INCT BRASIL PLURAL
  • Professora Vânia Zikán Cardoso realiza banca de Titular nesta sexta, dia 10

    A professora do PPGAS/UFSC, Vânia Zikan Cardoso, que também é integrante do Comitê Gestor do IBP e coordenadora da Coleção Brasil Plural, realiza banca para professora titular nesta sexta, dia 10 de julho. A defesa do Memorial de Atividades Acadêmicas é o mais alto grau de progressão na carreira do magistério superior e será realizada pela professora Vânia diante de uma banca com professores da UFSC e de outras universidades brasileiras.

    Estarão na banca os professores doutores Jacques Mick (UFSC), John Cowart Dawsey (USP), Miriam Cristina Marcílio Ribeiro (UFBA) e Luciana Hartmann (UnB). Na suplência estarão os professores doutores Eunice Sueli Nodari (UFSC), Kátia Maheirie (UFRGS) e Márcio Goldman (UFRJ). A banca será realizada pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), às 14h, com transmissão on-line pelo Youtube do CFH.


  • Pesquisadora entrega fotos da pesca da tainha a pescadores do Pântano do Sul

    Para comemorar o encerramento de mais uma safra da tainha no Pântano do Sul, em Florianópolis, no dia de São Pedro e dia dos pescadores (29 de junho), foram entregues, fotografias da pesca artesanal da tainha de arrasto de praia. As imagens compõem o acervo do Projeto de Extensão “Exposições Fotográficas e atividades culturais – Paisagens Pesqueiras”, coordenado pelo professor Rafael Devos e que teve apoio do INCT Brasil Plural (IBP).

    As fotografias são de autoria da pesquisadora Beatriz Demboski Búrigo, vinculada ao IBP, produzidas durante a pesquisa de campo de sua tese de doutorado, entre 2021 e 2023, e defendida no PPGAS/UFSC. As fotos foram entregues aos pescadores e expostas no Rancho de Pesca do Didi. A entrega atende aos objetivos do projeto de extensão de reforçar os vínculos dos coletivos de pesca com as praias e os ambientes litorâneos como territórios pesqueiros. A AMPSUL – Associação de Moradores do Pântano do Sul contribuiu com a viabilização do evento.
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  • Editora da Fiocruz lança livro de pesquisa da UFSC sobre hospitais psiquiátricos em SC

    O Instituto Brasil Plural (IBP) divulga o lançamento do livro “Manicômios à brasileira: a institucionalização da loucura no século XXI”, escrito pela pesquisadora Sabrina Del Sarto (UFRJ e IBP). “Esse livro nasce depois de uma década de trabalho de campo em hospitais psiquiátricos públicos brasileiros e tem como objetivo principal documentar e investigar a vida social de pessoas que ainda hoje vivem de modo permanente dentro dessas alas médicas”, explica a pesquisadora. A obra é resultado da tese de doutorado de Sabrina, que foi orientada pela professora Esther Jean Langdon, coordenadora emérita do IBP e professora emérita da UFSC. A pesquisa que resultou no livro foi realizada no Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

    A edição integra a coleção Antropologia e Saúde, da Editora Fiocruz, coordenada pelas professoras Sônia Maluf (UFSC e coordenadora do IBP) e Fabíola Rohden (UFRGS). A partir de uma perspectiva etnográfica, o livro aborda a permanência da institucionalização psiquiátrica no Brasil contemporâneo e os desafios da desinstitucionalização no século XXI. O lançamento acontece no dia 2 de julho, com disponibilidade da obra na livraria virtual da Editora Fiocruz e no portal SciELO Livros.


  • IBP e Aldeia Yynn Moroti Wherá lançam livro póstumo do antropólogo indígena Daniel Kuaray

    Será lançado no dia 9 de julho, o livro “YVY MARÃ EN’YN: o corpo, os ritos de morte e a pandemia de Covid-19”, do antropólogo indígena Daniel Kuaray Timóteo Martins, pela Coleção Didática Brasil Plural em parceria com a Editora do Bosque (CFH/UFSC). O livro vai ser lançado na Opy – Casa de Reza da Aldeia Yynn Moroti Wherá (𝐌’𝐁𝐈𝐆𝐔𝐀𝐂̧𝐔), no dia 9 de julho, às 13h. E será também uma homenagem ao autor, que faleceu tragicamente em 2024. O lançamento vai contar com a participação do Coral Guarani, dos familiares e da comunidade.

