Pesquisadores do NESSI (UFSC) publicam artigo sobre cosmologia e intermedicalidade entre os Mundukuru

13/01/2013 18:58

O último número da revista eletrônica Tempus – Actas de Saúde Coletiva, coordenada pelo Núcleo de Estudos de Saúde Pública (NESP) do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Universidade de Brasília (UnB), traz uma série de artigos sobre saúde indígena e educação intercultural. Um desses trabalhos é assinado pelos doutorandos do PPGAS/UFSC, Daniel Scopel e Raquel Paiva Dias-Scopel, em parceria com o professor Flávio Braune Wiik, da Universidade Estadual de Londrina, egresso do PPGAS/UFSC.

Cosmologia e Intermedicalidade: o campo religioso e a autoatenção às enfermidades entre os índios Munduruku do Amazonas, Brasil.

Daniel SCOPEL, Raquel Paiva DIAS-SCOPEL, Flávio Braune WIIK

Resumo

Este artigo fundamenta-se em uma etnografia sobre práticas de saúde na aldeia Kwatá, dos Índios Munduruku, localizados no Rio Canumã, no município de Borba, Amazonas, Brasil. Essas práticas de saúde extrapolam o circuito biomédico de atenção e abrangem redes de atores sociais que podem ser descritos como participantes de um “campo religioso” de atenção às enfermidades. Verificou-se que o papel da autoatenção nos processos de saúde e doença é fundamental para a constituição desse campo, no qual se destacam forças convergentes e antagônicas do xamanismo, do cristianismo, da umbanda, do espiritismo kardecista e da biomedicina. Os dados levantados apontam que essas redes de relações sociais projetam-se para além dos limites da terra indígena, para espaços rurais e urbanos, e frequentemente estabelecem diálogos interétnicos. Os itinerários terapêuticos acompanhados indicam a heterogeneidade das práticas de saúde desenvolvidas pelos Munduruku com destaque à autoatenção, à atuação política e à inserção econômica no cenário local e regional.

Texto completo: PDF

Revista Tempus – Actas de Saúde Coletiva (ISSN 1982-8829).
Revista coordenada pelo Núcleo de Estudos de Saúde Pública (NESP) do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Universidade de Brasília (UnB) com a colaboração editorial da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da UnB.