REVISTA ACENO – CHAMADA DE ARTIGOS 2023-2024

04/05/2023 11:31

DOSSIÊ TEMÁTICO  

Feitiços e Encantamentos do Contemporâneo (v. 10, n. 24, 2023)  

ORGANIZADORES/AS  

Prof. Dr. Gabriel Lacerda de Resende (UFF)  

Prof. Dr. Marcelo Santana Ferreira (UFF)  

Profa. Dra. Maria Elizabeth Barros de Barros (UFES)  

Prof. Dr. Pablo Cardozo Rocon (UFMT)  

A Aceno – Revista de Antropologia do Centro-Oeste (ISSN: 2358-5587– Qualis A2), publicação eletrônica semestral de caráter público, ligada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Mato Grosso, convida membros da comunidade acadêmica e pesquisadores a apresentarem artigos ao dossiê temático Feitiços e Encantamentos do Contemporâneo, a ser publicado em sua edição de número 24 (v. 10, 2023), conforme proposta abaixo.  

O feitiço é uma questão crucial para a realização da crítica da cultura por um viés materialista. Assumindo o lugar da coisa viva e pensante, os feitiços e as fantasmagorias assombraram e mobilizaram exercícios críticos, como aquele formulado por um curioso pensador alemão que partia do feitiço que sustenta uma religião sem possibilidade de expiação – o capitalismo – em busca da magia que assenta morada na linguagem. Neste dossiê convidamos pesquisadores/as a, em 2023, recolocar as inquietações formuladas por Benjamin – e por muitos outros, por muitas outras – é urgente. Sob a promessa da conectividade ilimitada, as redes sociais enfeitiçaram as subjetividades com fake news e teorias conspiratórias que parecem encurralar nossa experiência histórica nos becos do neofascismo vitaminado pelos algoritmos, radicalizando o sentido de uma condução coercitiva da vida social.  

Convidamos também às insurgências diante do fim da história: as redes escapam aos algoritmos e reabilitam o sentido da solidariedade, intervenções no campo da cultura e das artes nos reconectam com as urgências de nosso tempo, e experiências que apontam para cosmovisões não eurocêntricas conjuram o reencantamento do mundo para fazermos frente à barbárie. Nessas pistas, este dossiê numa perspectiva transdisciplinar, convida às insurgências ante aos feitiços fascistas em exercícios éticos e políticos – e, por certo, metodológicos – que podem ser empreendidos em busca da quebra do feitiço!  

O propósito do presente dossiê é abrir uma fenda para a apresentação de pesquisas que coloquem em análise dinâmicas contemporâneas sob o signo do feitiço e do encantamento: trabalhos que tomem o desafio de analisar: 1. as ambivalências das redes: potência e disrupção, solidariedade, amizade, redes sociais; 2. a feitiçaria fascista e os encantamentos; 3. A relações ético-estéticas na coprodução de resistências, coemergências, insurgências; 4. Subjetividades resistentes, monstras, disruptivas, desviantes, contracoloniais, desobedientes, parentescos raros. Assim, convidamos os/as diversos/as pesquisadores/as da psicologia, ciências sociais, antropologia, saúde coletiva, dentre outros/as/es na coprodução deste dossiê.  

 

PRAZO FINAL DE SUBMISSÃO: 30 de maio de 2023  

ACESSE: http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/aceno/index

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  • DOSSIÊ TEMÁTICO

    Cosmopolítica e Etnopolítica na Interseccionalidade do Movimento Indígena (v. 11, n. 25, 2024)

     

    ORGANIZADORES/AS

    Prof. Dr. Luiz Augusto Sousa Nascimento (IFMA)

    Prof. Dr. Flávio Rodrigo Freire Ferreira (IFRN)

     

     

    A Aceno – Revista de Antropologia do Centro-Oeste (ISSN: 2358-5587– Qualis A2), publicação eletrônica semestral de caráter público, ligada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Mato Grosso, convida membros da comunidade acadêmica e pesquisadores a apresentarem artigos ao dossiê temático Cosmopolítica e Etnopolítica na Interseccionalidade do Movimento Indígena, a ser publicado em sua edição de número 25 (v. 11, 2024), conforme proposta abaixo.

