INCT BRASIL PLURAL
  • Revista Aceno da UFMT – Chamada de artigos

    Publicado em 26/06/2020 às 12:37

    A Aceno – Revista de Antropologia do Centro-Oeste (ISSN: 2358-5587), publicação eletrônica quadrimestral de caráter público, ligada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Mato Grosso, e editada por pesquisadores do Instituto Brasil Plural, convida membros da comunidade acadêmica a apresentarem artigos  para todas as suas sessões (Artigos Livres, Ensaios Fotográficos, Resenhas) e também ao dossiê temático “Formas de habitar, vizinhança e ação política” (conforme ementa abaixo) , a ser publicado em sua edição de número 15 (v. 7, set./dez. 2020), conforme proposta abaixo.

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    Dossiê Temático: “Formas de habitar, vizinhança e ação política

    Coordenadores: Flávia Carolina da Costa (PPGAS/UFMT) e João Vicente Marques Laguens (MN/UFRJ)

    Prazo final de submissão: 30 de agosto de 2020.

    Como desdobramento do GT apresentado na VI Reunião Equatorial de Antropologia (REA), ocorrida em Salvador, BA, em dezembro de 2019, o objetivo do presente dossiê é reunir pesquisas de cunho etnográfico, que analisem como a noção de vizinhança aponta para a construção de dispositivos de ação política. Nas Ciências Sociais, muitos são os estudos que se voltaram a refletir sobre como relações de vizinhança conformaram articulações políticas e movimentos sociais. Em sentido complementar, em um momento seguinte, a Antropologia deu abrigo a pesquisas que se voltaram a compreender como a política percorre os laços de vizinhança, solidariedade, convivência, convivialidade e cotidiano. O dossiê que aqui se apresenta, por sua vez, não está preocupado apenas com as construções de identidade ou com os mecanismos de representação pressupostos nas relações de vizinhança. Mais do que isso, espera-se que se agreguem pesquisas e reflexões que compreendam as formas de habitar em sua potencialidade, como forma de se construir laços políticos, mapeamentos e territórios para além daqueles estabelecidos em uma ideia pré-concebida de casa e família. Interessa-nos, sobretudo, os estudos que observem as relações de vizinhança e as formas de habitar à luz dos movimentos e dos conflitos que as tensionam e desestabilizam – em síntese, como um “idioma simbólico”, para estruturar, pensar e experimentar o mundo.

    http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/index

     


  • Reunião geral dos pesquisadores do IBP

    Publicado em 18/06/2020 às 20:17

    Hoje, quinta feira 18 de junho de 2020, tivemos reunião online dos/as pesquisadores/as do IBP.


  • Encontro virtual “Pandemias na Amazônia: narrativas e reflexividades indígenas sobre a Covid-19”

    Publicado em 17/06/2020 às 15:28


  • O processo de aprendizagem em região de vulnerabilidade sócio ambiental em tempos de pandemia

    Publicado em 17/06/2020 às 15:25

    Fernando Cielo, Doutor em Antropologia pelo PPGAS-UFSC, Professor Adjunto da Universidade Federal de Roraima, e  pesquisador da Rede Saúde do IBP participou na mesa virtual “O processo de aprendizagem em região de vulnerabilidade sócio ambiental em tempos de pandemia”, organizada pela UFRR. O vídeo da mesa está disponível neste link:  http://200.130.76.63/congresso/index.php/events/mesa-tematica-ufrr/

     


  • “A vida social de moradores permanentes de um Hospital psiquiátrico”

    Publicado em 16/06/2020 às 16:29

    A pesquisadora do IBP e estudante do mestrado em antropologia do PPGAS-UFSC antropologia Sabrina Melo Del Sarto publicou o artigo “A visa social de moradores permanentes de um Hispotal psiquiátrico” no Dossier “Práticas, políticas e discursos no campo da saúde mental” do Anuário Antropológico [Online], II | 2020.

    O artigo está disponível na íntegra em: https://journals.openedition.org/aa/5831

     


  • Cultura, Política e Sociedade – Estudos sobre a capoeira na contemporaneidade

    Publicado em 16/06/2020 às 15:52

    Foi publicado o livro “Cultura, Política e Sociedade –  Estudos sobre a capoeira na contemporaneidade” pela editora da UFPI, organizado pelo professor da UFSC e pesquisador do IBP Daniel Granada, em parceria com Celso de Brito do PPGAnt UFPI.  A versão digital contou com o apoio financeiro e institucional do IBP.

