INCT BRASIL PLURAL
  • O IBP participa de Seminário Nacional dos INCTs em Brasília

    O evento, realizado em Brasília pelo CNPq, debateu os rumos da ciência no país e o impacto dos INCTs no desenvolvimento das pesquisas e das políticas públicas. O Seminário reuniu representantes e gestores dos INCTs de todo o Brasil. Na abertura do encontro, estiveram presentes o presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, o Diretor de Avaliação da CAPES, Antônio Gomes de Souza Filho, e o presidente do CONFAP (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), Marcel do Nascimento Botelho. O professor Rafael Devos (UFSC), vice-coordenador do IBP, é o representante do Brasil Plural do encontro.

    Existem hoje 243 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia no país, em diferentes áreas como saúde, engenharias e ciências humanas, como é o caso do INCT Brasil Plural. Os INCTs reúnem grandes projetos de pesquisa de longo prazo e são estruturados em redes nacionais e internacionais de cooperação científica.

    A novidade do Seminário 2026 é o anúncio de que os Institutos Nacionais de Pesquisa não são mais apenas grandes projetos. O CNPq considera que os INCTs são infraestruturas públicas de ciência, que cada vez mais estarão ligadas a políticas públicas e áreas estratégicas para o país. “É uma política geral do CNPq para os INCTs se constituírem nessa nova fase como uma infraestrutura de ciência e tecnologia”, explica o professor Rafael Devos.

    O CNPq enfatizou a busca por aprimorar a gestão dos INCTs para manter e ampliar pesquisas e ações em rede interinstitucionais. O presidente do CNPq anunciou também a disposição de articular a relação entre INCTs para que atuem de forma integrada em áreas estratégicas para o país, sobretudo em pesquisas que orientem políticas públicas. “Uma das questões é que cada INCT não faria apenas as suas pesquisas isoladamente, mas que o CNPq se propõe articular essas ações em torno de áreas estratégicas para o país. Os INCTs podem impactar agendas importantes das políticas públicas”.


  • Roda de conversa do INCT Brasil Plural debate comunicação na UFAM

    Como falar de antropologia para públicos não especializados? Como alcançar audiências diferentes e falar mais sobre as pesquisas realizadas pelos programas de pós-graduação? Como o IBP pode ajudar os pesquisadores a falar com públicos mais amplos e fazer comunicação? Essas e outras questões foram tema de uma Roda de Conversa sobre Comunicação Científica, realizada nesta quinta, dia 17, pelo INCT Brasil Plural no PPGAS da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

    O professor Marcos Aurélio da Silva (UFMT), que realiza pesquisa de pós-doutorado na UFSC, e a jornalista Vanessa Pedro, assessora de comunicação do IBP, conversaram com pesquisadoras e pesquisadores sobre o tema em Manaus. Eles apresentaram a nova identidade visual do IBP e os produtos que vêm sendo realizados pelo INCT em comunicação na atual fase do projeto, que começou no final de 2025. O projeto atual do Brasil Plural está aumentando o investimento na comunicação, tratando o tema também de forma transversal e buscando ampliar a atuação dos pesquisadores na divulgação científica.

    Os pesquisadores do PPGAS/UFAM também falaram das suas pesquisas, tiraram dúvidas sobre produção em comunicação e sobre os canais do IBP. Deram exemplos de divulgações já realizadas no PPGAS/UFAM e sobre possibilidades de comunicar pesquisas e ações através do IBP. A equipe de comunicação também passou algumas sugestões sobre formas de produção e a coordenador do PPGAS, professor Pedro Paulo Araújo Soares, sugeriu a realização de um curso presencial em Manaus sobre comunicação cientifica para estudantes e professores realizado pelo IBP. Depois da conversa, os pesquisadores e pesquisadoras gravaram vídeos curtos com a assessoria do IBP, que serão usados para divulgação científica. Falaram sobre suas pesquisas e projetos em andamento. Logo esse material também vai estar postado nos canais do Brasil Plural.


