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Documentário Farinhar é exibido na sede do Iphan em Florianópolis

O documentário Farinhar, produzido pelos pesquisadores do NAUI/IBP e pelo Rancho Cultural foi exibido sexta-feira, 15 de maio, na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Florianópolis. A produção faz parte do dossiê de registro dos “Saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina” como patrimônio cultural nacional. O bem foi inscrito no Livro dos Saberes, após aprovação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 11 de março deste ano. Também foi distribuído o foto-livro “Farinhar”, produto da pesquisa e do audiovisual.
O evento foi aberto ao público e contou com a presença da superintendente do Iphan em Santa Catarina, Regina Helena Santiago, de detentores das práticas de engenhos como o Indaiá e Andrade. A coordenadora do NAUI, Alícia Castells, falou sobre o projeto e avaliou o evento com um excelente retorno e reconhecimento do Iphan e dos detentores, que participaram da exibição do filme, e do público em geral. Os diretores do filme Carolina Maciel de Arruda e Artur Hugo da Rosa, do Rancho Cultural, também estiveram no evento e falaram sobre o processo de filmagem.O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) é ligado ao INCT Brasil Plural e realizou pesquisa durante mais de dois anos sobre as práticas nos engenhos de farinha e produziu o dossiê, audiovisuais e fotos que embasaram o processo do IPHAN. No dia 24 de maio, o documentário “Farinhar” será exibido também em Imbituba para a entrega dos certificados de registro e roda de conversa com o presidente do Iphan e a diretora de patrimônio imaterial. Também vão participar do evento os pesquisadores do NAUI.
Fotos: Rancho Cultural
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Tese da UFSC sobre burnout em empresas de tecnologia vence prêmio da VI RAS
A tese de doutorado da antropóloga Virgínia Squizani Rodrigues vence o III Prêmio Tabita Bentes dos Santos na VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre. Com o título “Boom and burst”: Como os trabalhadores de startups brasileiras vivenciam os efeitos do capitalismo tardio em seus próprios corpos”, a pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC e cotutela com o Programa de Sciences Sociales – Sociologia da Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Virgínia Rodrigues foi orientada pelos professores Viviane Vedana (PPGAS/UFSC e INCT Brasil Plural) e Marc Loriol (Paris 1) e coorientada pela professora Letícia Cesarino (PPGAS/UFSC). Parte da pesquisa de campo foi apoiada pelo INCT Brasil Plural.A pesquisadora questiona e analisa porque trabalhadores de startups, que dizem amar seu trabalho, também sofrem de burnout. Fundamentada em cinco anos de trabalho etnográfico junto ao setor de startups de Florianópolis, a tese argumenta que o burnout não deve ser reduzido a uma condição individual ou clínica, já que se trata de um fenômeno processual, socialmente situado. Além disso, investiga como os imperativos econômicos do crescimento rápido – impulsionados pelo capital de risco – interagem com as culturas organizacionais das startups e as experiências subjetivas dos trabalhadores.
A pesquisa contribui para debates mais amplos na sociologia e antropologia do trabalho, bem como nas áreas de saúde e saúde mental, mostrando como o burnout funciona tanto como uma experiência vivida quanto como uma lente por meio da qual os trabalhadores interpretam e verbalizam as contradições do capitalismo contemporâneo.
A tese pode ser acessada no repositório da UFSC.
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NESSI e IBP realizam evento sobre saúde indígena

O Núcleo de Saberes e Saúde Indígena (NESSI/UFSC) realiza, com apoio do IBP, o evento “Saúde Indígena no Brasil: experiências e perspectivas”, nos dias 2 e 3 de junho na UFSC, como parte das atividades da rede Saúde do IBP. No primeiro dia do evento acontece a defesa de tese de Rui Massato Harayama e no segundo uma mesa-redonda sobre saúde indígena com professoras da UFSC, da Fiocruz de Manaus e da Universidade Federal de Roraima.
