X Conferência da SALSA, Sociedade de Antropologia das Terras Baixas da América Latina

15/01/2016 11:23
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Esther Jean Langdon com o anfitrião William Balée.

As pesquisadoras do INCT Brasil Plural, Esther Jean Langdon (UFSC) e Deise Lucy Oliveira Montardo (UFAM), apresentaram resultado de suas pesquisas na X Conferência da SALSA, Sociedade de Antropologia das Terras Baixas da América Latina, ocorrida na Universidade de Tulane, Nova Orleans, entre 7 e 10 de janeiro de 2016. Também foi exibido o documentário “Taller de bain coca con el Pueblo Siona del Putumayo”, acompanhando o trabalho da pesquisadora Jean Langdon sobre o projecto de “Documentação, tradução e revitalização linguistica: Narrativas de bain coca”. Deise Lucy Montardo apresentou o trabalho “Música e Resistência, Ética e Estética Guarani”. As pesquisas e documentário foram apoiados com os recursos de IBP.

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Deise Lucy Oliveira Montardo com Michael Uzendoski e Norman Whitten.

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Deise Lucy Oliveira Montardo, Renato Athias, Danilo Ramos Paiva e Esther Jean Langdon na orla do Rio Mississipi.

Apresentações nos Estados Unidos

05/01/2016 00:27

SIONA Taller MOCOA dvd cover ENG 27.6x18.7cm

 

O filme “Taller de bain coca con el Pueblo Siona del Putumayo” com autoria da professora Jean Langdon e o cineasta Alan Langdon, sera apresentado na reunião da Society for the Anthropology of Lowland South America a ser realizada entre 7-12 de janeiro de 2016 em New Orleans pela própria autora, onde também, será apresentado o trabalho intitulado “Indigenous Autonomy and Implications for the Return of Ethnographic Material”.

Posteriormente, em Gainsville – Florida, a professora Jean apresentará o trabalho “The Revitalization of Siona Shamanism: Negotiating ethnic identity in a context of violence” na Conferência da International Society for the Study of Religion, Nature and Culture no dia 16 de janeiro de 2016.

Defesa de doutorados em dezembro

26/11/2015 16:25

O INCT convida a acompanhar a banca de defesa de doutorado defesas de tese e dissertação orientadas por pesquisadores/as ligados/as ao IBP  no mês de dezembro:

Doutorando: Ari Ghiggi Junior

Título: Uma Abordagem Relacional da Atenção à Saúde a partir da Terra Indígena Xapecó.

Data:18/12/2015
Horário: 14h00
Local: Sala 10/Depto. de História/CFH/UFSC

Banca Examinadora:

• Prof.ª Dr.ª Esther Jean Langdon (Presidente–PGAS/UFSC)
• Prof.ª Dr.ª Raquel Paiva Dias Scopel (FIOCRUZ)
• Prof.ª Dr.ª Maria José Reis (UNIVALI)
• Prof.ª Dr.ª Eliane Elisabeth Diehl (CIF/CCS/UFSC)
• Profª. Drª. Sônia W. Maluf (PPGAS/UFSC)
• Prof. Dr. Gabriel Coutinho Barbosa (PPGAS/UFSC)
• Dr.ª Nádia Heusi (Suplente externo – Instituto Brasil Plural)
• Prof.ª Dr.ª Antonella M. I. Tassinari (Suplente interno PPGAS/UFSC)

Doutoranda: Simone Lira da Silva

Título: Trabalhadores com o lixo: reuso, artesanato e coleções como novas práticas de consumo.

Data: 21/12/2015
Horário: 9h00
Local: Sala Silvio Coelho dos Santos/Depto. Antropologia/CFH/UFSC

Banca Examinadora:

• Prof.ª Dr.ª Alícia Norma G. de Castells (Presidente–PPGAS/UFSC)
• Prof. Dr. Vicenzo Padiglione, por videoconferência (Dipartamento di Psicologia/Università degli studio di Roma-Sapienza)
• Prof.ª Dr.ª Maria Catarina Chitolina Zanini (PPGCS/UFSM)
• Prof. Dr. Rafael Victorino Devols (PPGAS/UFSC)
• Profª. Drª. Maria Eugênia Dominguez (PPGAS/UFSC)
• Profª. Drª. Micheline Ramos de Oliveira (UDESC/FEHH)
• Profª. Dr.ª Camila Sissa Antunes (Suplente externo–UnoChapecó)
• Prof.ª Dr.ª Viviane Vedana (Suplente interno–PPGAS/UFSC)

