Seminário Brasil Plural 15 Anos: Uma Trajetória Singular no Programa dos INCTs

Nos dias 11 e 12 de dezembro de 2024, o Auditório do Bloco E do CFH/UFSC aconteceu o “Seminário Brasil Plural 15 Anos: Uma Trajetória Singular no Programa dos INCTs”. O evento comemora os 15 anos de atuação do Instituto Brasil Plural (IBP), consolidando sua trajetória voltada à construção de pesquisas colaborativas e em rede, além de promover o desenvolvimento de uma ciência plural. Essa ciência valoriza o saber científico como parte de um diálogo intercultural, fundamentado no reconhecimento e na promoção do direito à diferença.

O seminário foi uma oportunidade para refletir sobre os desafios enfrentados, compartilhar os resultados alcançados e discutir as perspectivas de continuidade das nossas iniciativas e parcerias.

Programação:

 

Depoimentos:

Neste vídeo, a professora Vania Zikán Cardoso, membro do Comitê Gestor e Coordenadora das publicações do Instituto, apresenta a Coleção Brasil Plural, que, ao longo de 15 anos, publicou 17 livros em parceria com a EDUFSC, resultado de pesquisas apoiadas pelo IBP. Ela também destaca a Coleção Didática, considerada “muito importante para o Instituto”, que, em parceria com as Edições do Bosque, reúne trabalhos de conclusão de curso dos alunos indígenas da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica/UFSC.

Esther Jean Langdon, professora da UFSC e Coordenadora Geral do INCT Brasil Plural, reflete neste vídeo sobre os desafios de construir um programa de pesquisa nacional. Ela comemora ainda o “grande êxito” de terem chegado a 15 anos de um trabalho colaborativo na consolidação de uma antropologia que promove o diálogo entre as Antropologias de América Latina. *

 

 

 

 

 

 

Neste vídeo, a professora Sônia Weidner Maluf, que também é Coordenadora Executiva do INCT Brasil Plural (IBP), celebra os 15 anos do instituto. O IBP é uma rede de redes que conecta populações e pesquisadores e pesquisadoras de várias regiões do Brasil, promovendo uma ciência plural e inclusiva.

Em comemoração aos 15 anos do INCT Brasil Plural, a professora Deise Lucy Oliveira Montardo, da UFAM e integrante do Comitê Gestor do instituto, destaca neste vídeo a importância das redes de colaboração entre a UFAM e a UFSC na formação de pesquisadores. Um exemplo dessa parceria é o professor Rivelino Rezende (UFSC), primeiro professor indígena no programa de Antropologia da UFSC, que iniciou sua trajetória acadêmica como o primeiro mestrando da UFAM.

A professora Eliana Elisabeth Diehl, do Departamento de Ciências Farmacêuticas da UFSC e integrante do Comitê Gestor do IBP, ressalta neste vídeo a importância do enfoque interdisciplinar promovido pelo Instituto. Ela enfatiza como a participação de pesquisadores de diferentes áreas, além da antropologia, é essencial para abordar temas complexos, como a saúde indígena. Destaca sua expectativa de que o IBP continue sendo um espaço de articulação e debates interdisciplinares, “contribuindo para as pesquisas, para a formação e principalmente para as coletividades, para os grupos, as comunidades com as quais o trabalho dialoga e para a sociedade brasileira em geral”.

O professor Rafael Victorino Devos, da UFSC e membro do Comitê Gestor do instituto reflete neste vídeo sobre os 15 anos do IBP, destacando sua importância para o crescimento da pós-graduação em Antropologia na UFSC e o fortalecimento de seus núcleos de pesquisa. “Um dos impactos que o IBP trouxe é justamente uma renovação das temáticas, das formas de pensar a Antropologia, que é algo que tem continuidade, mas que ainda tem muita coisa nova por construir.”

Valen

Juana Valentina Nieto, pós-doutoranda no PPGAS/UFSC e integrante do INCT Brasil Plural, reflete neste vídeo sobre a importância do Instituto em sua trajetória como pesquisadora. Ela destaca como o IBP tem fortalecido sua atuação em redes de pesquisa, promovendo colaborações entre interlocutores e acadêmicos no Brasil e na Colômbia. Essas conexões têm sido fundamentais para pensar e criar de maneira colaborativa frente aos desafios do mundo contemporâneo.

Luciana Hartmann, professora de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), destaca neste vídeo a importância do Instituto no fortalecimento de redes de pesquisa, na valorização de saberes e na formulação de políticas públicas no campo da antropologia. Ela também ressalta o orgulho de integrar a equipe de um dos poucos INCTs na área de antropologia no Brasil, com um enfoque multidisciplinar.

Professora Sônia Maluf comenta sobre a imagem escolhida para a comemoração dos 15 anos do Brasil Plural, uma obra do artista @montanarimatheus. Trata-se de um mapa do Brasil que reflete o trabalho realizado pelo instituto ao longo dessa trajetória. A obra é composta por uma base de arame, que simboliza uma linha histórica, e por um fio que vai sendo tecido sobre essa estrutura, representando um Brasil plural, diverso e feito no cotidiano pelas populações que o compõem.

O Prof. Marcos Aurélio da Silva (UFMT) aborda um dos grandes desafios do INCT Brasil Plural: repensar o conceito de tecnologia nas ciências humanas. Para os pesquisadores do instituto, tecnologia inclui os “modos de fazer” criados no cotidiano das pessoas, que têm o potencial de influenciar e transformar políticas públicas. Essa perspectiva abre caminhos para a construção de políticas mais sensíveis e alinhadas às demandas reais das populações, especialmente em áreas como a saúde.

A professora Sandra Carolina Portela (Universidad Externado de Colombia) destaca que, ao longo destes 15 anos do Instituto, ele tem sido um espaço que permitiu a pesquisadores e pesquisadoras repensar, reinventar e ampliar as fronteiras dos conceitos tradicionais da antropologia de maneira criativa, especialmente na “conversação Sul-Sul” e em diálogo com as populações com as quais trabalhamos. Segundo ela, “comemorar esses 15 anos do IBP é ter a esperança que tudo isso que a gente trabalhou pode fazer efeito em novas gerações de antropólogos pesquisadores, interessados em pensar uma política pública”.

A pesquisadora Raquel Paiva Dias-Scopel (Fiocruz -MS), que está no IBP desde sua origem em 2019, destaca como tem sido um “prazer compartilhar experiências e desafios de pesquisa com uma rede interdisciplinar de conhecimentos”. Na sua experiência pessoal “o IBP foi o caminho para fomentar as pesquisas que ela desenvolve na área de saúde indígena” assim como a realização de filmes etnográficos em parceria com comunidades indígenas.