     

    A proposta visa reunir pesquisas etnográficas relacionadas ao movimento indígena na América Latina e, especificamente, no Brasil. Por movimento indígena, a antropologia consagra um conjunto de ações relacionadas ao protagonismo de lideranças indígenas como sujeitos políticos e históricos. Ao longo dos processos intersocietários na América Latina e, sobretudo, no Brasil, os indígenas foram considerados pelo Estado como sujeitos relativamente incapazes, portanto, desprovidos de qualquer ativismo político. No Brasil, somente a partir da década de 1960, lideranças indígenas de diferentes grupos étnicos começam a se organizar para garantir direitos territoriais e pautar reivindicações genéricas, tais como cuidados à saúde e por uma educação que primasse pela diversidade sociocultural e linguística, iniciando uma etapa em que a antropologia consagra como etnopolítica ou política étnica. A política étnica ganhou força nas décadas seguintes e foi crucial para defender direitos nos processos constituintes que norteou pela primeira vez na história constitucional do Brasil, um capítulo exclusivo dos Índios, rompendo com a ideia do indígena como relativamente incapaz e abrindo novas perspectivas para os movimentos indígenas. Com a promulgação da Constituição brasileira de 1988, a política étnica ganhava novos contornos, sobretudo, quando a Funai deixa de ser o órgão centralizador da política indigenista oficial.

    Nesse emaranhado, algumas frentes tornaram-se imprescindíveis para o debate do movimento indígena, destaque para as pautas pela garantia territorial, educação que garantisse as especificidades das culturas e uma política de saúde que levasse em consideração às práticas terapêuticas dos especialistas locais (xamãs, pajés, sacacas etc.), todas negadas pelo Estado assentado na política assimilacionista. Nesse contexto, a etnopolítica e a cosmopolítica se interseccionam nas estratégias discursivas das lideranças indígenas. Por etnopolítica ou indigeneidade (CADENA, 2010), compreendemos as ações políticas orientadas e pautadas pelos indígenas que participam dos embates institucionais frente às esferas dos Estados nacionais, que negam a diferença ontológica da indigeneidade ainda que faça através de práticas de inclusão. A etnopolítica se manifesta pela etnicidade cuja comissão de frente comporta lideranças letradas que transitam sistematicamente com o debate da política nacional. 

    Por cosmopolítica estamos apoiados nas concepções de Justin. Shaffner, Huon Wardle (2017) e de Isabelle Stengers (2018), que consideram como uma política em que o cosmos, que designa o desconhecido, constitui mundos múltiplos divergentes, articulados e coloca na pauta da ciência e da política, a natureza e um mundo comum. Stengers (2018) chama a proposta cosmopolítica, de fazer o cosmos – o que não é reconhecidamente político no mundo das ontologias indígenas e das indeterminações – insistir sobre a política, fazer. Com que a construção do mundo e do que chamamos natureza, seja incluída numa luta política. Portanto, territórios ontológicos, educação específica e sistema de saúde com terapias próprias incursionam pela cosmopolítica. Nesse sentido, nossa proposta visa trazer para o debate, pesquisas etnográficas que transitam pelo movimento indígena, considerando etnopolítica e cosmopolítica como fenômenos interseccionais.

     

    PRAZO FINAL DE SUBMISSÃO: 30 de setembro de 2023

     

    ACESSE: http://periodicoscientificos. ufmt.br/ojs/index.php/aceno/ index

Chamada pública: Saúde dos Povos Indígenas: Dimensões Ambientais, Sócio-Culturais e Epidemiológicas e os Cenários das Políticas Públicas

24/04/2023 18:26

Chamada para submissão de artigos para número temático do periódico “Ciência & Saúde Coletiva”, publicado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), com classificação A1 em diversas áreas, como Saúde Coletiva, Enfermagem, Nutrição, Ciências Ambientais, Antropologia, Serviço Social e Direito entre outras, no Qualis Periódicos da CAPES.

Início das submissões: 01 de maio de 2023

Encerramento das submissões: 31 de agosto de 2023

Termo de referência:

Vivem no Brasil centenas de diferentes povos indígenas, constituindo uma das expressivas sociodiversidades existentes no continente americano. Dados dos censos demográficos nacionais indicam uma marcante tendência de crescimento da população indígena ao longo do tempo, contabilizada em 294 mil no Censo de 1991 e 897 mil no Censo de 2010. Em 2010, foram identificadas mais de 300 etnias, com 36% dos auto-declarados indígenas residentes em áreas urbanas, observando-se também  a presença de indígenas em praticamente todos os municípios do país. Resultados preliminares do Censo de 2022 indicam aproximadamente 1,6 milhões de indígenas, o que se configura em uma duplicação da população na década mais recente. O notável crescimento da população indígena no Brasil desde a década de 1990 possivelmente deriva de uma combinação de fatores demográficos, assim como se vincula a questões identitárias, com mais pessoas se reconhecendo como indígenas.