    O livro foi disponibilizado em livre acesso através dos links:

    https://www.ufpi.br/e-book-edufpi

    https://www.ufpi.br/arquivos_download/arquivos/livro_digital1_120200609161144.pdf

     


  • “Antropologia das urgências: pandemia, desigualdades e políticas”

    Publicado em 16/06/2020 às 15:31

    Sônia W Maluf,  Professora do PPGAS UFSC/UFPB e Coordenadora Executiva do Instituto Brasil Plural oferecerá a aula inaugural do PPGAS-UFRN: “Antropologia das urgências: pandemia, desigualdades e políticas” o 17 de junho às 14h ao vivo pelo canal no Youtube:


  • Mulheres e Crianças migrantes: vulnerabilidades e formas de resistência na pandemia

    Publicado em 16/06/2020 às 15:18

    O GEMA -Grupo de Estudos Migratórios na Amazônia da UFAM e o INCT Brasil Plural convida para uma conversa sobre “Mulheres e Crianças migrantes: vulnerabilidades e formas de resistência na pandemia”, o dia 18 de junho de 2020, com a participação de vários pesquisadores das redes do IBP:

     


  • Dia Nacional de mobilização em defesa do Rio São Francisco

    Publicado em 16/06/2020 às 14:55

    Por Igor Luiz Rodrigues da Silva[1]

    Mobilização e dia Nacional em defesa do “Velho Chico”. Imagem de Igor Luiz Rodrigues, 03 de junho de 2019, Pão de Açúcar, AL.

    No último dia 03 de junho, dois dias antes do dia mundial do meio ambiente, é o dia Nacional de defesa do Rio São Francisco, o rio da integração nacional por percorrer cinco estados, desde a sua nascente em Minas Gerais, passando por Bahia e Pernambuco, até desaguar no oceano, entre os estados de Alagoas e Sergipe. Sua bacia hidrográfica abrange uma área de 640 mil km, percorrendo sete estados e atingindo, 521 municípios em seus mais de 2863 km.

    As populações indígenas, em suas diferentes etnias que habitavam suas margens, antes dos contínuos processos de colonização portuguesa, holandesa e francesa, especialmente na região do baixo São Francisco, entre Alagoas e Sergipe, chamavam o rio de “Opará”, que na língua do tronco Tupi-Guarani, significa “rio-mar”. Outras palavras de origem indígena dão nome a muitas cidades e vilas que se situam nas margens, revelando as contribuições dos povos originários para a formação e desenvolvimento destas e de sua gente.

    Passados mais de 500 anos, desde a chegada dos primeiros invasores e exploradores das águas do rio São Francisco, é possível encontrar ainda hoje, algumas poucas comunidades indígenas espalhadas ao longo de todo o rio, bem como centenas de comunidades tradicionais (quilombolas, agricultores, artesãos, pescadores, comunidades ribeirinhas, etc), que produzem seus próprios sistemas de interação e proteção ao “Velho Chico”.

    Vista das margens do Rio São Francisco, entre Alagoas e Sergipe.

     Para essas populações, o rio é destino, é inspiração, é que salva e mata a sede e fome do povo sertanejo, mas é também carregado de magia, de lendas, de fé, com suas múltiplas e diversas paisagens, da mata atlântica, a caatinga, do cerrado a matas ciliares, como mangues e vegetação litorânea das áreas de transição no baixo São Francisco.

    Desde o período colonial, o Opará” (para utilizar a referência dos povos indígenas), é alvo de projetos de desenvolvimento, toda a sua extensão foi alvo de mapeamento já nos primeiros anos após a sua descoberta, séculos mais tarde, seria percorrido da foz até as famosa cachoeira de Paulo Afonso pelo então Imperador do Brasil, D. Pedro II, que anos anteriores teria mandando elaborar um projeto de transposição das águas do rio.

