INCT BRASIL PLURAL
  • Pesca com botos: Pesquisadores do IBP participam de projeto de reconhecimento como patrimônio imaterial pelo Iphan

    Pesca com boto em Laguna, Santa Catarina. Imagem cedida pela equipe de pesquisa do Canoa/UFSC

    O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) está com consulta pública aberta até 27 de fevereiro para manifestações, informações e opiniões da sociedade civil sobre a pesca com botos no sul do Brasil. A prática está sendo pesquisada e documentada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ligados ao IBP e ao grupo de estudos CANOA, para embasar o processo de reconhecimento como patrimônio imaterial nacional.

    O que é a pesca com botos? ‘’É uma forma de interação única entre humanos e a vida selvagem marinha, que ocorre em estuários do Sul do Brasil há mais de 100 anos’’, explica o professor Caetano Sordi, antropólogo que coordena o projeto na UFSC. ‘’Os botos reúnem os cardumes de tainha e sinalizam aos pescadores artesanais o momento propício para o lançamento das tarrafas’’. A prática é ensinada pelas gerações mais velhas às mais novas, tanto no caso humano, quanto entre os botos. Deste modo, é considerado um processo de transmissão cultural interespécies.

    Em SC e no RS

    A pesca com botos é uma prática tradicional entre os pescadores artesanais e os botos-de-lahille, que ajudam a capturar peixes, especialmente a tainha. A prática que envolve botos e pescadores é vista ainda hoje e documentada em vários municípios dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como Laguna (SC), no Estuário da Barra do Rio Tramandaí (RS), no Estuário do Rio Mampituba (divisa entre SC e RS) e no Rio Araranguá (SC). A interação entre homens, botos e tainhas acontece próximo no limiar entre a terra e a água, nas pescas realizadas com a tarrafa. A tainha escolhe o lugar, o boto reúne e indica o peixe e sinaliza para o pescador, que interpreta a comunicação e identifica o momento exato de lançar a tarrafa para pegar uma maior quantidade de tainhas do que conseguiria se estivesse pescando sozinho e sem a orientação dos botos.

    Pesquisa da UFSC

    Pesquisadores do Canoa/IBP em Laguna para a pesquisa da pesca com botos.

    Professores e estudantes de graduação e pós-graduação em Antropologia da UFSC foram responsáveis pela produção da instrução técnica do registro, ou seja, a elaboração dos materiais etnográficos que baseiam o registro como patrimônio imaterial nacional. A pesquisa aconteceu 2023 a 2025. Eles produziram o ‘’Dossiê de Registro da Pesca Com Botos no Sul do Brasil’’, acervo fotográfico e dois documentários, um longa e curta metragem, com imagens, depoimentos e análises. Os filmes estão em fase de finalização para serem apresentados ao Iphan, numa parceria que aconteceu com os pesquisadores mediante um Termo de Execução Descentralizada (TED) celebrado com a UFSC. Os pesquisadores fazem parte do INCT Brasil Plural (IBP) através do grupo de pesquisa CANOA (Coletivo de Estudos com Ambientes, Percepções e Práticas – PPGAS/UFSC), que é ligado ao IBP pela rede de pesquisa ‘’Saberes e Educação’’.

    Fizeram parte do projeto na UFSC os professores Caetano Sordi, Rafael Devos, Gabriel Barbosa e Viviane Vedana, além de estudantes de graduação e pós-graduação em Antropologia do PPGAS/UFSC. Também houve apoio e parceria de outros grupos de pesquisa como o Projeto Botos da Barra (UFRGS), o Laboratório de Mamíferos Aquáticos (Lamaq) da UFSC e o Projeto Botos do Araranguá (Unesc). A pesquisa focou nos sítios de Laguna (SC) e Imbé/Tramandaí (RS), de onde partiram os pedidos de registro ao Iphan, mas também esteve em Araranguá no ano passado.