    O livro tem como base a dissertação de mestrado de Daniel Kuaray em Antropologia Social, defendida no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, em fevereiro de 2024. A publicação póstuma deste trabalho constitui uma homenagem à memória e à trajetória de Daniel Kuaray, que teve como um de seus principais objetivos em sua carreira acadêmica registrar o Nhandereko guarani. Ou seja, o modo de ser e viver guarani. 
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  • UFSC recebe encontro regional de etnomusicologia

    Acontece na UFSC, de 24 a 26 de junho, III Encontro Regional Sul da ABET – Etnomusicologias SUL-SUL, promovido pela Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET) em parceria com o Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC), o Programa de Pós-graduação em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGMUS/UFRGS) e o INCT Brasil Plural. A etnomusicologia estuda as relações sociais e culturais criadas por meio do som, da escuta e da música.

    O encontro é um espaço de diálogo e trocas em torno da etnomusicologia produzida no cone sul da América Latina e em outros países do Sul Global. No evento “Etnomusicologia SUL-SUL”, pesquisadores e pesquisadoras de universidades brasileiras, mestres e mestras tradicionais e populares e estudiosos e estudiosas de outros países debatem a produção de conhecimento no campo da Etnomusicologia no Brasil, na América Latina e em outros continentes. Desde a criação da Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET), em 2001, os diálogos interdisciplinares e internacionais orientaram os debates dos encontros científicos promovidos pela associação. “Nos últimos 25 anos, a produção etnomusicológica se diversificou bastante, na mão da consolidação de grupos de estudo dedicados às pesquisas sociais e culturais da música no Sul Global”, afirma professora da UFSC, Maria Eugênia Domingues, organizadora do evento e pesquisadora do IBP.

    O III Encontro Regional Sul da ABET – Etnomusicologias SUL-SUL propõe que o evento seja um espaço de debate e atualização sobre temas, perspectivas teóricas e métodos de pesquisa que permitam ampliar a cartografia de abordagens que atualmente configuram a etnomusicologia. A programação inclui conferências, sessões de comunicação, oficinas, exposição de fotografias, lançamento de livros, mostra sonora e mostra audiovisual. O objetivo é discutir e divulgar trabalhos de pesquisa em Etnomusicologia, bem como oportunizar a capacitação, a atualização e o aprimo-amento científico e cultural de pessoas associadas à ABET, acadêmicas de diferentes áreas e da sociedade em geral.

    Acompanhe a programação no link da página do evento.


  • ABA promove debate on-line com autoras do livro Políticas do Sofrimento, do IBP

    Acontece nesta quarta, 24 de junho, às 15h, seminário on-line de lançamento do livro “Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos”, organizado pelas professoras e pesquisadoras do IBP, Sônia Weidner Maluf (UFSC/coordenadora do IBP), Ana Paula Müller de Andrade (Unicentro/PR) e Érica Quinaglia Silva (UnB). A Apresentação é de Michele Escoura (UFPA/CELCA-ABA).

    As autoras estarão no evento on-line e vão conversar sobre a obra. A transmissão vai ser ao vivo pelo Canal da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) no Youtube (@TVABA).

    O livro foi publicado este ano pela Coleção Brasil Plural, do IBP, numa parceria entre a Editora da UFSC e a ABA Publicações. A Coleção Brasil Plural é coordenada pela professora e pesquisadora do IBP, Vânia Zikán Cardoso.

    A versão digital do livro pode ser baixada no catálogo da Editora da UFSC.