A mesa propõe um diálogo sobre Saúde Indígena no Brasil a partir da experiência de pesquisadoras que têm atuado de forma ativa para a sua implementação e avaliação. O evento terá a presença da professora, médica e antropóloga, Maria Luiza Garnelo Pereira (ILMD/Fiocruz), que desenvolveu pesquisas na saúde indígena e tem atuado na formação de profissionais indígenas na saúde em nível de pós-graduação. Também estará na mesa-redonda a pesquisadora Inara do Nascimento Tavares, indígena Sateré Mawé e professora do Instituto Insikiran (UFRR). Ela realiza pesquisas sobre saúde indígena, segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar e atua na formação de pesquisadores e profissionais indígenas. A professora Inara Tavares também atua na coordenação do Grupo de Trabalho da Saúde Indígena da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). O encontro conta ainda com a participação da professora titular aposentada da UFSC Eliana Diehl, farmacêutica e pesquisadora do NESSI, do Grupo de Trabalho da Saúde Indígena da ABRASCO e do INCT Brasil Plural. A professora emérita e antropóloga Esther Jean Langdon (PPGAS/UFSC) será a mediadora do evento. A mesa-redonda “Saúde indígena no Brasil: experiências e perspectivas” acontece no dia 3 de junho, quarta, às 10h, na sala 110, bloco D do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
No dia anterior, 2 de junho, o evento abre com a defesa da tese “Navegando na Dor: Infortúnio, Dores de Cabeça e Medicamentos entre os Wai Wai do Pará”, escrita pelo pesquisador Rui Massato Harayama. A pesquisa tem orientação da professora Jean Langdon e foi realizada no Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFSC (PPGAS/UFSC). Vão compor a banca as professoras Jean Langdon (orientadora e presidente da banca), Luiza Garnelo (Fiocruz Manaus), Inara do Nascimento Tavares (UFRR) e Isabel Santana de Rose (UFSC). A defesa da tese acontece às 14h, na sala 110, bloco D do CFH na UFSC.
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Documentário “Pesca com Botos” é lançado em Laguna em maio

O documentário “Pescacom Botos” será lançado no dia 23 de maio, às 17h, na Praia da Tesoura (Molhes) em Laguna (SC). O filme foi produzido como parte do trabalho de pesquisa realizado pelo CANOA (Coletivo de estudos com ambientes, percepções e práticas), do PPGAS e da rede do INCT Brasil Plural. A pesquisa foi produzida para embasar o processo realizado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que reconheceu a prática da pesca com botos como patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2026.
A pesca com botos é uma prática tradicional de colaboração entre pescadores artesanais e botos em estuários do litoral sul do Brasil. Em Laguna (SC), na barra do Rio Tramandaí (RS) e do Rio Araranguá (SC), os saltos dos botos e o lançamento das tarrafas apresentam relações singulares da comunicação entre humanos e animais. Gerações de habilidosos botos e pescadores protagonizam o aprendizado mútuo e a transmissão centenária de conhecimentos ecológicos, técnicas de pesca e formas de sociabilidade nos territórios pesqueiros para a captura de tainhas.
Pesca com Botos/Fishing with Dolphins. 2026. 70 min.
Com os pescadores de Laguna (SC), Tramandaí/Imbé (RS), Araranguá (SC), as botas e botos bons.
Realização: CANOA, Universidade Federal de Santa Catarina, INCT Brasil Plural e IPHAN. Florianópolis, Brasil. @canoaufsc @inctbrasilplural @iphangovbr.
Direção: Rafael Devos e Caetano Sordi.
Roteiro: Rafael Devos, Caetano Sordi, Viviane Vedana, Matheus Montanari, Beatriz Búrigo.
Imagens: Rafael Devos, Caetano Sordi, Matheus Montanari, Beatriz Búrigo, Gabriel Coutinho Barbosa, Luana Ferraz, Olavo Ramalho Marques.
Som direto: Viviane Vedana, Matheus Montanari, Luana Ferraz.
Edição: Rafael Devos, Caetano Sordi, Viviane Vedana, Matheus Montanari.
Pesquisa: Rafael Devos, Caetano Sordi, Viviane Vedana, Matheus Montanari, Beatriz Búrigo, Gabriel Coutinho Barbosa, Luana Ferraz, Yuri Camargo, Elisa Ilha, Olavo Ramalho Marques, Sara Schmitt, Vitoria Alves, Bruno Guth Oliveira, Gabriel Luz Siqueira de Aquino Vieira, Gabriel Kouke Sabanay, Vitoria Alves, Ignácio Benitez, Leticia Pontes. -
Documentário sobre engenhos de farinha será exibido nesta sexta em Florianópolis
O documentário Farinhar, produzido pelos pesquisadores do NAUI/IBP e pelo Rancho Cultural será exibido nesta sexta-feira, 15 de maio, às 19h, na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Florianópolis. O evento é aberto ao público externo e a entrada é gratuita. A produção faz parte do dossiê de registro dos “Saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina” como patrimônio cultural nacional. O bem foi inscrito no Livro dos Saberes, após aprovação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 11 de março deste ano.O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) é ligado ao INCT Brasil Plural e realizou pesquisa durante mais de dois anos sobre as práticas nos engenhos de farinha e produziu o dossiê, audiovisuais e fotos que embasaram o processo do IPHAN. Os pesquisadores do NAUI estarão presentes durante a exibição do documentário e participarão do debate que acontecerá após o filme, incluindo a coordenadora do núcleo, a professora Alícia Castells.