    Hoje, temos uma obra de transposição já finalizada, levando água para outros estados, como Cerará, Paraíba e Rio Grande do Norte. No entanto, desde o inicio do século XX, há cinco usinas hidroelétricas operando na geração de energia (Três Marias- MG); Sobradinho (BA/ PE), Itaparica (PE); Paulo Afonso (BA) e Xingó (AL/ SE), bem como outros projetos desenvolvimentistas de irrigação, de distribuição de água nos estados, de produção agroindustrial, que contribuem para o desenvolvimento socioeconômico da região da bacia hidrográfica, ao mesmo tempo que tem provocado rupturas e desequilíbrios ambientais severos, baixa vazão, desaparecimento de espécies de peixes e crustáceos, assoreamento, erosões, proliferação de macrofitas aquáticas, contaminação e poluição das águas e mananciais a partir de agrotóxicos, salinização e reconfiguração nas paisagens e relações socioculturais.

    Corrida de botes durante a festa de Bom Jesus dos Navegantes, em Pão de Açúcar- AL.

    O dia 03 de junho, portanto, é o dia de conscientização e luta em defesa da vida do “Velho Chico”, através de uma campanha intitulada “#VireCarrancaparadefenderoVelhoChico”, a CBHSF (Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco), tem tornado público e ampliado, as graves crises e recorrentes problemas enfrentados pelas populações ribeirinhas e pelo rio ao longo dos anos. A campanha, convida as comunidades ribeirinhas, seus gestores e sociedade civil organizada, na permanente defesa e conscientização da preservação do maior rio inteiramente brasileiro.

    Todos os anos, há extensas mobilizações em cidades ribeirinhas, com palestras, audiências públicas, atividades culturais, esportivas, educacionais, durante todo o mês de junho, provocando discussões e a elaboração de projetos que incentivem a redução dos danos causados ao rio, ao “meio ambiente” e as vidas humanas e não-humanas que habitam o grande rio.

    Lavadeira do São Francisco em Pão de Açúcar, Alagoas.

    O INCT Brasil Plural, chega nas margens do “Velho Chico”, mais especificamente na região do baixo São Francisco, entre os estados de Alagoas e Sergipe, através da pesquisa: “Há um Rio que Navega em Mim:Ontologias sobre (o viver) do (no) Opará (Rio-Mar), e seus múltiplos sentidos, práticas, paisagens e caminhos”[2].  O projeto tem como objetivo, em linhas gerais, narrar, descrever a partir de analises e métodos teóricos propostas por Tim Ingold (2012; 2015); Eduardo Konh (2013); Anna Tsing (2005; 2012; 2015 e 2019); Annemarie Mol (2002); Marilyn Strathern (2014), entre outros, as modificações de paisagens, as interações, habilidades e práticas, relações humanas e não-humanas que estão emergindo e produzindo novas trajetórias,  de forma mais aceleradas nos últimos anos, nessa região.

    A pesquisa foi concluída agora em março deste ano e está em fase de escrita e defesa da tese. É importante salientar, que a pesquisa está foi desenvolvida a partir da própria trajetória de vida do pesquisador, que nasceu e cresceu as margens do rio, e que tem sua linhagem familiar ancorada nas tradições da pesca e navegação ao longo de todo o baixo São Francisco.

    [1] Doutorando em Antropologia Social pelo PPGAS- UFSC; bolsista CAPES, estudante pesquisador e  colaborador do INCT Brasil Plural e membro do Coletivo CANOA/PPGAS- UFSC.

    [2] Já existem alguns artigos apresentados em anais de congressos (REACT, 2019; Revista Tessituras 2019), além de imagens na rede social instagram (@antropologia_do_velhochico), como forma de produzir diálogos com a população ribeirinha.

     

     


  • Nova edição da Revista Aceno (UFMT) traz dossiê sobre Corpo e Saúde

    Publicado em 04/06/2020 às 16:08

    A Aceno – Revista de Antropologia do Centro-Oeste acaba de lançar sua nova edição com um dossiê especial intitulado “Nos contornos do corpo e da saúde”, organizado pelo pesquisador do IBP, Prof.  Marcos Aurélio da Silva, em parceria com os professores Esmael Oliveira (UFGD) e Ceres Víctora (UFRGS). A revista também continua trazendo, em sua sessão de resenhas, textos sobre as obras da Coleção Brasil Plural.

    Para acessar a Aceno:

    http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/index