Seminário Geral 2026 reúne pesquisadores do IBP na UFSC

01/09/2026 20:05

Pesquisadoras e pesquisadores do IBP de várias regiões do Brasil e de países da América Latina se reúnem na UFSC para planejar ações e produções.

O INCT Brasil Plural reuniu de 19 a 21 de agosto, na Universidade Federal de Santa Catarina, pesquisadores de várias regiões do Brasil e de países da América Latina para construir uma agenda de ações para o instituto nos próximos cinco anos. O Seminário Geral do IBP 2026 debateu os impactos e contribuições das pesquisas para os grupos estudados e para políticas públicas e os próximos passos do IBP através do debate de temas transversais às várias linhas e redes do Instituto. “Pautamos questões atuais e que têm tocado de modo transversal o conjunto de pesquisas que fazemos”, explica a coordenadora do IBP, professora Sônia Weidner Maluf (UFSC).

Mesa de abertura do Seminário Geral com representantes do IBP como a coordenadora, professora Sônia Weidner Maluf, e o vice-coordenador, professor Rafael Devos, e da SBPC, do PPGAS/UFSC, da Propesq e do Departamento de Antropologia.

Reunidos em quatro mesas-redondas, os temas refletem questões contemporâneas para o Brasil e o mundo. Foram debatidos assuntos como “Conjuntura e crises sanitárias, climáticas, políticas – e a antropologia”; “Impactos das pesquisas do IBP: quais evidências para quais políticas?”; “Antropologia, ciência e saberes”; “Pesquisa etnográfica, metodologias, inovação, ética”. “Entender a conjuntura social e política brasileira atual, em suas várias escalas e dimensões; discutir e fazer a crítica do que é considerado evidência na produção de políticas públicas e a importância da pesquisa etnográfica e qualitativa, para além dos dados quantitativos e estatísticos, para que a escala da vida das pessoas seja levada em consideração; discutir o lugar de nossas pesquisas no campo científico brasileiro”, explica a coordenadora.

Cada mesa contou com a apresentação e debate de cinco a seis pesquisadores e pesquisadoras, de diferentes instituições e redes de pesquisa, que expuseram suas reflexões, relacionaram pesquisas e propuseram ações para os próximos anos. “Além disso, debatemos o “como fazer” pesquisas, extensão e formação/ensino, na mesa sobre metodologias e ética”.

Na plateia, os demais pesquisadores do INCT Brasil Plural e também o comitê gestor e a coordenação colocaram questões, propostas e também novas ideias para uma agenda de trabalho, encontros e produtos. “Pensamos que a antropologia, e o IBP em particular, tem uma grande contribuição nesse debate, em função de nossa proposta de uma ciência plural, que considere outros modos de conhecimento – indígena, quilombola”.

Esse debate é um tema atual, com consequências em diversos aspectos, como a discussão sobre o que seriam “evidências” para a produção de boas políticas públicas. “E também para discutirmos sobre o que é necessário para o enfrentamento de crises vindouras (sanitárias, ambientais, políticas…). E para inclusive questionarmos se estamos diante de “crises” ou de um novo regime de normalidade”.

O Seminário também foi um momento de encontro entre os pesquisadores, alguns chegando pela primeira vez. “Além do pessoal de Florianópolis, veio gente de vários estados do Brasil (Amazonas, Mato Grosso, Paraíba, Roraima, Bahia, Pernambuco, além do Distrito Federal) e também de países da América Latina (Argentina, Colômbia e Chile)”. O Seminário também foi híbrido, o que permitiu que pesquisadores que não puderam estar presencialmente, pudessem acompanhar e intervir à distância.

Pesquisadores do IBP participam dos debates em mesas sobre temas transversais.

O Seminário também teve momentos para o relato dos pesquisadores sobre as regiões e as pesquisas que desenvolvem. Foram integrados mais pesquisadores ao IBP. O projeto desta terceira etapa do IBP incluiu pesquisadoras e pesquisadores de duas novas instituições, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e da Universidade Federal de Roraima (UFRR) e, mais recentemente, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

O último Seminário havia sido realizado também na sede, em Florianópolis, no final de 2024, quando o IBP finalizava o ciclo anterior. O encontro de agora faz parte do novo ciclo do IBP, que começou no final de 2025, ligado ao edital mais recente dos INCTs e que financia o projeto por mais cinco anos. Atualmente a coordenação é da professora Sônia Weidner Maluf (UFSC) e a vice-coordenação do professor Rafael Devos (UFSC).

No último dia do seminário, representantes das redes que compõem o IBP se reuniram para articular projetos e pesquisas e também para definir os próximos passos desse trabalho em rede, que é uma das inovações do instituto. O INCT Brasil Plural é formado por quatro redes por onde as pesquisadoras e os pesquisadores, e seus projetos de pesquisa, se conectam e se articulam pelo Brasil e no exterior. O Seminário decidiu manter as redes existentes e apostar em uma maior articulação. Isso inclui a promoção de encontros e colóquios temáticos periódicos, a realização produções conjuntas e também um investimento maior na comunicação entre os pesquisadores e na divulgação das pesquisas.