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Vídeo stop motion produzido em oficinas com jovens e crianças guarani é exibido em Mbiguaçú

A pesquisadora do IBP, Juana Valentina Nieto, participou da Semana Cultural na aldeia Yynn Moroti Wera, em Mbiguaçú. Ela apresentou os vídeos em stop motion produzidos nas oficinas “Stop motion para animar histórias guarani”, conduzidas por ela e por Luisa Bel Cardoso Head.
As oficinas fazem parte do projeto de pós-doutorado de Valentina chamado “Tecendo saberes com arte: narrativas e práticas guaranis sobre saúde reprodutiva”, que está vinculado ao IBP. Neste primeiro exercício, as crianças deram vida a momentos, eventos, atividades e sonhos do cotidiano delas, vistos pelo próprio olhar de criança.O próximo passo será uma criação coletiva: as crianças vão usar a técnica de stop motion para animar as narrativas dos anciãos e anciãs, e de sábios e sábias guarani sobre os cuidados na puberdade e a saúde sexual e reprodutiva — um momento central na formação, na saúde, e nos conhecimentos do povo guarani. “Esta atividade busca fortalecer a transmissão intergeracional de conhecimentos entre os sábios e sábias e os mais jovens, neste momento central do ciclo de vida, por meio do uso de ferramentas tecnológicas como o celular, presentes no cotidiano de todos”, explica a pesquisadora do IBP.
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Pesquisadora do IBP participa de evento na Udesc sobre infância e migração

Professora Luciana Hartmann (UnB) é pesquisadora do IBP e da Rede Internacional Infâncias Protagonistas.
No final de abril, a UDESC foi palco do “Encontro infâncias migrantes e refugiadas: Direitos humanos, inclusão escolar e formação de professores em debate”, que teve também a participação da pesquisadora do IBP, Luciana Hartmann. Resultado da parceria entre o Núcleo de Diversidade, Direitos Humanos e Ações Afirmativas (NUDHA) do CEART/UDESC e a Rede Internacional Infâncias Protagonistas: migração, arte e educação, da qual a pesquisadora faz parte, o evento foi um espaço de escuta e reflexão para repensar a construção de práticas educacionais que acolham, efetivamente, crianças em contexto de migração e refúgio.
Participaram do evento, Guilherme da Silva Machado, representante da OIM (Agência da ONU para as Migrações), a Profa. Luciana Hartmann (UnB e IBP), a doutoranda Cecília Marcon Pinheiro Machado (CEART/UDESC) e a Profa. Glaucia de Oliveira Assis (Observatório das Migrações de SC).

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“Mares e Florestas: modos de conhecer, fazer e relacionar” é novo título da Coleção Brasil Plural
“Mares e Florestas: modos de conhecer, fazer e relacionar” é o título da obra que acaba de ser lançada pela Coleção Brasil Plural, em parceria com a Editora da UFSC. O livro é organizado pelos pesquisadores do IBP, Rafael Devos, Gabriel Coutinho, Gilton Mendes dos Santos, Thiago Cardoso e Carlos Dias Jr. A edição tem a parceria da Editora da UFSC. A Coleção Brasil Plural é coordenada pela professora Vânia Zika Cardoso e tem o objetivo de dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo IBP, que retrata diferentes realidades brasileiras e contribui para a elaboração de políticas sociais que levem em conta as perspectivas das comunidades e das populações estudadas.O livro reúne textos de pesquisadores ligados à rede Saberes e Educação, a partir de trocas e diálogos produzidos entre 2016 e 2024. A publicação volta a atenção para uma abordagem ecológica de questões em torno das práticas e coletivos mais-que-humanos, das relações entre as pessoas e os ambientes ligados a tais práticas. Estão incluídos nessa coletânea, artigos que partem de estudos de relações multiespécies (pessoas x plantas x animais não humanos), da antropologia da paisagem, da antropologia da técnica, da antropologia marítima ou da etnologia ameríndia. “Todos voltados à superação da divisão entre Natureza e Cultura, inspirando-se nos modos de vida dos povos da floresta, dos mares e do campo”, diz a Apresentação da publicação, assinada pelo professor e vice-coordenador do IBP, Rafael Devos.
