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Pesca com Botos é exibido nos molhes da barra em Laguna
O documentário de 70 minutos “Pesca com botos”, produzido pelo CANOA/IBP, foi exibido nos molhes da barra de Laguna, principal ponto de pesca com botos do município e um dos locais que são tema do audiovisual. Estiveram presentes os pescadores que participaram do filme em Laguna e os pesquisadores do Coletivo de Estudos com Ambientes, percepções e práticas (CANOA), grupo de pesquisa do PPGAS/UFSC e do INCT Brasil Plural. O filme foi exibido em Laguna no último sábado, dia 23 de maio, e é parte do trabalho de pesquisa realizado pelo CANOA (Coletivo de estudos com ambientes, percepções e práticas), do PPGAS e da rede do INCT Brasil Plural. A pesquisa embasou o processo realizado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que reconheceu a prática da pesca com botos como patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2026.No mesmo dia da exibição do filme à comunidade, houve um evento com representantes de diferentes instituições e a ida deles até o local de ocorrência da pesca com botos. No início da tarde, no escritório técnico do Iphan em Laguna, houve um encontro de alinhamento do presidente do Iphan e da diretora de patrimônio imaterial do instituto com representantes de várias instituições que estarão envolvidas na salvaguarda do bem cultural a partir de agora. Depois, às 16h30, todos se deslocaram até a região dos molhes da barra, principal ponto de pesca com botos, para a exibição do filme e entrega dos certificados de registro do bem como patrimônio cultural nacional. Nesse segundo momento, estiveram presentes os pescadores que participaram do filme em Laguna e a comunidade.
“Fazer o evento na Tesoura auxiliou a visibilizar de forma muito concreta várias demandas de salvaguarda registradas no dossiê, assim como a aproximar o poder público do território tradicional”, explicou o coordenador do projeto na UFSC, o professor Caetano Sordi, do PPGAS/UFSC, e pesquisador do INCT Brasil Plural.
Além dos representantes do Iphan, estiveram presentes também representantes de outros órgãos do estado em ambos os eventos como a prefeitura de Laguna, INCRA, superintendência estadual do Ministério da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, Ministério do Meio Ambiente e representações de gabinetes de parlamentares.
O professor Caetano também participou na segunda, dia 25, em Laguna, da reunião de lançamento do Plano de Ação Estadual para o Boto Pescador, que é um acordo de cooperação técnica (ACT) em elaboração entre o Ministério Público e várias instituições, entre elas o Iphan e a UFSC. No ACT, a UFSC será representada prioritariamente pelo Lamaq (Laboratório de Mamíferos Aquáticos), que coordena o projeto ecológico de longa duração do sistema estuarino de Laguna e adjacências (PELD-SELA). Neste evento também foi exibido o curta metragem “Pesca com Botos”, de 17 minutos, do CANOA.Pesca com botos
A pesca com botos é uma prática tradicional de colaboração entre pescadores artesanais e botos em estuários do litoral sul do Brasil. Em Laguna (SC), na barra do Rio Tramandaí (RS) e do Rio Araranguá (SC), os saltos dos botos e o lançamento das tarrafas apresentam relações singulares da comunicação entre humanos e animais. Gerações de habilidosos botos e pescadores protagonizam o aprendizado mútuo e a transmissão centenária de conhecimentos ecológicos, técnicas de pesca e formas de sociabilidade nos territórios pesqueiros para a captura de tainhas.
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Tese do PPGAS/UFSC, com apoio do IBP, faz etnografia de grupos de teatro e políticas culturais

“É limitação e possibilidade”: uma etnografia sobre os grupos teatrais e as políticas culturais na cidade de São Paulo no contexto neoliberal. Este foi o tema da tese defendida essa semana no PPGAS/UFSC pelo pesquisador João Rodrigo Martins, que é orientado pela professora Sônia Weidner Maluf, coordenadora do INCT Brasil Plural. A tese foi aprovada com destaque à qualidade, originalidade e densidade analítica e conceitual e recomendada para publicação.
Ao longo da investigação, a pesquisa buscou responder a perguntas como: que sentido os artistas atribuem ao trabalho teatral? O que a política cultural faz e o que os sujeitos fazem com ela? Qual é o impacto do neoliberalismo no segmento teatral? Ao final, esboçam-se questões centrais para a transformação do paradigma das políticas culturais. Realizada entre 2022 e 2025, a pesquisa foi financiada pelo CNPq e contou com o apoio do INCT Brasil Plural para a realização do trabalho de campo.
