Coleção Brasil Plural

 A Coleção Brasil Plural, uma parceria entre o INCT Brasil Plural e a Editora da UFSC, tem como objetivo dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural. Busca retratar as diferentes realidades brasileiras em toda a sua complexidade e contribuir para a elaboração de políticas sociais que levem em consideração as perspectivas das populações e comunidades estudadas. Além disso, visa formar pesquisadores/as e profissionais que atuem com essas populações. Acesse os e-books nos títulos abaixo:

 

Sonia Regina Lourenço; Marcos Aurélio da Silva e Moisés Alessandro de Souza (Orgs.).  Dissidências, Alteridades, Poder e Políticas: Antropologias no Plural. (2020)

Esta coletânea reúne pesquisas desenvolvidas em contextos de coletivos rurais e urbanos, do Cerrado e da Amazônia. Os estudos são o resultado de diálogos transversais entre as distintas temáticas e as abordagens que costuram pontos de convergências analíticas. O livro mostra a importância da etnografia a para o entendimento das alteridades, dos saberes e das experiências de diferentes coletivos quilombolas, indígenas, rurais e LGBTs, os quais buscam o direito de acesso à saúde, à terra e à vida.

 

Paulo Raposo; Allende Renk e Scott Head (Orgs). Cidades rebeldes: invisibilidades, silenciamentos, resistências e potências. 2019.

Este livro é resultado do trabalho textual criativo de diversos autores, instigados pelo ciclo de cinema de mesmo nome desenvolvido no primeiro semestre de 2018 e que buscou tornar visíveis intervenções artísticas, engajamentos políticos, pesquisas e reflexões que promovessem a discussão sobre o direito à cidade na contemporaneidade.  Os doze artigos e as instigantes introdução e epílogo do livro assumem as inquietações colocadas pelos filmes, debates e temas em discussão para construir modalidades várias de visitação da cidade. O livro cumpre assim com seu propósito de não se debruçar somente sobre os filmes exibidos, nem sobre os motivos curatoriais do ciclo, ou revisitar as bases teóricas dos estudos urbanos, mas dar relevo aos ecos, faíscas e angústias originados ou reascendidos pelo encontro dos vários sujeitos na cidade em seus variados espaços.

Sonia Weidner Maluf; Erica Quináglia Silva (Orgs). Estado, políticas e agenciamentos sociais em saúde: etnografias comparadas. 2018

Esta coletânea aborda práticas, saberes, mecanismos disciplinadores, a perspectiva universalista das políticas públicas e seus modos desiguais de distribuição de direitos. Busca-se problematizar a relação entre a produção da verdade e as estratégias de sujeitos e coletividades para vivenciar e agenciar processos de saúde-adoecimento. O fazer etnográfico é utilizado como ferramenta para refletir sobre experiências sociais e políticas públicas no contexto da saúde mental, da saúde sexual e reprodutiva, de práticas corporais de higiene, do cuidado, das doenças crônicas, da alimentação, entre outras temáticas.

Deise Lucy O. Montardo e Márcia Regina C. F. Rufino (Orgs). Saberes e ciência plural – diálogos e interculturalidade em Antropologia. 2017 

Este livro apresenta alguns dos fecundos desenvolvimentos realizados a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural. Os artigos são fruto de um colóquio realizado na Universidade Federal do Amazonas em 2014 e têm como denominador comum a quebra da postura clássica do antropólogo como desbravador de saberes nativos, bem como o reconhecimento de que em outros saberes há cientificidade ainda que obedecendo regras distintas de produção de verdade.

 

Emilene Leite de Sousa. Umbigos enterrados: corpo, pessoa e identidade capuxu através da infância. 2017 

Uma investigação cuidadosa sobre as noções de pessoa e corporalidade entre os Capuxu, tendo as crianças como foco e interlocutoras, permitem percorrer questões relativas ao parentesco, onomástica, territorialidade e etnicidade. Esta etnografia também aponta para a possibilidade de diálogos entre os estudos de campesinato e a etnologia indígena.

 

 

Marcos Alexandre S. Albuquerque. O regime imagético Pankararu: performance e arte indígena na cidade de São Paulo. 2017

Resultado de vários anos de pesquisa antropológica e engajamento colaborativo com a comunidade pankararu na cidade de São Paulo. Uma das poucas etnografias sobre índios nas cidades brasileiras, a qual revela a agência e capacidade desse povo nordestino de se tornar visível e respeitado. Através da análise performática o livro acompanha a luta dessa comunidade para de mais de 2000 pessoas para obter maior visibilidade em busca de seus direitos na saúde e educação.