Dois encontros foram realizados por pesquisadores
A publicação seguiu o princípio de embaralhar as pesquisas em vez de separá-las por “biomas”, explica o professor Devos, “buscando jogar as perguntas de um trabalho para outro, aproximando as cosmotécnicas de diferentes povos e seus desafios ao seguir habitando territórios vulnerabilizados pela emergência climática”. São questões partilhadas por três grupos de pesquisa, o Coletivo de Estudos em Ambientes, Percepções e Práticas (CANOA), do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC (PPGAS/UFSC); o Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI); e o Laboratório de Antropologia da Vida, Ecologia e Política (COLAR). Os dois últimos do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Amazonas (PPGAS/UFAM).
As discussões foram gestadas ainda em 2023 em dois encontros com o mesmo nome do projeto que resultaria no livro “Mares e Florestas”. O primeiro deles foi realizado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em junho 2023, e o segundo na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em outubro do mesmo ano. “Nossas trocas foram também marcadas por essas perturbações recentes nos ritmos que fazem paisagens”, lembra o professor Rafael. “Em Florianópolis, o encontro coincidiu com a passagem de um ciclone extratropical pela cidade, provocando a suspensão das atividades na universidade e nas escolas, afetando as infraestruturas para tecnologias de comunicação, transporte e distribuição de energia elétrica”. Em outubro de 2023, na segunda edição do “Mares e Florestas”, em Manaus, nosso encontro foi marcado pelo contraste entre fortes chuvas no sul do Brasil e uma seca histórica no norte do país. “Nos trabalhos apresentados, alguns deles selecionados para esta coletânea, as técnicas, práticas e percepções de coletivos da floresta, do campo, da beira de rios e de praias oceânicas revelam formas de se relacionar com os ritmos que fazem as paisagens que habitam”.
Link para baixar a versão on-line do livro aqui.
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Pesquisadores do IBP lançam livros na VI RAS
Três obras serão lançadas esta semana durante a VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre, com organização e capítulos escritos por pesquisadoras e pesquisadores do INCT Brasil Plural. Os três livros têm temas relacionado à saúde, indo da pandemia a pesquisas sobre o vírus Zika, passando por textos produzidos a partir de reflexões de outras RAS sobre antropologia do corpo e da saúde/doença. Os lançamentos acontecem todos nesta quinta, dia 23, na sala Paineira, após o horário das Conferências, entre 12h e 13h.“Políticas do sofrimento: Saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos” é a mais recente obra lançada pela Coleção Brasil Plural, produzida pelo próprio IBP em parceria com a Editora da UFSC e com a ABA Publicações. O livro, que será lançado na RAS, tem a organização das professoras Sônia Maluf (UFSC), Ana Paula Muller de Andrade (Unicentro/PR) e Erica Quinaglia Siva (UnB), todas pesquisadoras do IBP.
O livro reúne reflexões que procuram compreender e articular as diversas dimensões vividas na pandemia de Covid 19 e no pós-pandemia. “Como parte do esforço feito pelas ciências humanas e sociais no Brasil, de compreender essa situação crítica também a partir de seus impactos na experiência subjetiva individual e coletiva, esta coletânea reúne pesquisas e reflexões antropológicas sobre diferentes dimensões do sofrimento social, sobretudo aquelas apreendidas na grade da saúde mental, nos contextos de enfrentamento à pandemia de covid-19 e de pós-pandemia”.
As organizadoras também consideram que a obra é uma contribuição original e singular para o campo da antropologia da saúde e da saúde mental e para as ciências sociais da saúde no Brasil por reunir autores e autoras de prestígio e reconhecimento nesse campo de estudos. Oa versão eletrônica está disponível gratuitamente no catálogo da Editora da UFSC.
O livro “Saúde, Movimentos Sociais e Direitos”, que também será lançado nesta quinta na RAS de Porto Alegre, tem vários capítulos assinados por pesquisadores e pesquisadoras do IBP. Publicado pela Editora da UFRN, a obra reúne artigos apresentados na III Reunião de Antropologia da Saúde (III RAS) e artigos produzidos depois do evento sobre diversos temas pesquisados pelos antropólogos que assinam a obra. ‘’O livro Saúde, Movimentos Sociais e Direitos tem por objetivo consolidar um espaço de divulgação de produção acadêmico-científica e de discussão de pesquisas no campo da antropologia do corpo e da saúde/doença, priorizando as pesquisas realizadas junto aos movimentos sociais, muitas delas articuladas às políticas públicas vigentes’’, como explica o texto assinado pelos organizadores da publicação, os antropólogos Rozeli Porto, Rita Neves e Carlos Guilherme do Valle.Entre os autores do IBP estão Sônia Maluf, Érica Quinaglia da Silva, Ednalva Maciel Neves, Mónica Franch e Marcos Aurélio da Silva. O livro traz ainda diversos outros textos sobre o tema, escrito por antropólogos de várias regiões do país. ‘’Esses artigos articulam tendências plurais no campo teórico e metodológico dos estudos e pesquisas da antropologia da saúde, com forte preocupação em promover debates interseccionais que refletem consistentemente o tema deste livro: Saúde, Movimentos Sociais e Direitos’’. No processo de escrita dos textos, as autoras e os autores também incluíram análises sobre a pandemia de covid-19. ‘’A temática se vincula inevitavelmente às políticas públicas factuais e contemporâneas por elas e eles pesquisadas’’, explicam os organizadores da obra.