João Martins defendeu o doutorado no dia 25 de maio no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFSC, em Florianópolis. Fizeram parte da banca as professoras Sônia Weidner Maluf (UFSC E IBP), como orientadora e presidente, e Maria Eugênia Dominguez (UFSC E IBP), como examinadora interna; e os professores Guilhermo André Aderaldo (UNESP) e Judson Forlan Cabral (PUC/SP) como examinadores externos.
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Iphan entrega registro dos engenhos como patrimônio nacional em Imbituba

Entrega dos registros de patrimônio cultural nacional aos detentores dos saberes e práticas dos engenhos de farinha, com a presença dos pesquisadores do NAUI/PPGAS/IBP e do presidente do Iphan.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou um evento em Imbituba, no Engenho da ACORDI, para fazer a entrega simbólica dos certificados de registro dos saberes e práticas dos engenhos de farinha de Santa Catarina como patrimônio cultural nacional. O bem foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil na última reunião do Conselho Consultivo do Iphan, ocorrida nos dias 10 e 11 de março. Participaram da entrega os detentores dos saberes presentes, os representantes de prefeituras, os proponentes e também a equipe do Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI/PPGAS/IBP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O núcleo realizou o dossiê “Saberes e práticas associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina”, que embasou o Iphan na decisão de conceder o registro a essas práticas.
O evento iniciou com um café com alimentos produzidos na própria comunidade: mandioca, farofa, bolo e geleia de butiá. Depois do café, o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), Marina Lacerda, e a superintendente do Instituto em Santa Catarina, Regina Santiago, entregaram certificados aos cerca de 60 detentores dos Saberes e Práticas Tradicionais associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca presentes. “Hoje celebramos os detentores e abrimos um canal de diálogo com eles. Isso nos levará a um futuro que manterá esses saberes e tradições preservados”, declarou Regina.

Professora Alícia Castells, coordenadora do NAUI e pesquisadora do INCT Brasil Plural e do PPGAS/UFSC.
Os pesquisadores do NAUI presentes também receberam o certificado. Eles foram responsáveis pela produção do filme Farinhar, produzido junto com o dossiê e registros fotográficos, e que serviu de base para o processo realizado pelo Iphan até a decisão de março. “A entrega formal e simbólica dos certificados foi para todos nós, um sentimento de honra pela confiança que depositaram na UFSC, pelos sonhos que abriram a nós pesquisadores”, disse a coordenadora do NAUI, Alícia Castells, professora do PPGAS/UFSC e pesquisadora do INCT Brasil Plural (IBP). Os pesquisadores entrevistaram os detentores dos saberes nas comunidades mapeadas, registraram as práticas e as memórias desses saberes e produziram um documentário de 17 minutos. O documentário está disponível no Youtube neste link. A realização é do Rancho Cultural e do NAUI para o Iphan.
Foi realizada ainda, com a presença dos detentores, dos pesquisadores e de autoridades locais e do Iphan, a roda de conversa “Foi registrado, e agora?”. A comunidade relatou a preocupação com a continuidade do bem, devido ao êxodo rural, às grandes plantações e à posse de suas terras. “Um dos principais focos do plano de salvaguarda é garantir a continuidade dos saberes por meio de sua transmissão às novas gerações. O registro não resolve todos os problemas, mas abre muitas portas, inclusive facilita acesso a outras políticas públicas, de outras áreas, com outras parcerias, como os ministérios do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e da Pesca”, explicou o presidente do Iphan. “É um momento histórico para os donos de engenhos, agricultores, lideranças locais, populações afro-descendentes e Guarani, que almejavam o reconhecimento de seus saberes da terra, das sementes, da farinha tradicional do litoral de Santa Catarina. E para nós, o reconhecimento de contribuir para que esse sonho fosse alcançado. Agora, é conseguir que esse registro seja o início de uma nova etapa, a da salvaguarda, para que o bem tradicional aspire sua continuidade”, concluiu a professora Alícia.