    Consulta do Iphan

    Depois de uma pesquisa de mais de dois anos nos territórios onde a prática ocorre, agora o Iphan está na fase de consultas à população. O objetivo é que a sociedade possa se manifestar sobre a proposta de registro da pesca com botos no sul do Brasil como patrimônio cultural do país com informações e relatos.A consulta pública representa uma oportunidade para que a população, especialmente quem vive, pratica ou conhece de perto essa tradição, possa contribuir com informações, relatos e opiniões sobre o bem cultural, garantindo que o processo de reconhecimento passe pelas mãos da comunidade detentora. Até o dia 27 de fevereiro de 2026, qualquer pessoa pode enviar opinião, sugestões ou informações sobre a pesca com botos. As manifestações podem ser enviadas ao Iphan por e-mail para , por correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural (no endereço SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º Andar, Brasília-DF, CEP 70390-135) ou através do Protocolo Digital do Iphan disponível no site oficial do Instituto. Após o encerramento do prazo, todas as contribuições recebidas serão analisadas pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, órgão máximo de decisão do Iphan para o reconhecimento de bens culturais brasileiros.

    Um dos resultados da pesquisa, realizada por professores e estudantes de Antropologia da UFSC, é a realização de um curta e um longa-metragem sobre a prática, que está em fase de finalização.

    Pesquisadores do IBP têm participado de outros processos de reconhecimento de patrimônio cultural pelo Iphan como o dos Engenhos de Farinha de Mandioca de Santa Catarina (SC), que também serão contados nos nossos canais.

    Com informações da Assessoria do Iphan e informações e imagens cedidas pelo Canoa/UFSC.


  • Está no ar primeiro episódio do novo documentário sobre o INCT Brasil Plural

    O documentário “INCT Brasil Plural: uma trajetória singular no programa dos INCTs” conta a história dos primeiros 16 anos do IBP. O primeiro episódio está sendo lançado hoje nos canais do IBP e aborda a ideia de criar o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Brasil Plural. Conta como ele se forma como uma ‘rede de redes’, reúne pesquisadoras e pesquisadores de várias regiões do Brasil e surge como uma iniciativa entre UFSC e UFAM. O IBP é pioneiro nas Ciências Humanas e na Antropologia.

    A série será apresentada em 3 episódios, que serão lançados nas próximas semanas, e também numa versão integral de 30 minutos depois da publicação dos capítulos. O IBP é um dos primeiros INCTs em Antropologia do Brasil, propõe uma ciência plural e oferece novas maneiras de pensar a inovação também no campo das Ciências Humanas. O Brasil Plural foi aprovado para uma terceira etapa, que iniciou em 1 de novembro de 2025, ampliando sua rede para outras regiões, estados e universidades.

    Assista ao episódio 1 no Canal do Youtube do Brasil Plural:

     


  • RAS 2026 está com chamada aberta até 1 de fevereiro para o envio de resumos

    A VI Reunião de Antropologia da Saúde (RAS) está com chamada aberta até 1 de fevereiro para o envio de resumos para Grupos de Trabalho (GTs). O evento acontece na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, de 22 a 24 de abril. Dos 18 GTs com inscrições abertas, 6 estão sendo organizados por pesquisadores e pesquisadoras do INCT Brasil Plural. No Instagram (@inctbrasilplural) temos uma postagem com as informações gerais, com cards de cada um dos GTs com participação do IBP e as propostas com trechos da descrição publicada na página do evento. Veja a lista completa dos Grupos de Trabalho e informações de como enviar seu resumo no site do evento em www.ufrgs.br/ras.

     

    O INCT Brasil Plural está na coordenação dos seguintes Grupos de Trabalho da RAS 2026:

    GT 02: Antropologia do Diagnóstico: regimes de verdade e temporalidades na nomeação dos estados aflição e sofrimento

    Coordenação:
    Waleska de Araujo Aureliano (UERJ), Fernando José Ciello (UFRR), Martha Cristina Nunes Moreira (FIOCRUZ)

    GT 04: Drogas, fármacos, psicoativos e psicodélicos: perspectivas, controvérsias e debates contemporâneos

    Coordenação:
    Isabel Santana de Rose (UFSC), Rogerio Lopes Azize (IMS/UERJ)

    GT 05: Ecologia, Saúde e Espiritualidade: éticas e estéticas para adiar o fim do mundo

    Coordenação:
    Camila Sissa Antunes (Unipampa), Gustavo Ruiz Chiesa (FURG), Laryssa Owsiany (ISER)

    GT 10: Etnografias hospitalares

    Coordenação:
    Soraya Fleischer (UnB), Jaqueline Ferreira (IESC/UFRJ)