A versão digital da obra pode ser baixada aqui.
“Misturas: Histórias de pesquisas sobre o Vírus Zika” é a terceira obra com autores do IBP lançada nesta edição da RAS. Os estudos sobre a epidemia de Zika no Brasil se concentraram, frequentemente, em questões relacionadas a políticas públicas ou na experiência das mães de crianças com Síndrome Congênita do Vírus Zika (SCVZ). Organizado por Thais Valim e Soraya Fleischer (UnB), que é pesquisadora do IBP, o livro é uma coleção de 17 longas entrevistas com pesquisadores e profissionais de saúde em Recife e oferece uma visão nova sobre essa epidemia. “Nas ciências sociais, a entrevista é uma das formas mais usuais com que realizamos as nossas pesquisas. Contudo, a entrevista é tida como um material bruto e uma prática intermediária, fica restrita aos bastidores, esperando ser purificada na forma de uma análise, uma tese”, dizem as autoras no texto de apresentação do livro.As pesquisadoras escolham o formato entrevista para publicação, que traz essas conversas com profissionais de saúde de diversos contextos para falar das suas experiências com a epidemia de Zika. “Reconhecemos que publicar entrevistas na íntegra é uma proposta ousada, mas apostamos que comunicarão as nossas trocas e permitirão, sem muitas interrupções, que o caminho das ideias seja acompanhado. Além disso, publicar entrevistas é também revelar e refletir sobre o nosso próprio métier, na antropologia (preparação de roteiro, marcação do encontro, gravação e degravação). Conteúdo e método serão transparecidos no livro, portanto”.
A versão digital da obra pode ser baixada aqui.
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Começa nesta quarta a VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre

Acontece esta semana, de 22 a 24 de abril a VI Reunião de Antropologia da Saúde (RAS). O evento reúne pesquisadores da área em grupos de trabalho, mesas redondas, premiações, lançamentos de livros e conferências. A VI RAS acontece em Porto Alegre, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Pesquisadores do INCT Brasil Plural participam em várias atividades. Estarão presentes em seis mesas redondas. Uma delas é toda formada por pesquisadores ligados ao IBP. A mesa “Políticas do sofrimento, saúde mental e subjetivações em contextos de crise: contribuições da antropologia da saúde” terá a professora da UFSC e coordenadora do IBP, Sônia Weidner Maluf; as professoras Ana Paula Müller de Andrade (Unicentro/PR) e Érica Quinaglia Silva (UnB); e o professor Daniel Granada da Silva Ferreira (UFSC), do campus de Curitibanos.
Na mesa redonda “Justiça reprodutiva: desafios interseccionais nas ciências sociais e ciências da saúde” estará presente a pesquisadora do IBP, Silvia Guimarães, da Universidade de Brasília (UnB). Na mesa “Modos de cuidar na Covid Longa: instituições e relações sociais em perspectiva no Brasil e na França”, a professora María Guadalupe García (UBA- Buenos Aires) é integrante do IBP.
Em “Pesquisas em saúde no Brasil profundo: a Antropologia da Saúde em diálogo com outros campos e territórios”, vai participar pelo IBP o professor Marcos Aurélio Silva, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Na mesa redonda “Quando a Antropologia da saúde encontra a Antropologia da ciência e vice-versa” estará a pesquisadora do IBP Soraya Fleischer (UnB). E na mesa “Saúde Única em perspectiva antropológica: críticas, etnografias e saberes locais” vão participar Marcia Grisotti (UFSC) e Caetano Sordi (UFSC).
Uma das conferencistas da VI RAS também é pesquisadora do IBP, a professora Susana Margulies, da Universidade de Buenos Aires, na Argentina.
Dos 18 GTs, seis são organizados por pesquisadores e pesquisadoras do INCT Brasil Plural. Veja a lista dos Grupos de Trabalho e informações completa sobre o evento no site www.ufrgs.br/ras.
