Pesquisadores do IBP participam de encontro das Cátedras Sérgio Vieira de Mello

02/10/2026 11:51

Desde 2003, o ACNUR implementa a Cátedra Sérgio Vieira de Mello (CSVM) em cooperação com centros universitários nacionais. A Cátedra tem sido um ator importante para garantir que pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio tenham acesso a direitos e serviços no Brasil, oferecendo apoio ao processo de integração local, como explica a organização do projeto. Alguns dos coordenadores da cátedra em diferentes regiões do Brasil fazem parte do IBP.

Todos os anos ocorre o encontro das Cátedras SVM em diferentes instituições que fazem parte da rede. Os encontros são um momento de trocas de experiência, discussões e aprofundamento de temas sobre migração e refúgio no Brasil e no Mundo, reunindo especialistas de diversas áreas. Entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026, ocorreu no Rio de Janeiro (na UERJ e na PUC-Rio), o Seminário Internacional “Repensando o Regime Internacional de Refugiados 75 anos depois”. Participaram do evento os membros do INCT Brasil Plural, Luciana Hartmann (coordenadora da CSVM da Universidade de Brasília) e Daniel Granada, que coordena colaborativamente a Cátedra na UFSC em parceria com as colegas Janaína Santos e Maria Helena Lenzi.

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IBP lança livros na Abrasco em Manaus

02/10/2026 11:51

O INCT Brasil Plural lançou dois livros no Congresso da Abrasco, em Manaus. Da Coleção Brasil Plural, foi lançado “Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos”, organizado pelas professoras e pesquisadoras do IBP, Sônia Weidner Maluf (UFSC/coordenadora do IBP), Ana Paula Müller de Andrade (Unicentro/PR) e Érica Quinaglia Silva (UnB). Pela Coleção Didática, foi lançado Yvy marã En’Yn: o corpo, os ritos de morte e a pandemia de Covid-19”, de Daniel Kuaray.

Os professores Marcos Aurélio da Silva (UFMT/UFSC/IBP) e a professora Eliana Diehl (UFSC/IBP) coordenaram o lançamento na Abrasco. Durante o lançamento, a professora Eliana Diehl entregou exemplares das duas obras à professora Cecilia Minayo, pesquisadoraemérita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e referência na área da Saúde Coletiva.
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Seminário “Conversas Etnográficas: reflexões sobre cura, mediunidade e performance”.

14/10/2022 10:45

O INCT Brasil Plural (Cnpq/FAPESC) e o Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS/UFSC) convidam para o Seminário Conversas Etnográficas: reflexões sobre cura, mediunidade e performance, que acontecerá entre os dias 25, 26 e 27 de outubro de 2022 no Auditório do Bloco E/ CFH/UFSC.

Organizadores: Esther Jean Langdon, Fernando Ciello, Frederico Romanoff, Sabrina del Sarto e Vânia Z. Cardoso

 

CONVERSAS ETNOGRÁFICAS: REFLEXÕES SOBRE CURA, MEDIUNIDADE E PERFORMANCE 

25-27 de outubro de 2022

Auditório de Bloco E
CFH/UFSC

Se deseja assistir solicite o link virtual no email:

 

Abertura: Esther Jean Langdon

 

Performance do (não)visível  – Dia 25/10/22 14-18hs

Resumo: Neste seminário, estendemos o diálogo entre performance e antropologia que atravessa os dois primeiros seminários a outras possíveis articulações.  Vária/os autore/as vêm destacando o potencial de fabulação da antropologia, levando-nos a uma renovada atenção aos afetos, ao jogo de gestos, palavras e histórias, e à composição de sensibilidades implicados tanto no campo etnográfico, quanto em nossas próprias escritas.  É a partir dessas provocações, conjugadas a uma crítica sobre os limites das próprias concepções de “religiosidades” e “espiritualidades”, que aqui nos interessa pôr em diálogo reflexões etnográficas em que entram em cena múltiplas experiências com o tangível e o não-tangível, ou o jogo tenso da própria produção de fronteiras entre o visível e o não-visível, ou ainda em que estejam em relevo as diversas e múltiplas relações entre a presença encorporada de entidades, em suas diversas e contrastantes acepções, e seus aspectos intangíveis.

 

Coordenador: Fernando Ciello

Alberto Groisman – Cosmofobias: notas sobre esta, e outras fobias etnográficas
Bruno Bruno Reinhardt – O dado e o feito na oratória pentecostal
Isabel de Rose – Saberes e fazeres do povo de axé na universidade
Jean Langdon – O Outro Lado e os Cuidados do Território: Uma narrativa sobre a visão xamânica
Vânia Zikan Cardoso – Caminhos do Padê: o acontecer das coisas entre gestos e palavras