    GT 13: Povos Indígenas e relações tóxico-vitais no Brasil

    Coordenação:
    Maria Paula Prates (Oxford University, PPGAS/UFRGS), Silvia Guimarães (UnB)

    GT 16: Saúde e Mobilidade Humana, diálogos interdisciplinares entre a antropologia da saúde e a psicologia social

    Coordenação:
    Daniel Granada da Silva Ferreira (UFSC), Priscila Pavan Detoni (UFFS)

     


  • GTs da Reunião Brasileira de Antropologia recebem resumos até 20 de janeiro

    A 35ª Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) está com chamada aberta até 20 de janeiro para o envio de resumos em Grupos de Trabalho (GTs). O evento acontece de 13 e 17 de julho de 2026, na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. Pesquisadores e pesquisadoras do IBP participam da coordenação de 10 GTs e um deles tem o Brasil Plural como tema. No Instagram fizemos um carrossel com os cards da RBA para cada GT com as informações da participação do IBP na coordenação. A lista completa dos Grupos de Trabalho e informações de como enviar seu resumo estão no site do evento em www.35rba.abant.org.br.

    Todas as apresentações serão orais. A apresentação poderá ter coautoria se todos os nomes forem registrados no momento da submissão. O título da proposta de trabalho ao GT deve ter até 200 caracteres com espaços e o resumo até 2800 caracteres com espaços. A submissão do trabalho completo é altamente recomendável conforme avisa o site da RBA.

    QR code para o site do evento.


  • INCT Brasil Plural lança nova identidade visual

    Nova logo do INCT Brasil Plural, desenhada por Matheus Montanari.

    A nova marca do INCT Brasil Plural chegou! Entregamos hoje a nova logo, feita por Matheus Montanari, e que faz parte da nova identidade visual do IBP. A partir de hoje, vamos atualizar toda a comunicação do Brasil Plural. Nas redes, nos envios por email, nos documentos impressos e nas produções audiovisuais. A nova identidade foi produzida a partir das conversas com os pesquisadores, observando os objetivos e trabalhos do IBP e também apontando para uma nova fase na comunicação do Instituto.

    Em 2026, queremos ampliar a relação do IBP através da comunicação. Não apenas produzindo mais materiais e ampliando a nossa presença nas redes. Mas também buscando aumentar o diálogo e a participação. De pesquisadores e de todas as pessoas interessadas em debater os temas que pesquisamos e que podem impactar de alguma maneira a sociedade. A divulgação científica é um aspecto importante do que o IBP faz e pesquisar com as pessoas já é uma marca do Instituto. Agora queremos ampliar essa ideia e fazer com ela esteja ainda mais presente na comunicação do IBP.

    Conta pra gente o que você achou da nova marca do IBP e mande sugestões sobre como podemos melhorar e ampliar a nossa comunicação. Feliz ano novo!

    #INCTBrasilPlural #IBP #divulgacaocientifica


  • Em cerimônia que celebrou 65 anos da UFSC, Jean Langdon recebe título de Professora Emérita

    Professora Jean Langdon recebe homenagem das mãos do reitor da UFSC, Irineu Manoel de Souza.

    Jean Langdon recebeu o título de Professora Emérita da UFSC junto com os colegas professores Rafael Bastos e Miriam Grossi, da Antropologia, e Luzinete Minella, da Sociologia. O título de Professor Emérito é uma das mais altas honrarias da universidade, concedido a docentes aposentados, por seus méritos profissionais, excelência acadêmica e por relevantes serviços prestados à instituição. A cerimônia aconteceu nesta segunda, dia 15, no Centro de Eventos da universidade, do campus central, em Florianópolis.

    Professora Jean com o reitor, Irineu Manoel de Souza, e a vice-reitora, Joana Célia dos Passos.

    Pioneira nos estudos de xamanismo, antropologia da saúde e povos indígenas, Jean é homenageada por uma carreira que transformou a UFSC em referência internacional nesses campos. A professora Jean coordenou o INCT Brasil Plural por mais de uma década, desde a fundação, e hoje é integrante do Comitê Gestor e Coordenadora Emérita do IBP.