  • IBP lança documentário “INCT Brasil Plural: uma trajetória singular no programa dos INCTs’’

    O audiovisual conta a história do Instituto e dos primeiros 16 anos. O vídeo de 35 minutos conta a trajetória de criação do IBP; a organização em rede, que foi uma inovação promovidas desde o início; a expansão do INCT para várias instituições no Brasil e em outros países; e também conta sobre alguns dos projetos e pesquisas realizados por grupos e integrantes.  O INCT Brasil Plural reúne mais de 100 pesquisadoras e pesquisadores de todo o Brasil e de vários outros países da América Latina, foi criado em 2009 numa parceria entre pesquisadoras e pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e tem sede na UFSC. É pioneiro nas Ciências Humanas e na Antropologia. O documentário, lançado em agosto de 2026 pelo IBP, foi dirigido pela jornalista Vanessa Pedro e editado pela jornalista Giuliane Gava.​

    No documentário, pesquisadores e pesquisadoras em diversos estados e instituições falam sobre o IBP e sobre suas pesquisas. O vídeo também traz material de campo e produções dos pesquisadores para dialogar com as reflexões feitas por eles. A coordenadora do IBP, professora Sônia Weidner Maluf (UFSC) fala das contribuições da antropologia nas respostas à pandemia de Covid-19 e também das reflexões e ações das comunidades locais naquele período. A professora Jean Langdon (UFSC) fala sobre as possibilidades criadas pelo IBP para o intercâmbio de pesquisadores e estudantes brasileiros e de outros países da América Latina.

    A professora Antonella Tassinari (UFSC) fala no vídeo sobre infâncias indígenas e a professora Luciana Hartmann sobre infância e migração. A pesquisadora Juana Valentina Nieto conta da sua pesquisa na fronteira entre Brasil e Colômbia e do trabalho com uma artista plástica local. O professor Rafael Devos (UFSC), vice-coordenador do IBP, fala sobre a pesquisa da pesca com botos, que este ano foi reconhecida como patrimônio imaterial nacional. Da mesma forma, a professora Alícia Castells (UFSC) fala da pesquisa coordenada por ela no NAUI sobre as práticas nos engenhos de farinha de Santa Catarina, que também foi considerada pela Iphan como patrimônio cultural nacional.

    Professores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), que também integram o IBP, falaram sobre suas pesquisas e também sobre a relação entre o instituto e o início do Programa de Pós-graduação em Antropologia na UFMT. A professora Sônia Lourenço falou sobre as ações afirmativas que foram realizadas na universidade neste período, abrindo vagas para candidatos negros, indígenas e quilombolas e como os saberes e experiências trazidos por essa inclusão torna a ciência mais plural. Os professores Marcos Aurélio da Silva e Moisés Lopes, também da UFMT, falaram de suas pesquisas com populações LGBT no Mato Grosso.

    Professores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) também falaram sobre suas pesquisas, sobre as possibilidades de pesquisar e produzir em rede, conectados com pesquisadores do IBP em outros estados e instituições. A criação do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFAM também teve contribuições importantes do IBP, que foi criado junto com o início do PPGAS. Outras pesquisadoras e pesquisadores de outras instituições também falaram no documentário, que pode ser visto na íntegra no canal do Youtube do INCT Brasil Plural.


  • IBP vai realizar roda de conversa sobre Comunicação Científica na UFAM

    Um dos objetivos da atual fase do INCT Brasil Plural, iniciada em 2025, é fortalecer e estruturar as estratégias e produções de comunicação científica da instituição e ampliar os debates sobre o tema com os seus pesquisadores e pesquisadoras. Para isso, o IBP tem realizado uma série de ações e atividades, presenciais e remotas. A iniciativa mais recente é a “Roda de Conversa sobre Comunicação Científica e Plural”, que será realizada no dia 17 de setembro, às 14h, no PPGAS da Universidade Federal do Amazonas, em Manaus. A atividade acontece na Sala do Colar – PPGAS, no bloco O, no Setor Sul.

    A assessora de comunicação do IBP, Vanessa Pedro, e o pesquisador e professor da UFMT e pós-doutorando do IBP, Marcos Aurélio da Silva, estarão no campus da UFAM e vão apresentar as estratégias de comunicação neste novo ciclo do instituto, falar um pouco sobre como os pesquisadores podem ampliar a divulgação das suas pesquisas e articular os conceitos antropológicos de forma mais acessível para um público amplo. “A produção de uma ciência plural também precisa de uma comunicação científica produzida em diálogo com as pessoas. A antropologia tem muito a contribuir e articular com a comunicação para tornar a ciência mais inclusiva e diversa”, avalia a jornalista Vanessa Pedro.