Performance, Ayahuasca e Cura – Dia 26/10/22 – 14hs-18hs

Resumo: Este seminário busca acolher trabalhos que versem sobre o tema da cura através das plantas medicinais, notadamente a ayahuasca e o rapé. Nos últimos anos pôde-se testemunhar o avanço da literatura sobre o tema, revelando-nos uma expressividade de trabalhos que contemplam tanto as chamadas manifestações tradicionais de cura, através, por exemplo, do xamanismo ameríndio (Langdon), quanto as novas tecnologias de cura desenvolvida no âmbito das transformações sociais do final do séc. XX, o chamado campo neo-ayahuasqueiro, xamanismo urbano ou ainda nova era (Labate). Levando em consideração a literatura citada e as configurações de cura que elas revelam, este seminário incentiva a apresentação de trabalhos que versem sobre a relação entre performance, plantas medicinais e o processo de cura. Interessa-nos aqui reconhecer as especificidades entre diferentes sistemas etnomédicos e como se dá a sua operacionalização. Diferentemente do que o paradigma biomédico tenta induzir, os parâmetros de cura e doença não parecem ser apenas individuais e biológicos, senão que dependem de processos sociais para se configurarem. Dentro dessa perspectiva, gostaríamos de propor uma conversa a fim de que es participantes do seminários possam falar sobre as suas atuais pesquisas em andamento que dialoguem com o processo de cura através de plantas medicinais. Focando a sua apresentação em como se configura esse processo dentro do seu campo de pesquisa, qual a relação ou diferenças com o paradigma biomédico e quais fundamentos fenomenológicos poderiam ser levantados para entender a configuração dos sistemas etnomédicos não-ocidentais (tradicionais ou alternativos) abordados. Valoriza-se ainda a apresentação de elementos de pesquisa que tratem da relação entre o processo de cura com determinados elementos do campo de pesquisa, tais como a arte, o canto, os artefatos, a dança, a performance, entre outros.

 

Coordenador: Esther Jean Langdon

Luis Eduardo Luna – Reflexões sobre o conceito de plantas mestres e o animismo amazónico
Frederico Romanoff – O processo de cura na Arca da Montanha Azul: relação entre substâncias, performance e comunidade
Michael Winkelman – Terapias com Ayahuasca em Perspectivas Comparativas: Efeitos Tecnologicos e Biológicos

Marcelo Mercante – Imaginação e performance: o uso da ayahuasca no tratamento da dependência

Religião, espiritismo, saúde mental e etnografia – Dia 27/10/22 – 14hs-18hs

Resumo: Neste seminário, buscamos reunir reflexões que abordem práticas, religiosidades e discursos no campo da saúde e da saúde mental. A proposta comporta, de certa maneira, abordagens das práticas de autoatenção, instituições de saúde, cuidado, itinerários, espiritualidade, terapias alternativas, cura, performance e encarnação, emaranhados na Antropologia da Saúde, na Psiquiatria Trans/Cultural, na Teoria Ritual e na Antropologia da Religião. Visamos um amplo diálogo sobre as diversas e interdisciplinares práticas de saúde, uma vez que vemos como indispensável, para a compreensão antropológica das múltiplas experiências, o estudo da saúde mental e das práticas de cuidado nesta área. Interessa-nos, principalmente, experiências etnográficas que versem sobre essas temáticas e dialoguem com fragmentos de processos subjetivos.

Coordenador: Vania Z. Cardoso

Sabrina del Sarto – Escassez das Múltiplas Possibilidades Cotidianas e as Raras Resistências Veladas: Reflexões de uma Etnografia de Hospital
Fernando Ciello – (Não-)lugares do espírito: antropologia dos desencontros entre tratamento psiquiátrico e espiritismo
Helmar Kurz – As Politica e Estética de Cuidado: Aflição crônica e a cura espiritual no Kardecismo brasileiro.

Encerramento: Esther Jean Langdon e Vania Z. Cardoso

 

Tags: eventonoticia

Novo livro da Coleção Brasil Plural: Ukusse: formas de conhecimento nas artes do diálogo tukano

09/06/2022 10:42

Partindo de uma etnografia em casa, o autor apresenta no livro a matriz dos conhecimentos excepcionais tukano, que se condensa em Ukusse, um conceito-raiz para o entendimento das formas de conhecimento tukano como arte do diálogo. Ao elaborar essa arte tanto como objeto quanto como método de pesquisa, o livro oferece uma contribuição inovadora para o modo de fazer antropologia indígena no noroeste amazônico. A complexidade do saber tukano é, ademais, projetada sobre a dinâmica de uma região, onde tudo e todos estão num processo de transformação contínua, e o mesmo tema, a mesma causa e as mesmas ideias convergem na diversidade da prática da arte do diálogo.

O Ciclo de Conferências da disciplina Estudos Sobre o Patrimônio Cultural e Museus tem como convidado o professor Rafael de Oliveira Rodrigues

18/05/2020 15:31

O Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da UFPB terá como convidado para o Ciclo de Conferências da disciplina Estudos Sobre o Patrimônio Cultural e Museus o prof. Rafael de Oliveira Rodrigues (Doutor em Antropologia Social pela UFSC, professor do programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Alagoas-UFAL, membro do Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural-NAUI/UFSC e pesquisador do IBP). No evento, que vai ocorrer no dia 21/05/2020, às 10:00, serão tratados temas referentes aos diferentes projetos de escrita museológica, objetos etnográficos nos museus e o impacto da Covid-19 nas exposições museográficas. As informações sobre a inscrição também constam no folder.