  • Evento da UFSC debate ação política dos povos indígenas

     

    “Diplomacias Ameríndias no Brasil Meridional” é o evento que será realizado nos dias 19 e 22 de junho na UFSC pelo Laboratório de Estudos em Etnologia, Educação e Sociobiodiversidades (ARANDU/NEPI), Laboratório de Antropologia, Etnografia e suas Variações e INCT Brasil Plural (IBP). O primeiro dia do evento reúne pesquisadores em rodas de conversa e palestra e no segundo dia acontece a defesa de dissertação da antropóloga indígena Xokleng, Débora Laã Priprá. O seminário propõe explorar o caráter profundamente ativo e reflexivo da ação política dos povos Kaingang, Laklaño/Xokleng e Guarani (Mbyá, Avá e Kaiowá), cujas trajetórias transbordam a mera resistência institucional.

    “A nossa proposta é discutir a ação política indígena. Quando a gente pensa em política, a gente pensa em Estado e em partido político. E o nosso seminário procura discutir a política em outros termos. Deslocar um pouco da discussão de Estado e partido”, explica a coordenadora do evento, Antonella Tassinari (UFSC/IBP). “O evento está debatendo a ação política em termos que são propriamente indígenas. Então estamos falando também de ritual, corporalidade, educação, que geralmente não são consideradas ações políticas. Estamos pensando em estratégias de autonomia dos povos indígenas”.
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  • TV ABA transmite seminário on-line sobre livro “Políticas do Sofrimento”, da IBP

    Acontece no dia 24 de junho, às 15h, um seminário on-line para o lançamento do livro “Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos”, organizado pelas professoras e pesquisadoras do IBP, Sônia Weidner Maluf (UFSC/coordenadora do IBP), Ana Paula Müller de Andrade (Unicentro/PR) e Érica Quinaglia Silva (UnB). A Apresentação é de Michele Escoura (UFPA/CELCA-ABA). No evento on-line, as autoras vão conversar sobre a obra e a transmissão vai ser ao vivo pelo Canal da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) no Youtube (@TVABA). O livro foi publicado este ano pela Coleção Brasil Plural, do IBP, numa parceria entre a Editora da UFSC e a ABA Publicações. A Coleção Brasil Plural é coordenada pela professora e pesquisadora do IBP, Vânia Zikán Cardoso.

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  • As barreiras da academia e do Estado em debate na saúde indígena

    Professoras Jean Langdon, Eliana Diehl, Inara do Nascimento Tavares e Luiza Garnelo participaram de evento do NESSI e do IBP sobre saúde indígena na UFSC.

    Diferentes experiências da saúde indígena nas universidades brasileiras foram tema de debate na Univesidade Federal de Santa Catarina, na manhã desta quarta-feira, 3 de junho. Organizada pelo Núcleo de Saberes e Saúde Indígena (NESSI) e pelo INCT Brasil Plural, a mesa redonda “Saúde Indígena no Brasil: experiências e perspectivas” foi mediada pela professora Esther Jean Langdon, coordenadora emérita do IBP, e um dos principais nomes dos estudos da saúde indígena no Brasil. As falas ressaltaram a história da consolidação dessa área como campo de estudos no Brasil e os desafios impostos na formação de profissionais indígenas no ensino superior.

    A professora Eliana Diehl, pesquisadora do NESSI e do IBP, contou um pouco da trajetória da saúde indígena no Brasil, desde os anos 1990, destacando a própria criação do NESSI na UFSC, mas também uma série de eventos que foram consolidando esse campo de pesquisa, unindo pesquisadores da Fiocruz, da Unifesp e da UFSC. Estes encontros fazem parte hoje dos principais congressos de associações como a ABA (Associação Brasileira de Antropologia) e a Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). Eliana destacou que, nessa história, o protagonismo dos povos indígenas se deu numa crescente, ganhando força maior com as políticas de ação afirmativa que fomentaram a participação indígena nas universidades e a presença deles nos campos da antropologia e da saúde coletiva.

    Já a professora Luiza Garnelo, da Fiocruz de Manaus, trouxe os desafios do campo da Saúde Coletiva, na formação de pesquisadores de origem indígena, no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). Ela destacou a dificuldade de formar turmas com alunos indígenas, por questões como a exclusão digital – falta de condições para aulas não presenciais e de estudos em plataformas digitais – e a burocracia, que permitiria o acesso e a permanência desses estudantes. Há dificuldades como excesso de documentos exigidos para uma bolsa ou ainda a impossibilidade de se ter um CEP (código de endereçamento postal) para fazer o cadastro no sistema.