Seminario Yajé y Chamanismo entre los Siona: poética y política

02/09/2015 16:45

Yagé y Chamanismo entre los Siona-poética y política

 

 

 

O seminário “Yajé y Chamanismo entre los Siona: poética y política” que acontecerá entre os dias 8 e 10 de setembro na Universidade Nacional de Colombia, na cidade de Medellín, é organizado pela professora América Larraín (membro do INCT Brasil Plural), e terá  a professora Esther Jean Langdon como professora convidada.

Antropologia da Práxis – Homenagem a Jean Langdon

12/05/2015 15:09

Durante os dias 28 e 29 de maio o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC em conjunto com o Instituto Brasil Plural promoveram o colóquio “Uma Antropologia da Práxis – Homenagem à Jean Langdon” por ocasião do lançamento do livro La negación de lo oculto: chamanismo, medicina y familia entre los Siona del Bajo Putumayo pela editora da Universidade del Cauca da Colômbia.

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Esther Jean Langdon – Coordenadora do INCT Brasil Plural

A abertura do colóquio contou com uma roda de conversa mediada pelos docentes do PPGAS/UFSC sobre a trajetória a contribuição das pesquisas de Jean Langdon para a antropologia brasileira e consolidação do PPGAS/UFSC. A falas apontavam para o efeito que a formação via antropologia americana e o longo trabalho de campo junto aos Siona na Colômbia produziu um estilo de antropologia que pode ser percebido nas pesquisas orientadas ao longo de três décadas que formaram antropólogos e antropólogas que atuam em muitas universidades e centros de pesquisa na América do Sul. Outro elemento importante destacado foi a aproximação e a interlocução entre a Antropologia e os campos de pesquisa em saúde com uma abertura interdisciplinar para formação de pesquisadores destas áreas que resultaram em publicações de livros e artigos sobre etnobotânica, antropologia da saúde e saúde indígena.

As atividades que seguiram contaram se concentraram em discutir temas de pesquisa relevantes na trajetória de Jean Langdon como saúde, xamanismo e performance a partir de falas de colegas e orientandos. Sobre a temática da saúde, a homenageada relembrou do estranhamento inicial ao ofertar no início dos anos de 1980 uma disciplina sobre “Antropologia Médica” para discutir questões relativas aos processos de elaboração da doença e o incremento de novas práticas de atenção e cuidado na saúde. Entre as intersecções e desdobramentos destas discussões está o xamanismo e as práticas xamânicas que levam a outra perspectiva central na antropologia realizada por Jean Landgon, onde as pesquisas sobre xamanismo consideraram o aspecto dialógico e performático na constituição de saberes e técnicas que punham em crítica as pesquisas sobre a ação xamã como constituidora de mundos, mas sim como modo de relação para descrever modos de vida não hegemônicos. Neste sentido foi lembrado o pioneirismo do publicação do livro Xamanismo no Brasil: Novas Perspectivas nos anos de 1990 que resultaram num florescimento de novas pesquisas na temática. Neste sentido, a formação norte-americana e o extenso trabalho de campo junto aos Siona e a orientação de dissertações e teses interessadas em discutir dimensões simbólicas e contextuais conduziram o interesse no tema da performance em que a sócio-linguística, etnografia da fala e diversas formas expressivas são constituintes de um campo de estudos interessados em produzir uma antropologia interessada em descrever por meio de entendimentos dialógicos a relação entre antropologia, nativos e escrita antropológica.

O colóquio além de um homenagem emocionante entre os presentes deve ser lembrado também como um importante espaço de interlocução e debate antropológico, pois ao reunir algumas gerações de ex-alunos e alunas, assim como ex-orientandos e orientadas emergiram questões que apontam que o efeito da antropologia realizada pela antropóloga Jean Landgon ainda é inovador capaz de suscitar importantes debates para a antropologia feita em vários contextos etnográficos e que imprimem uma característica marcante: um pensamento elaborado a partir da práxis e vice-versa.