    Curso de Comunicação Científica

    O IBP também está finalizando o primeiro Curso de Comunicação Científica, que foi realizado remoto para pesquisadores e pesquisadoras do instituto em todo o Brasil e integrantes em outros países da América Latina. Foram oito encontros de 2h, realizados às sextas-feiras, dirigidos aos pesquisadores do IBP ligados aos núcleos e grupos de pesquisa. O curso priorizou o debate de conteúdos e técnicas para ajudar os pesquisadores e as pesquisadoras a atuar em redes sociais, traduzir conceitos antropológicos em linguagem menos acadêmica, utilizar equipamentos e softwares gráficos e de audiovisual. Os encontros tiveram exposição de conceitos, exemplos e explicações mais específicas sobre comunicação e também espaço para debate de exemplos de divulgação, conversas sobre dúvidas e tendências no campo da comunicação e atividades práticas dos participantes.

    A publicização de pesquisas acadêmicas passou a ser parte destacada dos projetos financiados pelo CNPq, como os INCTs. O que é também uma forma de estimular os pesquisadores a divulgar mais o que fazem. “Além de poder trazer essas habilidades para a própria trajetória de pesquisa, o objetivo é que os participantes possam ajudar cada rede, projeto ou núcleo de pesquisa a divulgarem publicações, eventos, resultados de pesquisas, entre outras produções”, avalia o coordenador da proposta, o jornalista e professor da UFMT, Marcos Aurélio da Silva, que ministrou as aulas junto a jornalista Vanessa Pedro, assessora de comunicação do IBP.

    As aulas on-line foram gravadas e estão disponíveis na página do Curso de Comunicação Científica no site do IBP.


  • Seminário Geral 2026 reúne pesquisadores do IBP na UFSC

    Pesquisadoras e pesquisadores do IBP de várias regiões do Brasil e de países da América Latina se reúnem na UFSC para planejar ações e produções.

    O INCT Brasil Plural reuniu de 19 a 21 de agosto, na Universidade Federal de Santa Catarina, pesquisadores de várias regiões do Brasil e de países da América Latina para construir uma agenda de ações para o instituto nos próximos cinco anos. O Seminário Geral do IBP 2026 debateu os impactos e contribuições das pesquisas para os grupos estudados e para políticas públicas e os próximos passos do IBP através do debate de temas transversais às várias linhas e redes do Instituto. “Pautamos questões atuais e que têm tocado de modo transversal o conjunto de pesquisas que fazemos”, explica a coordenadora do IBP, professora Sônia Weidner Maluf (UFSC).

    Mesa de abertura do Seminário Geral com representantes do IBP como a coordenadora, professora Sônia Weidner Maluf, e o vice-coordenador, professor Rafael Devos, e da SBPC, do PPGAS/UFSC, da Propesq e do Departamento de Antropologia.

    Reunidos em quatro mesas-redondas, os temas refletem questões contemporâneas para o Brasil e o mundo. Foram debatidos assuntos como “Conjuntura e crises sanitárias, climáticas, políticas – e a antropologia”; “Impactos das pesquisas do IBP: quais evidências para quais políticas?”; “Antropologia, ciência e saberes”; “Pesquisa etnográfica, metodologias, inovação, ética”. “Entender a conjuntura social e política brasileira atual, em suas várias escalas e dimensões; discutir e fazer a crítica do que é considerado evidência na produção de políticas públicas e a importância da pesquisa etnográfica e qualitativa, para além dos dados quantitativos e estatísticos, para que a escala da vida das pessoas seja levada em consideração; discutir o lugar de nossas pesquisas no campo científico brasileiro”, explica a coordenadora.
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  • Curta baseado em pesquisa antropológica ganha Kikito e será lançado em Florianópolis

    Ângelo de Souza recebe prêmio pela trilha de “Graxa e Zepelim”.

    O filme “Graxa e o Zepelim” competiu no Festival de Gramado deste ano na categoria curta-metragem brasileiro e venceu com a melhor “trilha musical”. A produção foi dirigida pelo professor Camilo Soares, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e pelo multiartista pernambucano Ângelo de Souza. E contou com a colaboração do pesquisador do IBP e professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Rafael de Oliveira Rodrigues, na realização da pesquisa antropológica que deu origem ao filme.