Fotos: Mariana Alves/Iphan
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IBP lamenta falecimento da antropóloga Carmem Lucia da Silva, professora da UFMT
O IBP lamenta o falecimento da professora doutora Carmen Lucia da Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e integrante do INCT Brasil Plural nos primeiros anos. A professora Carmen faleceu nesta terça, dia 26 de maio de 2026, na cidade de Juiz de Fora (MG). Era docente aposentada da UFMT, onde atuou com brilhantismo e dedicação ao longo de sua carreira.Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, a professora Carmen realizou Mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob a orientação da professora Jean Langdon (coordenadora emérita do IBP). Sua dissertação sobre os Xetá recebeu o prêmio de melhor dissertação de Mestrado do ano de 1998, no concurso ANPOCS/CNPq, e é um marco na etnologia indígena brasileira. Além de um trabalho de alta qualidade etnográfica é um verdadeiro documento em defesa de um território Xetá – grupo e língua que eram considerados extintos até a pesquisa de Carmen Lucia.
Com Doutorado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), a professora Carmen Lucia construiu uma trajetória acadêmica marcada pela excelência, pelo compromisso ético e pela dedicação incansável ao ensino, à pesquisa e à extensão.
A UFMT emitiu nota de pesar onde destacou a trajetória da professora Carmen. “Com vasta experiência nas áreas de teoria antropológica, etnologia indígena, antropologia da saúde, patrimônio alimentar, memória, narrativa, antropologia jurídica e políticas de ações afirmativas, a professora Carmen Lucia deixou um legado intelectual e humano de inestimável valor para a comunidade acadêmica e para os povos indígenas com os quais dialogou e a quem dedicou sua obra e sua prática”. Leia íntegra da matéria da UFMT aqui.
Além da UFMT, outras entidades publicaram notas e homenagens à professora Carmen, evidenciado suas grandes contribuições para os direitos indígenas e para a política de ações afirmativas voltadas à população indígena. Entre elas, o ProInd (Licenciatura Indígena) e o Conselho de Políticas Afirmativas, ambos da UFMT.
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IBP lança Curso de Comunicação Científica
O INCT Brasil Plural está lançando o Curso de Comunicação Científica para ajudar os pesquisadores do instituto a ampliar a divulgação das suas pesquisas e articular os conceitos antropológicos de forma mais acessível para um público amplo. Ao todo serão 10 aulas on-line, às sextas-feiras, das 15h às 17h (de Brasília). O curso é dirigido aos pesquisadores do IBP. Podem participar, gratuitamente, pesquisadores ligados aos núcleos e grupos de pesquisa associados ao INCT Brasil Plural. Para realizar a inscrição é preciso preencher o formulário do curso.O curso vai priorizar o debate de conteúdos e técnicas que ajudem os pesquisadores e as pesquisadoras a atuar em redes sociais, traduzir conceitos antropológicos em linguagem menos acadêmica, utilizar equipamentos e softwares de audiovisual. Os participantes também terão contato com as possibilidades de divulgação científica em podcasts, videocasts, artigos para jornais. Poderão trazer suas próprias experiências, dúvidas e contribuições. Além disso, o curso prevê algumas atividades de produção que os pesquisadores poderão praticar ao longo das semanas.
A publicização de pesquisas acadêmicas passou a ser parte destacada dos projetos financiados pelo CNPq, como os INCTs. O que é também uma forma de estimular os pesquisadores a divulgar mais o que fazem. “Além de poder trazer essas habilidades para a própria trajetória de pesquisa, o objetivo é que os participantes possam ajudar cada rede, projeto ou núcleo de pesquisa a divulgarem publicações, eventos, resultados de pesquisas, entre outras produções”, avalia o coordenador da proposta, o jornalista e professor da UFMT, Marcos Aurélio da Silva, que vai ministrar as aulas junto com a professora Sônia Maluf, jornalista, antropóloga e coordenadora do IBP, e a jornalista Vanessa Pedro, assessora de comunicação do IBP.
As aulas iniciam em 12 de junho e vão acontecer semanalmente. Haverá um intervalo durante o mês de julho, com a retomada das aulas em agosto, formando um total de 10 semanas.
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Professor argentino Pablo Ramos apresenta podcast sobre comunicação e ciência

Esta semana o professor Pablo Ramos, da Universidade de Ciências da Comunicação (FCC) da Universidade Nacional de Córdoba, participou de dois eventos na UFSC. Na reunião ampliada do CANOA/IBP, na quarta, dia 20, o professor apresentou o podcast que realiza chamado “Crónicas Contra o Colapso: Ecología, Arte, Ciencia y Comunicación”. O programa tem três episódio e trata sobre ciência, arte e comunicação “para resistir ao estilo de vida atual e seu destino catastrófico”.