No endereço abaixo seguem vídeos do primeiro dia do colóquio:

VII Encontro Nacional da Associação Brasileira de Etnomusicologia “Redes, Trânsitos e Resistências”

03/05/2015 20:27

A ABET – Associação Brasileira de Etnomusicologia – foi fundada em 2001 no âmbito do 36º Congresso Mundial do International Council for Traditional Music (ICTM), associação acadêmica internacional no campo da Etnomusicologia e órgão consultivo da UNESCO. Esse campo científico vem se expandindo mundialmente e também no Brasil, graças à nossa reconhecida diversidade cultural, algo que se reflete na procura e incremento de atividades de formação profissional e de pesquisa em Etnomusicologia na Pós-graduação, Graduação e Extensão. A representatividade da ABET tem apresentado crescimento, também, no plano do debate em relação a questões e paradigmas relacionados ao continente latino-americano. Pesquisadores, professores universitários, estudantes de Pós-graduação e Graduação constituem as principais categorias de participantes dos Encontros bi-anuais da ABET.

Para o VII ENABET os povos originários, tradicionais, representantes das culturas populares e dos movimentos culturais das juventudes suburbanas são convidados a assumir maior protagonismo não apenas como participantes mas como condutores de outras maneiras de pensar, viver e resistir musicalmente. Tendo em vista o caráter plural das cosmologias e epistemologias musicais na América Latina, o VII Encontro da Associação Brasileira de Etnomusicologia tem como objetivo provocar uma virada epistemológica e política na prática de pesquisa, assumindo como parceiros os intelectuais guardiões dos modos de pensar e fazer música de comunidades que historicamente foram excluídas de seus papéis de sujeitos do saber. Além disso, após seus 13 anos de existência, a ABET assume a necessidade de compartilhamento e integração das pesquisas na área de etnomusicologia com os países que compõem o continente. A identificação de perspectivas, paradigmas e problemas latino-americanos estará na base das discussões do encontro e poderá proporcionar novos diálogos com a tradição clássica etnomusicológica. O evento oportunizará a constituição de uma rede de trocas de saberes entre os diversos países.

Esta edição a ser realizada entre os dias 25 e 28 de maio de 2015 na Universidade Federal de Santa Catarina tem como tema “Redes, Trânsitos e Resistências” conta com o apoio do PPGAS-UFSC, PPGMUS-CEART/UDESC, MUSA-PPGAS/UFSC e INCT Brasil Plural.

Maiores informações na página do evento:

http://www.enabet-2015.ufsc.br/

Colóquio: Uma antropologia da práxis – Uma homenagem à Jean Langdon

23/04/2015 12:52

O Programa de Pós Graduação em Antropologia Social, e o Instituto Brasil Plural convidam a todos e todas, a participar do Colóquio: Uma antropologia da práxis: homenagem a Jean Langdon que acontecerá nos dias 28 e 29 de Abril de 2015 na sala 110 (Sala Silvio Coelho dos Santos) – Predio D – CFH.

A ideia e lembrar e comemorar a trajetória acadêmica da professora Jean Langdon e suas contribuições a diversas áreas da antropologia através da voz de alunos, ex-alunos, colegas e demais pessoas que pela sua atuação junto à professora, tem encontrado no seu trabalho, inspiração, motivação e desafios para suas próprias trajetórias profissionais e pessoais.

Aproveitamos também para convidar a quem quiser participar desta homenagem, a deixar seu recado para a Professora Jean aqui no mural de Facebook do evento, ou via inbox, para ser lido ou exposto no varal de mensagens que será fixado no coquetel de comemoração a ser realizado o dia 29 de Abril.

Esperamos vocês!

A seguir, a programação do evento.11154820_10153808701848989_6827411017739624419_o

PROGRAMAÇÃO

28 de Abril
16h às 18h30 – Sessão de Abertura
– Círculo de conversa com professores, alunos e colegas da Jean.

29 de Abril

10h – Mesa Saúde

14h- Mesa Xamanismo

16h30 – Mesa Performance

18h30- Fala de encerramento da Professora Jean Langdon e Lançamento de Livro “La negociación de lo oculto: chamanismo, medicina y familia entre los Siona del bajo Putumayo”
– Coquetel e celebração (lugar a confirmar)
Link para o evento do Facebook: https://www.facebook.com/events/721883134588840/
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UFSC forma a primeira turma em Licenciatura Intercultural Indígena.