    A pesquisa de mestrado realizada pelo antropólogo é intitulada “Nos tempos dos Charutos Prateados: um olhar etnográfico sobre a construção de uma antiga base de atracação de Zeppelins como um lugar de referência do Recife”. Foi financiada com recursos do CNPq e do IBP e orientada pela professora Alicia Castells no PPGAS/UFSC. O professor Rodrigues é coordenador do Laboratório da Cidade e do Contemporâneo (LACC) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), membro do Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) da UFSC e pesquisador do IBP.

    Professor Rafael Rodrigues fala sobre a pesquisa.

    “O filme é um híbrido entre documentário, musical e ficção científica, que aborda a contraditória passagem do dirigível Graf Zeppelin pelo bairro do Jiquiá, na cidade do Recife, na década de 1930. Ele nos convida a refletir sobre os problemas sociais e as estratégias de resistência do bairro nos dias atuais”, explica o pesquisador do IBP. O filme tem 20 minutos e foi produzido com recursos do Edital Multilinguagens/Recife Criativo, que é parte da Política Nacional Aldir Blanc (2024).

    Lançamento em Florianópolis

    O filme tem 21 minutos e será lançando em Florianópolis no dia 1º de setembro na abertura do V Sci-Fi Floripa – Festival Internacional de Cinema de Ficção-Científica, que vai acontecer no Bar Bugio, no Centro. A exibição será realizada ao anoitecer da terça-feira, dia 1.

     


  • Pesquisadora do PPGAS/UFSC oferece curso gratuito sobre antropologia do trabalho

    Estão abertas as inscrições para o minicurso “Introdução à Antropologia do Trabalho”, que será ministrado pela professora Virgínia Rodrigues em quatro encontros que começam no fim de setembro. O minicurso percorrerá debates clássicos e contemporâneos sobre as transformações do mundo do trabalho. Serão discutidos temas como neoliberalismo, precarização, divisão sexual do trabalho, generificação das profissões, sofrimento e adoecimento relacionados ao trabalho.

    A professora Virgínia Squizani Rodrigues atualmente realiza pesquisa de pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UFSC, onde também realizou o doutorado. Virgínia é doutora em Antropologia Social pelo PPGAS/UFSC e em Ciências Sociais – Sociologia pela Sorbonne, na França. E é editora-chefe da revista Novos Debates.

    As aulas vão acontecer nos dias 22, 24, 29 de setembro e 1º de outubro, das 9h às 12h, no miniauditório do CFH da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A atividade é gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas. As inscrições podem ser feitas pelo formulário no google forms.
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  • IBP realiza Seminário Geral 2026

    De 19 a 21 de agosto, na próxima semana, o IBP realiza o Seminário Geral do INCT Brasil Plural 2026. O evento é destinado a todos os pesquisadores do IBP, que vão participar de forma híbrida. Uma parte dos pesquisadores estará presente na sede do IBP, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e os demais poderão participar pela internet. O link será enviado a todos os pesquisadores na semana do evento. O objetivo do Seminário é discutir eixos transversais de trabalho e fazer o planejamento e a agenda de debates e ações para o próximo período. “Vamos debater sobre o futuro, definir diretrizes de ação, planejar atividades comuns e sobretudo discutir as prioridades do IBP nos próximos anos”, explica a coordenadora do IBP, Sônia Weidner Maluf (UFSC).

    Para isso, o evento é dividido em mesas temáticas, que vão ser um espaço para trocar ideias e experiências e debater assuntos como “Conjuntura e crises sanitárias, climáticas, políticas – e a antropologia”; “Impactos das pesquisas do IBP”; “Antropologia, ciência e saberes”; “Pesquisa etnográfica, metodologias, inovação, ética”. O Seminário também terá um momento para os representantes das regiões e países relatarem pesquisas e trabalhos desenvolvidos e a situação de cada local. A ideia é promover a troca de experiências, informações, avaliações sobre as pesquisas e a articulação entre as pesquisadoras e os pesquisadores. Também vai haver um momento da reunião de cada uma das redes de pesquisa que compõem o IBP, para fazerem seu planejamento específico. 
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  • Curta selecionado no Festival de Gramado tem participação de pesquisador do IBP

    Professor Rafael de Oliveira Rodrigues. Fonte: LACC/UFAL.