 

Capa Politicas Publicas

Esther Jean Langdon e Marcia Grisotti (Org). Políticas públicas: reflexões antropológicas. 2016 

Este livro é o resultado do Colóquio Reflexões sobre Pesquisa Antropológica e Políticas Públicas no INCT Brasil Plural (IBP). Apresenta um balanço das pesquisas, realizadas no âmbito do IBP, que tenham contribuído para subsidiar as políticas públicas, debater as controvérsias e estimular novas ideias. Prioriza o debate das seguintes questões: Em que sentido as pesquisas, dos pesquisadores individualmente e em redes, contribuem para as diversas políticas públicas? É possível articular os trabalhos com as políticas públicas? De que maneira seus projetos conseguiram algum impacto social ou político?

 

Capa Dialogos com os Guarani

Nádia Heusi Silveira; Clarissa Rocha de Melo; Suzana Cavalheiro de Jesus (Orgs). Diálogos com os Guarani: articulando compreensões antropológicas e indígenas. 2016

Esta coletânea é fruto de um seminário realizado na UFSC com o intuito de relacionar compreensões antropológicas sobre os conhecimentos dos Guarani e compreensões de acadêmicos guarani sobre os conhecimentos da Antropologia. Abordando temáticas variadas, os artigos evidenciam processos históricos de transformação na relação com não índios e seus desdobramentos, como também explicitam o modo de vida contemporâneo dos Guarani.

 

Rose

Rose Mary Gerber. Mulheres e o mar: Pescadoras embarcadas no litoral de Santa Catarina, sul do Brasil2015

Este livro apresenta o resultado de uma pesquisa em antropologia com pescadoras que se dedicam à pesca artesanal no litoral de Santa Catarina. Durante 11 meses, Rose Mary Gerber mergulhou no cotidiano dessas mulheres de forma intensa, participando dos momentos de ação em terra e no mar. Os embarques e as conversas no dia a dia permitiram que a pesquisadora capturasse sutilezas no modo como as pescadoras se constituem como sujeitos em meio aos processos de assujeitamento com que constantemente se deparam.

 

Esther Jean Langdon; Marina D. Cardoso (Orgs). Saúde Indígena: Políticas comparadas na América Latina. 2015

Novo livro da Coleção Brasil Plural e da Editora UFSC que faz uma análise sobre as políticas de saúde indígena implantadas em seis países latino-americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Venezuela), realizando uma discussão crítica sobre a formulação e a práxis dessas políticas em contextos nacionais e etnográficos distintos.

 

 

Edviges Ioris. Uma floresta de disputas –  conflitos sobre espaços e identidades sociais na Amazônia. 2014

O livro, que integra a recém-criada Coleção Brasil Plural, analisa, discute e propõe caminhos possíveis para os “longos e intensos conflitos” criados com as populações locais. A polêmica já dura mais de três décadas e não tem prazo para acabar, mobilizando burocratas, cientistas, ambientalistas, ativistas de direitos humanos e as comunidades rurais afetadas

Paulo Raposo; Vânia Zikán Cardoso; John Dawnsey; Tereza Fradique (Orgs). A terra do não lugar: diálogos entre Antropologia e Performance. 2013 

A terra do não-lugar explora os limites e fronteiras da performance. Simultaneamente intraduzível e intercomutável entre campos disciplinares, difusamente interterritorial e transdisciplinar, o conceito de performance se consubstancia hoje em um objeto reflexivo controverso, perenemente polêmico, e em um prolixo gerador de metáforas para a experiência humana. Esta coletânea de ensaios oferece algumas articulações entre o campo das ciências sociais e humanas, nomeadamente a Antropologia, e o campo dos estudos artísticos, em particular os chamados Performance Studies.

 

Rafael José Menezes Bastos. A Festa da Jaguatirica: uma partitura crítico-interpretativa. 2013

Este livro inaugura a Coleção Brasil Plural. É uma das primeiras descrições integrais de um ritual musical ameríndio. Feita no seu próprio pulso, ela evidencia que o cerne desses rituais, na Amazônia, está na articulação de pequenas unidades (canções, peças instrumentais, vinhetas) em longas sequências e sequências de sequências, resultando em performances às vezes de mais de dez dias. A música neles opera como pivô entre as artes verbais (poesia, mito) e corporais (especialmente a dança). A publicação deste livro contribui fortemente para a atual reconfiguração do conhecimento sobre os povos amazônicos, apontando para a ideia de uma grande complexidade de suas culturas.

 

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 Comitê Editorial

Esther Jean Lagdon
Vânia Zikán Cardoso
Alícia Castells
Márcia Grisotti
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