A configuração atual da saúde dos povos indígenas no Brasil reflete, em grande medida, os impactos adversos de uma história de cinco séculos de violência do   processo colonial, que produziu  depopulação, discriminação e vulnerabilidade social. Racismos das mais diversas ordens, perda de territórios e degradação ambiental  integram o cotidiano dos povos indígenas nas mais diversas regiões do país. No tocante a indicadores de saúde, esse quadro de vulnerabilidade se expressa em inúmeras iniquidades, como maiores taxas de mortalidade infantil, menor expectativa de vida e elevados níveis de desnutrição  e anemia. A esse quadro se associam insegurança alimentar e elevadas prevalências de doenças crônicas não transmissíveis, com a permanência de significativa morbi-mortalidade por doenças infecciosas.

No final da década de 1990, foi implementada uma política nacional de saúde voltada para os povos indígenas residentes em terras indígenas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Em contexto internacional, o Subsistema de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (SASI-SUS) pode ser visto como uma importante experiência de política pública voltada para os povos indígenas em um sistema universal de saúde. Embora tenha contribuído para melhorias importantes em alguns indicadores de saúde, como vacinação, mortalidade infantil e acesso a serviços hospitalares, depois de quase duas décadas os impactos do SASI-SUS permanecem insuficientes. Um tema emergente (e urgente) que se coloca no presente é a extensão do SASI-SUS para a população indígena residente em áreas urbanas, atualmente não cobertas pelo Subsistema.

Para os povos indígenas, assim como para outras minorias étnico-raciais, a disponibilidade de informações em saúde é fundamental para identificar e abordar as iniquidades em saúde, uma vez que se vincula diretamente à proposição, implementação e avaliação de políticas públicas. As análises acerca das condições da saúde dos povos indígenas no Brasil têm se beneficiado da expansão dos sistemas de informações e da existência de diversos grupos de pesquisa voltados para o tema. Esse cenário, ainda que longe do ideal, coloca o Brasil em uma situação diferenciada no que diz respeito à disponibilidade de análises sobre a saúde indígena em comparação a outros países da América do Sul. Mas é importante reconhecer (e enfatizar) que persistem questões ligadas à falta de transparência, sistematização deficiente, ausência de informações importantes nos registros (como filiação étnica específica) e limitações de acesso às bases de dados por parte de pesquisadores e do público em geral.

Apesar das especificidades e diferenças, existem paralelos importantes entre as condições e determinantes de saúde dos povos indígenas no Brasil e aquelas observadas em populações originárias em outras regiões do mundo. Ou seja, de uma perspectiva comparativa internacional, cenários de iniquidade e fragilidade das políticas públicas em saúde voltadas para esse segmento da população são questões recorrentes em muitos países. De forma comparativa internacional, e em particular com foco na região da América Latina, analisar os determinantes sociais e os perfis das políticas públicas relacionados à saúde dos povos indígenas constituem vertentes que precisam ser desenvolvidas.

Análises recentes evidenciam como o protagonismo e a participação indígena, ao longo de décadas, tem sido centrais na constituição das políticas públicas em saúde no Brasil. Ficaram bastante expressos durante a pandemia de COVID-19, quando as organizações indígenas tiveram um papel central nas ações de enfrentamento, na produção de informações acerca dos impactos sobre os povos indígenas e em iniciativas voltadas para pressionar o Estado. Na contemporaneidade, esse protagonismo se manifesta, de maneira inédita na história, com lideranças indígenas assumindo posições chaves no recém-criado Ministério dos Povos Indígenas, na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (atual designação da FUNAI) e na Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, entre outras.

Se a partir da Constituição de 1988 houve o explícito reconhecimento da responsabilidade do Estado quanto à garantia dos direitos dos povos indígenas, o que se traduziu inclusive na proposição da “Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas”, graves crises humanitárias e sanitárias continuam a se fazer presentes em várias regiões do país, como exemplificado pela situação Yanomami. A emergência Yanomami é, infelizmente, uma dentre várias ocorrências similares no país.