    Durante os dias 12 e 22 de agosto acontece a 54ª Edição do Festival de Cinema de Gramado. Participa da competição, na categoria melhor curta-metragem brasileiro, o filme “Graxa e o Zepelim”, dirigido pelo professor Camilo Soares, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e pelo multiartista pernambucano Ângelo de Souza. O curta-metragem contou com a colaboração do pesquisador do IBP e professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Rafael de Oliveira Rodrigues, na realização da pesquisa socioantropológica que deu origem ao filme.

    “O filme é um híbrido entre documentário, musical e ficção científica, que aborda a contraditória passagem do dirigível Graf Zeppelin pelo bairro do Jiquiá, na cidade do Recife, na década de 1930. Ele nos convida a refletir sobre os problemas sociais e as estratégias de resistência do bairro nos dias atuais”, explica o pesquisador do IBP. O filme tem 20 minutos e foi produzido com recursos do Edital Multilinguagens/Recife Criativo, que é parte da Política Nacional Aldir Blanc (2024).

    “Assim como os demais membros da equipe produtora, eu fiquei muito satisfeito com a seleção do curta para o festival. Primeiro pelo protagonismo dos moradores do bairro no filme. Segundo, por ter contribuído com o filme através da minha pesquisa de mestrado”, conta o professor Rafael Rodrigues. A pesquisa de mestrado realizada pelo antropólogo é intitulada “Nos tempos dos Charutos Prateados: um olhar etnográfico sobre a construção de uma antiga base de atracação de Zeppelins como um lugar de referência do Recife”.

    Foi financiada com recursos do CNPq e do INCT Brasil Plural e orientada pela professora Alicia Castells no Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFSC. “E também estou feliz com a possibilidade de disputarmos o Prêmio Kikito. Estamos na expectativa de divulgar o filme para o grande público em breve, mas precisamos aguardar a apresentação dele primeiro nos festivais”. O professor Rodrigues é coordenador do Laboratório da Cidade e do Contemporâneo (LACC) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), membro do Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pesquisador do IBP.

     


  • Livro de Daniel Kuaray é lançado na aldeia Yynn Moroti Wherá

    Coral guarani durante as homenagens ao antropólogo Daniel Kuaray pelo lançamento póstumo do livro “Yvy Marã En’yn: o corpo, os ritos de morte e a pandemia de Covid-19″.

    A aldeia Yynn Moroti Wherá (𝐌’𝐁𝐈𝐆𝐔𝐀𝐂̧𝐔) e o INCT Brasil Plural lançaram o livro “YVY MARÃ EN’YN: O CORPO, OS RITOS DE MORTE E A PANDEMIA DE COVID-19”, do antropólogo indígena Daniel Kuaray Timóteo Martins em cerimônia realizada no início de julho na Opy – Casa de Reza da Aldeia. A tarde do dia 9 de julho foi envolvida de emoção e significado para pesquisadores e a comunidade indígena localizada às margens da BR-101 na Grande Florianópolis. O livro foi uma homenagem póstuma a Daniel Kuaray, que faleceu em 2024, e deixou concluída sua pesquisa de mestrado e defendida por ele em fevereiro do mesmo ano, no Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC). Agora a dissertação vira livro editado pela Coleção Didática Brasil Plural, do IBP, em parceria com a Editora do Bosque (CFH/UFSC).

    A professora Jean Langon, que orientou a pesquisa de mestrado de Daniel Kuaray participou da cerimônia na Opy (Casa de Reza) da aldeia Yynn Moroti Wherá (𝐌’𝐁𝐈𝐆𝐔𝐀𝐂̧𝐔).

    A pesquisa de Daniel foi orientada pela professora e coordenadora emérita do IBP, Jean Langdon (PPGAS/UFSC), que estava presente ao lançamento do livro na aldeia Yynn Moroti Wherá. Assim como familiares de Daniel como as irmãs e irmãos, incluindo a cacica da aldeia, irmã e mestranda em antropologia social (PPGAS/UFSC), Celita Antunes, primas e primos, tios, amigos e outros pesquisadores da UFSC e do IBP que conviveram com Daniel Kuaray. O IBP entregou uma caixa de livros à aldeia para que sejam distribuídos à biblioteca, à escola e a outras comunidades. A obra publicada foi recebida pela comunidade com rezas cantadas, Mbora’i tarova.
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