    Além disso, a professora Luiza relatou experiências que podem fazer das universidades um local hostil para os estudantes indígenas, em vez de acolhedor. São muitas as situações de racismo e discriminação vivenciadas pelos estudantes indígenas. Há também questões que marcam o próprio campo científico e universitário como a individualização de problemas e situações que contrasta com o coletivismo dos indígenas. Essa abordagem chega a criar dificuldades para estudantes que se deslocam com a família para a cidade. E também há conflitos de ordem científica, uma vez que o naturalismo da ciência é objetificador e desconsidera as ontologias indígenas, ou seja, outras possibilidades de se pensar a materialidade do mundo. A professora Luiza destaca também que o pensamento científico tende a uma abstração que se distancia da concretude dos problemas locais que mobilizam muitos indígenas a estarem nas universidades.

    Partindo também de uma experiência no campo da Saúde Coletiva, a professora Inara do Nascimento Tavares, de origem Sateré-mawé, do Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), trouxe as experiências da formação de sanitaristas indígenas. No Instituto Insikiran são oferecidos três cursos superiores para populações indígenas: Licenciatura Intercultural Indígena, Gestão Territorial Indígena e Gestão em Saúde Coletiva Indígena. Como professora da Saúde Coletiva, Inara ressaltou os conflitos de uma estrutura acadêmica universitária que até pouco tempo não estava preparada para receber esses estudantes. E, depois de passarem pela universidade, vêm as dificuldades de encontrar trabalho, pois também a gestão dos serviços de saúde não se coloca de forma tão aberta.

    Inara conta que a situação tem mudado, ainda que lentamente, como recentemente na emergência sanitária com os Yanomami, em Roraima, em que participaram egressos da Saúde Coletiva Indígena. Ainda assim, há muitas barreiras e angústias, pois mesmo quando conseguem se integrar profissionalmente nos distritos sanitários indígenas, esses profissionais vivem pressões que vêm das aldeias, que esperam deles a solução dos problemas mais urgentes. As questões também vêm dos próprios serviços de saúde, quando um caminho de entraves burocráticos transforma em complexa qualquer ação simples, como uma compra, um relatório, um projeto de financiamento. Ainda assim, a avaliação é de que hoje esses gestores e pensadores indígenas estão tensionando não apenas a academia, mas também o Estado, na construção desse lugar de atuação.


  • Pesquisadora do IBP fala na Argentina sobre danças-lutas dos Guarani-Kaiowá

    Professora da UFAM e pesquisadora do IBP, Deise Lucy Montardo, em evento na Universidade de Buenos Aires, na Argentina em maio de 2026.

    Deise Lucy Montardo, professora da Universidade Federal do Amazonas e pesquisadora e integrante do comitê gestor do IBP, esteve na Universidade de Buenos Aires (Argentina) no final de maio para uma conversa sobre as danças-lutas do Guarani-Kaiowá. O encontro foi uma Co.LAB, realizada pela equipe de Antropologia do Corpo e da Perfomance, coordenado pela professora Silvia Citro (UBA). A professora Deise Lucy avaliou a importância desse intercâmbio para a troca entre os pesquisadores e as pesquisadoras e a contribuição o trabalho em rede do IBP. O evento foi transmitido ao vivo pelo Youtube do Instituto de Ciências Antropológicas – UBA e pode ser visto no canal.

    “O Co.LAB é um ciclo aberto de intercâmbio acadêmico e artístico onde as ciências sociais, as humanidades e as artes se cruzam. Em cada edição, compartilhamos experiências de membros da EACyP e propostas que surgem em nossas colaborações de pesquisa e criação por meio de formatos híbridos, como palestras performáticas, debates em vídeo, workshops, performances, refeições, concertos e muito mais” – assim definem as organizadoras do evento.

    O evento pode ser visto na íntregra neste link.