Esse número temático de Ciência & Saúde Coletiva (C&SC), o primeiro do periódico dedicado ao tema, visa reunir reflexões e análises sobre os cenários e desafios contemporâneos do campo da saúde dos povos indígenas. Almeja-se reunir textos nas mais diversas áreas da saúde coletiva (epidemiologia; planejamento e gestão; e ciências sociais e humanas em saúde), incluindo não somente análises e estudos de caso no Brasil, como também de outros países latino-americanos. Considera-se prioritária a participação de autores e autoras indígenas no temático.

Os tópicos de interesse da presente chamada incluem, ainda que não exclusivamente:

  • Análises sobre os perfis de equidade/ iniquidades no campo da saúde dos povos indígenas;
  • Saúde dos povos indígenas, sustentabilidade e garantia dos territórios, e suas relações com mudanças climáticas e justiça sócio-ambiental;
  • Protagonismo e participação dos povos indígenas e os rumos das políticas públicas em saúde;
  • Os persistentes desafios na implementação de serviços culturalmente sensíveis na atenção à saúde dos povos indígenas;
  • Saúde dos povos indígenas, práticas sanitárias e as especificidades dos modelos de gestão e composição da força de trabalhadores em saúde;
  • Integralidade em saúde na perspectiva dos itinerários terapêuticos e cuidados tradicionais indígenas;
  • Saúde mental e bem-estar entre as comunidades indígenas, incluindo perspectivas e abordagens culturalmente sensíveis para enfrentá-las;
  • Cenários atuais e perspectivas da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e os desafios de articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Povos indígenas em contexto urbano e os desafios do Subsistema de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas;
  •  Recorrência de emergências humanitárias e sanitárias entre os povos indígenas;
  • Perspectivas comparativas sobre saúde dos povos indígenas no Brasil e em outros países latino-americanos.

Normas para a publicação:

As orientações e normas para submissão de artigos constam na página Web da Revista Ciência & Saúde Coletiva – www.cienciaesaudecoletiva.com.br.

Esta chamada pública estará aberta de 01 de maio a 31 de agosto de 2023,

Os artigos (completo com identificação dos autores), figuras, quadros e tabelas – caso tenham) deverão estar tudo num único arquivo e devem ser encaminhados em Word para o e-mail:  , junto com uma Carta de Apresentação em que as/os autoras/es situem a inserção do trabalho no contexto da presente chamada.

Editoras/es Convidadas/os:

Ricardo Ventura Santos – Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz e Departamento de Antropologia/ Museu Nacional/ UFRJ, Rio de Janeiro.

Luiza Garnelo – Instituto de Pesquisas Leônidas e Maria Deane, Fundação Oswaldo Cruz, Manaus, Amazonas.

Inara do Nascimento Tavares – Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, Universidade Federal de Roraima, Boa Vista, Roraima.

Felipe Guimarães Tavares – Instituto de Saúde Coletiva, Universidade Federal Fluminense, Niterói, Rio de Janeiro.

https://cienciaesaudecoletiva.com.br/chamada-publica/saude-dos-povos-indigenas-dimensoes-ambientais-socioculturais-e-epidemiologicas-e-os-cenarios-das-politicas-publicas/186

Publicação do livro As identidades culturais no planalto catarinense: dinâmicas históricas e processos contemporâneos de construção da diversidade

24/04/2023 10:42

A editora Edições do Bosque em parceria com o Instituto Brasil Plural acaba de publicar o livro  “AS IDENTIDADES CULTURAIS NO PLANALTO CATARINENSE: Dinâmicas históricas e processos contemporâneos de construção da diversidade”, Organizado pelo Prof. Dr. Daniel Granada da Silva Ferreira (UFSC). 

 

A obra encontra-se disponível em acesso aberto no Repositório Institucional da UFSC e pode ser acessada através do link a seguir:

https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/245616

“Indigenous Participation and Social Oversight (Controle Social) in the Subsystem of Health Care for Indigenous Peoples in Brazil: Twenty-three Years of research”

18/04/2023 15:32

UNIVERSITY SEMINARS

THE COLUMBIA UNIVERSITY IN THE CITY OF NEW YORK

SEMINAR ON BRAZIL

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The University Seminars are a place where the participants trust each other enough to hold an honest and open conversation across disciplines on new or challenging ideas.