19/04/2015 20:43

10690148_1592541214322338_6664715927665506415_nNo último dia 09 de abril colaram grau em Licenciatura Intercultural Indígena professores e professoras das etnias Mbyá-Guarani, Kaingang e Laklaño/Xokleng, em um total de 85 discentes, vindo de terras indígenas de vários estados brasileiros como MS, ES, PR, RS e SC. Os licenciados receberam habilitação para lecionar nas áreas de infância, linguagens, humanidades, conhecimento ambiental e indígena.

Os discursos de juramento enfatizavam a importância dos diálogos promovidos entre os saberes indígenas e formação de professores, que esta interlocução assegura a produção de um coletividade para lutas em prol da educação, saúde, direitos coletivos como preconiza a Constituição Federal e pela demarcação das terras indígenas no Brasil.

A cerimônia contou com a presença de autoridades como a Reitora Roselane Neckel, o presidente da FUNAI Flávio Chiarelli. O discurso da reitora lembrou do engajamento de vários docentes, técnicos e pesquisadores daPrimeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-53 UFSC em garantir a formação da primeira turma e se comprometeu junto aos formandos, lideranças e famílias dos presentes em não medir esforços para que haja mais turmas da Licenciatura Intercultural Indígena e demais cursos específicos em outras áreas do conhecimento. Em sua fala a coordenadora executiva do INCT Brasil Plural, Sônia W. Maluf, no ato representando a direção do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, destacou a importância do curso para a transformação da universidade, em relação a produção de conhecimento mais abertas à outras lógicas de produção de saberes, que os saberes e a presença indígenas na UFSC é fundamental para avançarmos neste caminho.

A tese da antropóloga Clarissa Rocha de Mello, intitulada “Da universidade à casa de reza guarani e vice-versa: reflexões sobre a presença indígena no ensino superior a partir da experiência dos Guarani da Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica/UFSC” é uma etnografia que demonstra a importância das relações e trocas produzidas nas experiências dos alunos e alunas na produção de modos de conhecer que relacionam diferentes regimes de conhecimento na produção da socialidade indígena. A tese que contou com financiamento do INCT Brasil Plural é um importante documento para que possamos Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-44entender a importância da interlocução destes modos de ser e conhecer para que possamos avançar na melhoria das políticas de acesso e permanência dos estudantes indígenas no ensino superior, para desta forma, contribuir com as lutas por direitos e auto-determinação dos indígenas no Brasil.

<a href=”http://brasilplural.paginas.ufsc.br/files/2015/04/Primeira-formatura-Licenciatura-Indígena-Foto-Henrique-Almeida-53.jpg”>

Créditos das fotos:AGECOM/DGC/UFSC

Entrevista com Sônia Maluf nos Archives Audiovisuels de la Recherche

07/04/2015 19:13

archivesDurante o mês de fevereiro de 2015, a professora Sônia Weidner Maluf, coordenadora e Executiva do IBP, realizou uma missão de pesquisa na França a convite da Fundação Maison des Sciences de l´Homme, dentro do Programa Diretor de Estudos Associado. Lá, foi entrevistada para o projeto dos Archives Audiovisuels de la Recherche (Arquivos Audivisuais da Pesquisa), sobre sua trajetória acadêmica, pesquisas desenvolvidas, principais linhas de trabalho e de abordagem teórica, e contribuição do trabalho. Na entrevista, abordou a pesquisa sobre narrativas de bruxarias nas comunidades litorâneas de Florianópolis, a pesquisa sobre as culturas espirituais e terapêuticas alternativas no Brasil, as pesquisa no campo de gênero e teoria feminista, e as pesquisas atuais sobre políticas de saúde mental, antropologia do sujeito e antropologia do Estado.
Os vídeos são um projeto de uma videoteca ligado à Fundação Maison des Sciences de l´Homme (FMSH), de Paris, dedicada à salvaguarda do patrimônio científico e cultural. Atualmente dispõe de 6777 horas de filmagens documentando as grandes questões e interrogações em diferentes disciplinas das ciências humanas e sociais.