    Em sua fala depois de receber o título, Jean agradeceu: “Registro minha gratidão à UFSC, às professoras e professores, às e aos estudantes que me acolheram e me convenceram a ficar; agradeço a quem me apoiou nos períodos de incerteza, ao Departamento de Antropologia que garantiu minha permanência na cidade, aos núcleos que construímos coletivamente e a todas as pessoas que me deram a oportunidade de, ao longo de 42 anos, aprender sobre o Brasil, o pensamento do Sul Global e a importância de uma luta verdadeira pela democracia”.

    Reunião do Conselho Universitário que comemora 65 anos da UFSC concede homenagens.

    A cerimônia foi realizada em sessão solene do Conselho Universitário (CUn), que estava presente e presidido pelo reitor, Irineu Manoel de Souza, e pela vice-reitora, Joana Célia dos Passos. A solenidade foi transmitida ao vivo pelo canal do CUn no YouTube.

    Pela primeira vez, a UFSC concedeu o título de Técnico-Administrativo Emérito — criado e aprovado pelo colegiado neste ano. A honraria pioneira foi entregue às irmãs Helena Olinda Dalri e Ângela Olinda Dalri, à Raquel Jorge Moysés e ao filho de José de Assis Filho (in memoriam). O título de Doutor Honoris Causa foi concedido ao Padre Vilson Groh por construir pontes entre a universidade e as comunidades periféricas de Florianópolis. Dora Lúcia de Lima Bertúlio (in memoriam) foi representada pelo irmão, Max Salustiano de Lima. A Procuradora Federal foi homenageada por contribuir na transformação do pensamento jurídico brasileiro sobre relações raciais e na institucionalização das ações afirmativas no ensino superior.

    Professores Eméritos: Luzinete Minella, Rafael Bastos, Jean Langdon e Miriam Grossi.


  • Pesquisadores do IBP gravam documentário com pescadores de Baía Formosa (RN)

    Baía Formosa, no Rio Grande do Norte.

    Os professores da UFSC Rafael Devos e Gabriel Coutinho Barbosa, pesquisadores do IBP, estiveram na Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, realizando pesquisa de campo e gravando imagens para um projeto de documentário que será finalizado em 2026.

    O local é um importante porto de pesca artesanal do Nordeste, conhecido pela pesca da albacora, um tipo de atum do Brasil. Os pesquisadores enviaram, com exclusividade ao IBP, trechos das imagens feitas na gravação de dezembro para o documentário.

    Clique na foto para assistir trechos em vídeo da pesquisa atual dos professores Rafael Devos e Gabriel Barbosa em Baía Formosa (RN).

    Eles acompanharam a pesca para entender as técnicas e saberes dos pescadores sobre a porção marítima desse território brasileiro pouco conhecido. A pesca da albacora ocorre a 22km da costa, no final da plataforma continental do país, que os pescadores chamam de paredes e onde ficam seus pesqueiros chamados de “altos”.

    O professor e antropólogo Rafael Devos, que também é vice-coordenador do INCT Brasil Plural, explicou que esses saberes que eles estudam se referem ao modo de vida dos peixes, seu curso, suas viagens por esta porção do território, articulados a marés, ventos e outras condições que propiciam esse encontro. “Os pescadores saem todas as semanas para essa vida na maré, trazendo para o porto histórias e diversidade marinha que estamos conhecendo com eles”.

    Em 2024, os pesquisadores lançaram o documentário ‘Maré do Peixe’, sobre a pesca nas praias de Touros (RN) e Baía da Traição (PB). O audiovisual em andamento é a continuidade dessa pesquisa em outro porto de pesca e com outros pescadores. O filme ‘Maré do Peixe’ tem 40 minutos e está disponível em link aberto na plataforma Vimeo. O link também está disponível na nossa bio no Instagram (@inctbrasilplural).

    #INCTBrasilPlural #IBP #PPGASUFSC #PPGASUFSC40anos #UFSC65anos #Antropologia

     

     


  • Jean Langdon recebe título de Professora Emérita da UFSC na segunda, dia 15

    Nova data da cerimônia é 15 de dezembro, segunda.