 

I have taken my best pains not to laugh at the actions of [hu]mankind, not to groan over them, not to be angry at them, but to understand them.

                                                                              Spinoza

Brazil Seminar on the 20th: 

As our speaker will be in Brazil, our April meeting will be on Zoom. As we have been doing with Zoom sessions, when you receive this announcement, please be so kind as to hit the REPLY button at the lower left side of your screen and write I PLAN TO ATTEND and add your name and affiliation. It will go to our new rapporteur who will send you a link on the morning of April 20. You will not be sent the link if you do not do so. Thanks.

Our next meetings will be on:

Date: Thursday, April 20, 2023, at

Time: 7:00 PM (EST) and 8:00 PM (in Brazil)

Place: On Zoom (You will be receiving the link the day of the meeting)

Speaker: Ester Jean Langdon, Retired Full Professor of Anthropology, Federal University of Santa Catarina.

 

Title: “Indigenous Participation and Social Oversight (Controle Social) in the Subsystem of Health Care for Indigenous Peoples in Brazil: Twenty-three Years of research”

 

Abstract

In 1990, the Brazilian Unified System of Health (Sistema Único de Saúde/SUS) institutionalized new relations between the State and society and created a series of opportunities for “controle social” or social oversight in all health care sectors. Recognizing the historical inequalities and inequities suffered by indigenous peoples, the Subsystem of Indian Health, established in 1999, was founded upon the same principle of controle social. New roles were created for the democratic exercise of indigenous participation in three border spaces of action and communication: Indigenous organizations as primary health providers; Indian Health Agents as members of health teams; and Indigenous representatives on health councils. During the first decade of the Subsystem, we conducted research on these spaces among Indigenous groups in southern Brazil and observed that Indigenous health workers and representatives exercised ambiguous and contradictory roles in a centralized and bureaucratized system. However, recent research that explores Indigenous activism in Mato Grosso do Sul during the pandemic of COVID-19 demonstrates that these new opportunities created by the State have contributed in a positive way to increased political action and negotiations with the state. In spite of the centralization and bureaucratization observed in our research during the first decade of the Subsystem, this recent research suggests that the two decades of experience in controle social prepared the Indigenous health workers and leaders to undertake effective action in order to protect their communities during the pandemic in the face of deliberate State inaction.

We regret that we will miss our usual in-person conviviality. But we will try to make up for it as much as possible while on Zoom. The room will be opened at 6:30 PM (EST) for those who wish to chat before the presentation.

We hope that you are well and look forward to seeing you on April 20.

Sincerely,

 John Collins, Sid Greenfield, Diana Brown and Vânia Penha-Lopes, Co-Chairs

Lançamento das coletâneas-homenagem a Sônia e a Jean

27/03/2023 09:02

Jean Langdon e Sônia Maluf representam uma importante dimensão da antropologia brasileira, conectadas com as antropologias latinoamericanas e do norte global.  A extensa produção das autoras conduz as/os leitoras/es aos caminhos de experiências etnográficas com diferentes sujeitos, coletivos e alteridades. Das etnografias emergem as narrativas da vida social e as ressonâncias de práticas sociais que incitam e desafiam a pensar teorias e políticas públicas.

As coletâneas-homenagem a elas (“Antropologias do contemporâneo: uma homenagem a Sônia Weidner Maluf” e “Uma antropologia da práxis: homenagem a Jean Langdon”) foram construídas com muitas mãos e sentimentos, produzindo registros que refletem não só as suas trajetórias acadêmicas, mas também as emoções de tantas pessoas que foram/são afetadas por Jean e Sônia.

Com muita alegria, convidamos para a celebração conjunta de lançamento das coletâneas.

Quando: 10 de abril, segunda-feira, 17 h

Onde: Miniauditório do Bloco C-CFH/UFSC e link (será divulgado oportunamente)

 

Livro “Uma Antropologia da Práxis: homenagem a Jean Langdon”.

14/03/2023 15:18

📣É com alegria que anunciamos a publicação do livro “Uma Antropologia da Práxis: homenagem a Jean Langdon”.

