Pesquisa sobre mulheres pescadoras será defendida na UFSC, na próxima quinta
A pesquisa de doutorado em Antropologia de Rose Mary Gerber foi apoiada pelo Brasil Plural e tem como título “Mulheres e o Mar: Uma etnografia sobre pescadoras embarcadas na pesca artesanal no Litoral de Santa Catarina, Brasil”. A autora acompanhou pescadoras embarcadas e em outras atividades envolvendo a pesca e seu trabalho “diz respeito a questões sobre reconhecimento e (in)visibilidade de mulheres na pesca, observando que em meio aos constantes (a)sujeitamentos, elas vêm se construindo como sujeitos, pescadoras, em que o riso, o bom humor e a jocosidade são táticas de sobrevivência e de duração“.
MULHERES E O MAR:
Uma etnografia sobre pescadoras embarcadas na pesca artesanal no Litoral de Santa Catarina, Brasil
Doutoranda: Rose Mary Gerber
Data Defesa: 09 de maio de 2013, 14 horas, Sala 110 PPGAS/CFH/UFSC
Banca Examinadora:
Profª Dra. Sônia Weidner Maluf – PPGAS/UFSC (Orientadora)
Profª Dra Soraya Fleischer – PPGAS/UnB
Profª Dra Cristiani Bereta da Silva – PPH/UDESC
Profª Dra. Miriam Hartung – PPGAS/UFSC
Profº Dr. Rafael José de Menezes Bastos – PPGAS/UFSC
Profº Dr. Rafael Devos – PPGAS/UFSC
Suplentes:
Profª Dra. Carmen Suzana Tornquist (UDESC)
Profª Dra. Maria Regina Lisboa (UFSC)
Resumo: Esta é uma tese sobre pescadoras embarcadas na pesca artesanal no Litoral de Santa Catarina, Sul do Brasil. Afirmar que estas mulheres atuam como embarcadas na pesca artesanal implica dizer que trabalham em embarcações pequenas, entre três e nove metros de comprimento, se deslocando ao mar e retornando à terra diariamente em períodos que oscilam de três a dezesseis horas. Diferenças que compõem os saberes-fazeres da denominada pesca artesanal em que as pescadoras se deparam com elementos agentes que interferem diretamente o cotidiano da pesca e a sua relação com o mar, fonte de renda, mas também de fuga e terapia. Emergem, no decorrer da tese, questões relacionadas às suas vidas, como o aprendizado e o trabalho, o gosto pela pesca, corpos e corporalidade, a circularidade entre diferentes saberes na relação entre pescadoras e extensão rural. O fulcro da tese diz respeito a questões sobre reconhecimento e (in)visibilidade de mulheres na pesca, observando que em meio aos constantes (a)sujeitamentos, elas vêm se construindo como sujeitos, pescadoras, em que o riso, o bom humor e a jocosidade são táticas de sobrevivência e de duração.
Palavras-chave: pescadoras; pesca artesanal; corpos; sujeitos; (in)visibilidade.




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