifestar seu apoio aos povos indígenas do Brasil, avaliando como lamentável e catastrófica a dissolução da SESAI. Defendemos que a 6ª Conferência Nacional de Saúde Indígena, a ser realizada em maio próximo, seja o espaço para debater e definir quaisquer mudanças no SASI-SUS e na Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.

     

    Nenhum direito a menos!


  • Palestra sobre os recentes desastres ecológicos com mineração no Brasil

    Publicado em 15/03/2019 às 16:30

    No dia 25 de março, segunda-feira, às 18:30 hs, a aula inaugural do curso de Geografia da UDESC, proferida pelo Dr. Miguel Fernandes Felippe, tratará dos recentes desastres com mineração no Brasil. “Minas de Lama” acontecerá no auditório Tito Sena, na Faed/Udesc

     


  • Pesquisa sobre música indígena é apresentada na Espanha

    Publicado em 11/12/2018 às 11:54

    Agenor Vasconcellos, doutorando no PPGAS-UFAM, orientado pela professora Deise Lucy Montardo, apresentou sua pesquisa “Música kuxiymauara entre os Yepá-Mahsã: essa guitarra tem alma”, no XV Congresso da Sociedade de Etnomusicologia, que ocorreu em novembro, em Oviedo, Espanha.

    https://amazonasatual.com.br/pesquisa-sobre-musica-indigena-e-apresentada-na-espanha/?fbclid=IwAR3D-XLswhxr-p5FLz12AHW1ouyj2MssrgGIJkrCm8Gkri6r7nebtNwo9GQ


  • Políticas, saúde, subjetividades: pluralidade na atuação de Sonia Maluf

    Publicado em 02/11/2018 às 11:50

    Sonia Weidner Maluf, antropóloga professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC, que recentemente se aposentou, depois de mais de 30 anos de contribuições acadêmicas para as ciências sociais brasileiras, será homenageada com um evento multilocal. As atividades acontecerão na UFSC, na UnB, na UFMT e na UFAM, todas universidades que fazem parte das redes de pesquisa do INCT Brasil Plural.


  • Professora Esther Jean Langdon passa duas semanas como professora visitante na Colômbia

    Publicado em 05/10/2018 às 12:58

    A professora Esther Jean Langdon, coordenadora do IBP, está realizando uma série de atividades como professora visitante na Universidad Nacional de Colombia. Entre estas, apresentará a palestra “Antropologia y Salud: Perspectivas de America Latina”, exibirá o documentário “Taller de Bain Coca”, sobre os Siona e encerrará suas o período com a aula magistral “Chamanismo y performatividad en tiempos de derechos culturales y violencia”, para os estudantes da pós-graduação em antropologia.


  • IV COLÓQUIO ANTROPOLOGIAS EM PERFORMANCE

    Publicado em 01/10/2018 às 10:43

    Nesta quarta-feira, 3/10, terá início o IV Colóquio Antropologias em Performance, na UFSC. O evento, organizado pelo Grupo de estudos em oralidade e performance (GESTO), tem apoio do INCT Brasil Plural. Veja a programação no cartaz:

     

     


  • Dossiê “Povos e Comunidades Tradicionais: Desafios Contemporâneos”

    Publicado em 15/06/2018 às 11:45

    O número 19, 2018, da Revista PerCursos, periódico do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED/UDESC), acaba de publicar o Dossiê “Povos e Comunidades Tradicionais: Desafios Contemporâneos”.

    Confira!

    http://www.periodicos.udesc.br/index.php/percursos/issue/view/1984724619392018/showToc


  • II Colóquio: “Sujeitos, Estado e políticas públicas: o que pode a Antropologia em tempos de retrocesso nos direitos”

    Publicado em 21/06/2017 às 16:46

     

    Este Colóquio, organizado pelo Núcleo de Antropologia do Contemporâneo, Transes, e pelo INCT Brasil Plural, deu continuidade ao anterior, realizado em março de 2014 na UFSC. Foram apresentados trabalhos de pesquisa, finalizados ou em andamento, que problematizam a articulação entre sujeitos-Estado-políticas públicas.
    A antropologia política do Brasil contemporâneo desenvolvida nos projetos realizados no Transes tem buscado descrever as interfaces entre os agenciamentos sociais e a ação do Estado, através das políticas públicas, dos serviços públicos e das instituições, principalmente as de acolhimento e/ou encarceramento. De modo geral, temos desenvolvido uma reflexão sobre as biopolíticas contemporâneas, o que inclui, além de questões de saúde e saúde mental, questões sobre direitos, cidadania, políticas voltadas a populações específicas e aos diferentes dispositivos sociais mobilizados no sentido da produção de corpos e sujeitos.
    No entanto, a conjuntura nacional que se abre após o golpe midiático-jurídico-parlamentar de 2016 coloca para a antropologia um novo desafio, ligado às resistências que começam a se estruturar contra o retrocesso nas políticas sociais distributivas e nos direitos. Pensando nesse desafio, o Colóquio incluiu momentos diferenciados de debate: apresentação de trabalhos de estudantes de graduação e pós-graduação, a serem debatidos pelos convidados; e duas mesas redondas sobre Biopolíticas, medicalização da vida e resistências e Antropologia, Estado e políticas públicas


  • Reunião Geral de pesquisadores/as do INCT Brasil dá início ao novo ciclo do INCT

    Publicado em 04/05/2017 às 0:47

    Nos dias 20 e 21 de abril de 2017 foi realizada a primeira Reunião Geral dos
    Pesquisadores do INCT Brasil Plural – IBP da segunda edição do Projeto, referente à Chamada INCT-MCTI/CNPq/CAPES/FAPs nº16/2014.

    Publicado por INCT Brasil Plural em Quarta, 26 de abril de 2017

    A reunião teve em sua programação:
    1. Apresentação geral pelo Comitê Gestor, apresentação e avaliação de cada rede;
    2. Apresentação e discussão da proposta de funcionamento na continuidade;
    3. Apresentação do Plano de Metas, Política de Uso de Recursos;
    4. Reunião das novas redes para definição de propostas de metas, pesquisas, transmissão de conhecimento, impactos sociais;
    5. Apresentação das novas redes;
    6. Discussão e Cronograma de Trabalho.