Após a reunião, na quinta, dia 21, o PPGAS/UFSC realizou com o professor Pablo Ramos a conferência “El sonido como lugar de disputas: prácticas resistentes en el espacio sonoro”. -
Fiocruz faz evento para debater divulgação científica de saberes indígenas

“Saberes Indígenas e Divulgação Científica” foi o tema do 16º Encontro Virtual de Divulgação Científica (EVDC), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O encontro foi realizado no dia 7 de maio, com transmissão ao vivo pelo canal da “Vídeo Saúde” no YouTube. A iniciativa busca fortalecer práticas de divulgação científica que valorizam as diferentes formas de produção e disseminação do conhecimento e de uma ciência mais plural.
Nessa edição do encontro, participaram Ana Lucia de Moura Pontes (Ensp), que coordenou o Centro de Operações da Emergência Yanomami entre janeiro e julho de 2023, e Raquel Paiva Dias Scopel, que atua no escritório da Fiocruz Mato Grosso do Sul e é pesquisadora da Rede Saúde do INCT Brasil PLural. A mediação foi de Diádiney Helena de Almeida (Ensp), a primeira pesquisadora indígena concursada da Fiocruz.
A forma como os saberes ancestrais e as ciências indígenas podem transformar as práticas de pesquisa, a saúde e a comunicação científica no Brasil foram alguns dos debates realizados pelas pesquisadoras durante o evento. Elas falaram também sobre a urgência de ampliar a presença Indígena na produção, circulação e divulgação do conhecimento científico. As pesquisadoras reforçaram que os povos indígenas devem ser cada vez mais referenciados como autores e produtores de conhecimento e não como objetos de pesquisa e fontes de informação.
Analisando filmes produzidos no âmbito da pesquisa que desenvolve sobre saúde, sustentabilidade e controle social, focada nas experiências de participação social, a pesquisadora Raquel Scopel (INCT Brasil Plural), que atua na Fiocruz Mato Grosso do Sul, destacou a importância do cinema indígena no contexto da promoção da saúde entre os povos indígenas e da produção e divulgação de conhecimento. “O cinema é luta, seja para denunciar os processos que afetam a vida, a saúde e os direitos desses povos, seja para denunciar os conflitos territoriais. Mas, esse não é o único sentido da produção do cinema indígena. Além de ser produzido para fora, ele também tem o objetivo de falar para quem está dentro das aldeias como uma forma de valorização da memória coletiva”, ressaltou.
Acesse o vídeo com a íntegra do evento no link.
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Documentário Farinhar é exibido na sede do Iphan em Florianópolis

O documentário Farinhar, produzido pelos pesquisadores do NAUI/IBP e pelo Rancho Cultural foi exibido sexta-feira, 15 de maio, na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Florianópolis. A produção faz parte do dossiê de registro dos “Saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina” como patrimônio cultural nacional. O bem foi inscrito no Livro dos Saberes, após aprovação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 11 de março deste ano. Também foi distribuído o foto-livro “Farinhar”, produto da pesquisa e do audiovisual.
O evento foi aberto ao público e contou com a presença da superintendente do Iphan em Santa Catarina, Regina Helena Santiago, de detentores das práticas de engenhos como o Indaiá e Andrade. A coordenadora do NAUI, Alícia Castells, falou sobre o projeto e avaliou o evento com um excelente retorno e reconhecimento do Iphan e dos detentores, que participaram da exibição do filme, e do público em geral. Os diretores do filme Carolina Maciel de Arruda e Artur Hugo da Rosa, do Rancho Cultural, também estiveram no evento e falaram sobre o processo de filmagem.O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) é ligado ao INCT Brasil Plural e realizou pesquisa durante mais de dois anos sobre as práticas nos engenhos de farinha e produziu o dossiê, audiovisuais e fotos que embasaram o processo do IPHAN. No dia 24 de maio, o documentário “Farinhar” será exibido também em Imbituba para a entrega dos certificados de registro e roda de conversa com o presidente do Iphan e a diretora de patrimônio imaterial. Também vão participar do evento os pesquisadores do NAUI.