Tags: Covid-19Museologia

Livro: Critical Medical Anthropology: Perspectives in and from Latin America (2020)

29/04/2020 15:29

Esta publicação internacional da Rede de Saúde: Práticas Locais, Experiências e Políticas Públicas, inclui o artigo “Anthropological engagement and interdisciplinary research: The critical approach in indigenous health in Brazil” escrito pelas professoras Esther Jean Langdon e Eliana E. Diehl.

O livro completo em meio eletrônico está disponível gratuitamente em:

https://www.uclpress.co.uk/products/124706

 

CARTA DE DENÚNCIA DO POVO TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA CONTRA O MINISTRO DA JUSTIÇA

28/01/2020 16:19

O INCT Brasil Plural tem apoiado pesquisas e outras atividades acadêmicas com populações indígenas, inclusive  junto aos Tupinambá de Olivença, por isso o Instituto divulga e apoia sua manifestação:

CARTA DE DENÚNCIA DO POVO INDÍGENA TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA CONTRA O EX-JUIZ MINISTRO DA JUSTIÇA (SERGIO MORO), QUE  VIOLOU ATÉ O JUDICIÁRIO

Nós, Caciques da nação indígena Tupinambá de Olivença localizados nos municípios de Ilhéus, Una, Buerarema e São José da Vitória, no sul do Estado da Bahia, vimos através desta carta, DENUNCIAR a toda a sociedade brasileira e as autoridades nacionais e internacionais sobre a violação de todos os direitos constitucionais dos povos indígenas, ​praticado pelo ex-juiz e atual Ministro da Justiça (Sérgio Moro). Nessa violação está o direito à vida e a demarcação do nosso Território Indígena Tupinambá de Olivença, o ministro decretou o fim da existência do nosso povo, que no dia 30 de dezembro de 2019, sob o oficio de nº 2740/2019/SE/MJ, numa atitude arbitrária, mandou de volta para a FUNAI o relatório circunstanciado de demarcação do nosso território para adequar ao Marco Temporal. O mesmo relatório já foi inúmeras vezes julgado pelo judiciário brasileiro em favor da demarcação imediata do nosso Território. Em 2016, o relatório foi julgado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que por unanimidade 10×0 julgou em favor da demarcação e enviado por Telegrama eletrônico em caráter de urgência ao Ministério da Justiça para que o ministro assinasse a portaria declaratória de demarcação. Não há nenhum impedimento jurídico que impeça a demarcação imediata. Repudiamos, essa atitude do ex-juiz ministro Sergio Moro que vai de contra a decisão da segunda maior instância do judiciário brasileiro. Nós índios Tupinambá sempre existimos dentro deste Território desde a antiguidade, o qual nunca abandonamos, é um território tradicionalmente ocupado e auto demarcado por nós, onde enfrentamos todas as guerras e todo os tipos de humilhações, depois de termos que provar mais de mil vezes judicialmente para um ex-juiz recuar das decisões, violar e não admitir nossos direitos constitucionais, essa é nossa indignação maior. Ele decretou o fim da nação mais antiga deste país, pois seu desejo é nos extinguir, mas, para isso, ele terá que matar toda nação Tupinambá, porque ninguém pode expulsar o Tupinambá de seu território, os fazendeiros vieram de fora, nós não, resistimos cada golpe desde a invasão desse país, por isso continuamos existindo.

Alto lá! Esta terra tem dono!! Esse Território é da nação Tupinambá!!!
Não seremos extintos!!!

PELA DEMARCAÇÃO IMEDIATA DO NOSSO TERRITÓRIO TUPINAMBÁ DE OLIVENÇA

Olivença, 26 de janeiro de 2020.

Seminario de Antropología de la Salud, na PUCP, tem palestra da professora Esther Jean Langdon

04/11/2019 12:06

Entre os dias 6 e 8 de novembro acontece o Seminário de Antropologia de la Salud, na Pontificia Universidad Católica del Perú. Os doutorandos do PPGAS-UFSC, Helen Pinedo e Julio Portocarrero farão a palestra “Salud indígena, intermedicalidad y Salud Pública en la Amazonia”. A professora Esther Jean Langdon, coordenadora do IBP, será comentadora convidada no evento.

 

Pesquisa sobre a arte da espada, uma tradição japonesa, em Santa Catarina

01/11/2019 13:03

No platô de Santa Catarina, existe a Academia de Práticas Kendo Kendo BunBuKan, mantida por descendentes de imigrantes japoneses que se estabeleceram na região em 1964. A colônia de Frei Rogério mantém práticas artísticas e culturais como forma de manter a identidade cultural do país da origem.

Este projeto de pesquisa, coordenado por Daniel Granada, tem como objetivo utilizar a arte e os meios de divulgação e comunicação para disseminar a cultura do território, valorizando as raízes e lembrando as identidades culturais do Planalto Serrano Catarinense, visando à valorização das identidades regionais e ao resgate histórico da identidade social da região, com vistas à construção de um futuro mais inclusivo e tolerante.

Veja a página do projeto: http://idents.paginas.ufsc.br

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