    Foi remarcada para a próxima segunda, dia 15 de dezembro, a cerimônia em comemoração aos 65 anos da UFSC e que vai conceder títulos de Professor Emérito e Honoris Causa, incluindo a homenagem à Professora Jean Langdon. O evento começa às 9h30, no Auditório Garapuvu do Centro de Eventos da UFSC. A UFSC havia cancelado atividades presenciais no dia inicialmente marcado em razão das fortes chuvas na região.

    Jean é professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) há mais de 40 anos e uma das fundadoras do PPGAS da universidade e do INCT Brasil Plural. A professora é referência nas pesquisas sobre saúde indígena e xamanismo. O título de Professora Emérita é uma das mais altas honrarias da universidade, concedido a docentes aposentados, por seus méritos profissionais, excelência acadêmica e por relevantes serviços prestados à instituição. A cerimônia será no Centro de Eventos da universidade, que também irá comemorar os 65 anos da UFSC. Haverá transmissão on-line e o link está na nossa bio.

    Nascida nos Estados Unidos, a professora Jean mora no Brasil desde 1983. Ela se formou em Sociologia e Antropologia no Carlton College (EUA) e fez mestrado na Universidade de Washington (EUA). Realizou pesquisa de campo sobre xamanismo e cosmologia na Colômbia entre 1970 e 1974. Com base nesta pesquisa, a antropóloga obteve o doutorado na Tulane University, nos Estados Unidos em 1974. A tese foi sobre a relação entre cosmologia, doença e práticas cotidianas entre os indígenas Siona, da Colômbia.

    Atualmente é Professora da UFSC, onde trabalha desde 1983. Jean Langdon foi coordenadora do INCT Brasil Plural de 2009, quando foi criado, a abril de 2025. Atualmente ela é coordenadora emérita e faz parte do Comitê Gestor. Em 2023, a Editora da UFSC publicou o livro Uma antropologia da práxis, com textos de mais de 40 autores que celebram a obra e a trajetória da pesquisadora.

    Na mesma cerimônia, a UFSC vai homenagear outros professores com título de eméritos como Rafael Bastos, fez parte do IBP desde a fundação, Miriam Pillar Grossi e Luzinete Simões Minella. Padre Vilson Groh será homenageado com o título de Doutor Honoris Causa.

    A cerimônia pode ser acompanhada de forma presencial por todos os interessados e ainda será transmita ao vivo aqui.

    #UFSC65ano #INCTBrasilPlural #IBP


  • UFSC suspende atividades presenciais dia 9 em razão das chuvas na região

    Evento adiado em razão das chuvas e ainda sem nova data.

    Foi adiada a realização da cerimônia em comemoração aos 65 anos da UFSC e que concederia títulos de Professor Emérito e Honoris Causa, incluindo a homenagem à Professora Jean Langdon. A UFSC cancelou as atividades presenciais desta terça, dia 9, em razão da previsão de fortes chuvas para a região. Ainda não foi divulgada nova data.


  • Mylene Mizrahi fala na UFSC sobre como narrar a periferia no Rio de Janeiro

    Professora Mylene Mizrahi da PUC-Rio.

    A professora Mylene Mizrahi (PUC-Rio) faz uma palestra na UFSC nesta quarta, dia 3, com o tema “Como narrar a periferia do Rio de Janeiro”. A professora da PUC-Rio fala sobre a criminalização do funk e de como a cidade produz modos próprios para narrar o que é ser periférico. ‘’Sugiro assim que o Rio de Janeiro é regido por uma ‘utopia das conexões’ e que o funk carioca fornece o material para a subjetivação periférica’’. A palestra começa às 16h, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH).

    A professora faz uma análise a partir desses dois estilistas. “Me volto para os discursos verbais, visuais e sonoros de dois estilistas periféricos cariocas para propor que a moda que criam encapsula memória, parentesco, localidade e história’’, diz Mylene Mizrahi.

    Mylene Mizrahi é autora de A estética funk carioca: criação e conectividade em Mr. Catra (2014) e de Figurino Funk: roupa, corpo e dança em um baile carioca (2019). Ela publicou vários artigos sobre esses temas e arte, educação e juventude, e tem atuado criticamente na discussão sobre a criminalização do funk.

    A promoção da palestra da professora Mizrahi é do GESTO – Grupo de Estudos em Oralidade e Performance, ligado à rede de pesquisa do INCT Brasil Plural.