Esther Jean Langdon tem uma longa, densa e impactante trajetória nas antropologias brasileira, latino-americana e mundial. Esta coletânea é uma homenagem a sua vida, sua obra e seu percurso de pesquisa e ensino. Reunimos em torno do tema-síntese de uma antropologia da práxis um conjunto de textos de antropólogos e antropólogas sobre as temáticas centrais de seu trabalho: xamanismo; práticas e políticas em saúde; narrativa, ritual e performance; e uma parte final com histórias e memórias de sua trajetória. Os textos são reverberações diretas ou indiretas da obra e da atuação acadêmica de Jean, marcadas pela perspectiva de uma antropologia da periferia, do sul global e plural, e por sua imensa capacidade de trabalhar em parceria não apenas com colegas de diferentes partes do mundo, mas principalmente com seus sujeitos de pesquisa e interlocução. Sua antropologia da práxis traz também uma concepção da antropologia como práxis social, atenta à sua contribuição para uma sociedade mais justa, igualitária e de plenos direitos.

⚓ Disponível na livraria da UFSC https://livraria.ufsc.br/

Esperamos que em breve também esteja disponível em versão e-book, com acesso livre, na página eletrônica do catálogo da EdUFSC.

 

Novo artigo: Resistencias, re-existencias y prácticas chamánicas: las poéticas y políticas de una visión contemporánea

14/03/2023 09:17

A revista Mundo Amazonico da Universidade Nacional da Colômbia acaba de publicar seu último número com um artigo da pesquisadora e Profa. Esther Jean Langdon (PPGAS/UFSC) em co-autoria com o cineasta Tom Laffray e o Taita Siona Pablo Maniguaje-Yaiguaje.

 

Resumo:

Os atuais siona são descendentes de los 18,000 tucanos ocidentais que ocuparam as bacias dos rios de Caquetá, Putumayo y Aguarico na Colômbia, Equador e Peru. Devido as transformações socioeconómicos da região e a perda do território ancestral, não existiam curacas siona para guiar as tomas de yajé (ayahuasca, Banisteriopsis sp.) quando a autora antropóloga iniciou sua pesquisa na comunidade siona de Buenavista na década de 1970. Porém, posteriormente os siona retomaram as tomas coletivas de yajé para fins espirituais e políticos. Atualmente, o “taita”, designação atual para o especialista ritual, é reconhecido como a autoridade tradicional e o defensor do território sagrada frente a violência armada e as atividades petroleiras na região.  Este artigo examina a narrativa de uma experiência xamânica contada à guarda indígena por taita Pablo Maniguaje-Yaiguaje após de a uma cerimônia de yajé com o fim de introduzir-lhes ao mundo invisível do território.  Segundo a análise da narrativa, as práticas xamânicas contemporâneas dos indígenas siona são uma demonstração de da resistência e re-existência siona. A narrativa de Taita Pablo demonstra a continuidade da poética e da política do papel do xamã.

Além deste artigo, a revista contem textos de pesquisadores colaboradores do INCT Brasil Plural, como “Letícia Indígena: construção territorial indígena na cidade” de Juan Alvaro Echeverri (UNAL-Sede Amazonia).

Baixe o número da revista neste link: https://revistas.unal.edu.co/index.php/imanimundo/issue/view/5916

Desigualdade social, racismo e violência: perspectivas e estratégias de mulheres negras e indígenas

14/03/2023 08:08

O dia 14 de marzo de 2023 acontecerá este evento, organizado pela Prof. Raquel Dias-Scopel (Fundação Oswaldo Cruz Mato Grosso do Sul) pesquisadora da rede saúde do Instituto Brasil Plural:

No mês de março, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, propomos refletir sobre as situações de vulnerabilidade social que mulheres indígenas e negras enfrentam diariamente. Debateremos sobre as desigualdades sociais, racismo e violência estrutural que afetam as condições de saúde dessas mulheres para fortalecer estratégias capazes de transformar cenários atuais. Organização: Raquel Dias-Scopel (FIOCRUZ Mato Grosso do Sul) Marina Maria (Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde – Icict/Fiocruz) Palestrantes: Glenio Alves de Freitas (Departamento de Saúde Coletiva, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia) Jaque Kuña Aranduhá (Cofundadora da ANMIGA e conselheira da Kunangue Aty Guasu) Claudia Cristina Ferreira Carvalho (Faculdade de Educação e Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal da Grande Dourados/FAED/UFGD. Coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro/NEAB/UFGD) Marina Maria (Icict/Fiocruz e integrante da Coordenação Colegiada do Comitê Pró-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz). Mediação: Raquel Dias-Scopel (Fundação Oswaldo Cruz Mato Grosso do Sul)