Fotos: Rancho Cultural
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Tese da UFSC sobre burnout em empresas de tecnologia vence prêmio da VI RAS
A tese de doutorado da antropóloga Virgínia Squizani Rodrigues vence o III Prêmio Tabita Bentes dos Santos na VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre. Com o título “Boom and burst”: Como os trabalhadores de startups brasileiras vivenciam os efeitos do capitalismo tardio em seus próprios corpos”, a pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC e cotutela com o Programa de Sciences Sociales – Sociologia da Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Virgínia Rodrigues foi orientada pelos professores Viviane Vedana (PPGAS/UFSC e INCT Brasil Plural) e Marc Loriol (Paris 1) e coorientada pela professora Letícia Cesarino (PPGAS/UFSC). Parte da pesquisa de campo foi apoiada pelo INCT Brasil Plural.A pesquisadora questiona e analisa porque trabalhadores de startups, que dizem amar seu trabalho, também sofrem de burnout. Fundamentada em cinco anos de trabalho etnográfico junto ao setor de startups de Florianópolis, a tese argumenta que o burnout não deve ser reduzido a uma condição individual ou clínica, já que se trata de um fenômeno processual, socialmente situado. Além disso, investiga como os imperativos econômicos do crescimento rápido – impulsionados pelo capital de risco – interagem com as culturas organizacionais das startups e as experiências subjetivas dos trabalhadores.
A pesquisa contribui para debates mais amplos na sociologia e antropologia do trabalho, bem como nas áreas de saúde e saúde mental, mostrando como o burnout funciona tanto como uma experiência vivida quanto como uma lente por meio da qual os trabalhadores interpretam e verbalizam as contradições do capitalismo contemporâneo.
A tese pode ser acessada no repositório da UFSC.
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NESSI e IBP realizam evento sobre saúde indígena

O Núcleo de Saberes e Saúde Indígena (NESSI/UFSC) realiza, com apoio do IBP, o evento “Saúde Indígena no Brasil: experiências e perspectivas”, nos dias 2 e 3 de junho na UFSC, como parte das atividades da rede Saúde do IBP. No primeiro dia do evento acontece a defesa de tese de Rui Massato Harayama e no segundo uma mesa-redonda sobre saúde indígena com professoras da UFSC, da Fiocruz de Manaus e da Universidade Federal de Roraima.
A mesa propõe um diálogo sobre Saúde Indígena no Brasil a partir da experiência de pesquisadoras que têm atuado de forma ativa para a sua implementação e avaliação. O evento terá a presença da professora, médica e antropóloga, Maria Luiza Garnelo Pereira (ILMD/Fiocruz), que desenvolveu pesquisas na saúde indígena e tem atuado na formação de profissionais indígenas na saúde em nível de pós-graduação. Também estará na mesa-redonda a pesquisadora Inara do Nascimento Tavares, indígena Sateré Mawé e professora do Instituto Insikiran (UFRR). Ela realiza pesquisas sobre saúde indígena, segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar e atua na formação de pesquisadores e profissionais indígenas. A professora Inara Tavares também atua na coordenação do Grupo de Trabalho da Saúde Indígena da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). O encontro conta ainda com a participação da professora titular aposentada da UFSC Eliana Diehl, farmacêutica e pesquisadora do NESSI, do Grupo de Trabalho da Saúde Indígena da ABRASCO e do INCT Brasil Plural. A professora emérita e antropóloga Esther Jean Langdon (PPGAS/UFSC) será a mediadora do evento. A mesa-redonda “Saúde indígena no Brasil: experiências e perspectivas” acontece no dia 3 de junho, quarta, às 10h, na sala 110, bloco D do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
No dia anterior, 2 de junho, o evento abre com a defesa da tese “Navegando na Dor: Infortúnio, Dores de Cabeça e Medicamentos entre os Wai Wai do Pará”, escrita pelo pesquisador Rui Massato Harayama. A pesquisa tem orientação da professora Jean Langdon e foi realizada no Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFSC (PPGAS/UFSC). Vão compor a banca as professoras Jean Langdon (orientadora e presidente da banca), Luiza Garnelo (Fiocruz Manaus), Inara do Nascimento Tavares (UFRR) e Isabel Santana de Rose (UFSC). A defesa da tese acontece às 14h, na sala 110, bloco D do CFH na UFSC.
