
Os realizadores Eder Braz e Thaiara Lago na Reunião Brasileira de Antropologia, em Goiânia, em julho de 2026.
O álbum visual “Zeza do Coco – Raízes do Quilombo”, de Éder Braz, pesquisador do PPGAS/UFSC e do IBP, em parceria com a diretora Thaiara Lago, foi exibido no Prêmio Pierre Verger, em Goiânia, durante a Reunião Nacional da Associação Brasileira de Antropologia (ABA). A produção foi exibida no dia 11 de julho, e concorreu também na categoria de média-metragem. O filme não ficou entre os premiados, mas o pesquisador destaca a participação na 30ª edição do Prêmio Pierre Verger da ABA como “um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido em equipe com a mestra Zeza do Coco e família, visibilizando o Quilombo Castainho – PE e a importância do samba de coco como parte da memória e identidade quilombola”.
O filme é um álbum visual, baseado em músicas da mestra Zeza do Coco (Maria José Lopes Isídio). O audiovisual de 20 minutos mostra a trajetória de um sonho coletivo ancestral vivido pela mestra, importante liderança cultural da comunidade quilombola de Castainho, localizada na zona rural de Garanhuns (PE). As músicas que compõem a trilha sonora narram a memória do território quilombola, descendente do Quilombo dos Palmares (AL), estabelecendo um elo entre a vida cotidiana e a ancestralidade. As histórias cantadas em família unem-se à religiosidade das mais velhas, aos saberes da tradição quilombola e à dignidade do sustento familiar nas casas de farinha.
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Professora Sônia Lourenço, pesquisadora do IBP, professora da UFMT e coordenadora adjunta da área de Antropologia e Arqueologia durante encontro em Goiânia.
A pesquisadora do IBP, professora Sônia Lourenço (UFMT), participou de dois eventos, nesta terça, dia 14, durante a Reunião Brasileira de Antropologia (RBA) que está acontecendo esta semana na Universidade Federal de Goiás (UFG). Pela manhã ela participou da Reunião de Trabalho do Comitê Quilombos, da ABA, coordenado Davi Pereira Júnior, quilombola, historiador, antropólogo e pesquisador natural do território de Itamatatiua, no município de Alcântara (MA).
Na parte da tarde, a professora Sônia Lourenço, que também é coordenadora adjunta da área de Antropologia e Arqueologia, participou da Reunião de Coordenações de Cursos de Pós-graduação em Antropologia. Ela apresentou o Plano de Trabalho para a Coordenação da Área de Antropologia e Arqueologia junto à DAV-CAPES – Quadriênio 2026-2030. O Plano de Trabalho da Coordenação de Área estabelece ações prioritárias para fortalecer a pós-graduação em Antropologia e Arqueologia, promover a internacionalização, ampliar a equidade regional e consolidar a produção científica de impacto — em alinhamento às metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e às diretrizes do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG). Também participaram da reunião coordenadores de programas de pós-graduação de várias regiões do país. Estava presente o coordenador do PPGAS da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), o professor e pesquisador do IBP, Moisés Lopes.

Moisés Lopes, pesquisador do IBP e coordenador do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), durante a reunião na RBA.
#INCTBrasilPlural #IBP #Antropologia #35rba
O Instituto Brasil Plural participa da Reunião Brasileira de Antropologia (RBA), em Goiás, em várias atividades. Hoje acontece o Simpósio Especial “Leituras da pandemia: reparação, sentidos do luto e a vida possível”, que tem a professora Sônia Maluf (coordenadora do IBP e professora da UFSC) como debatedora. O SE14 também tem a participação da pesquisadora do IBP, Manuela Cordeiro (UFRR). A atividade acontece das 18h às 20h na sala 103 do Centro de Aulas Aroeira (CAA) da Universidade Federal de Goiás (UFG).
Pesquisadoras e pesquisadores do IBP também participam em Mesas Redondas e Grupos de Trabalho, que serão realizados em diferentes sessões ao longo da semana. Os trabalhos relacionados ao IBP serão apresentados nos GTs 004, 036, 046, 064, 069, 072, 102, 109, 117. E as mesas redondas que terão presença dos pesquisadores e pesquisadoras do IBP são as MR13, MR17, MR20, MR21, MR48, MR66.
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A professora do PPGAS/UFSC, Vânia Zikan Cardoso, que também é integrante do Comitê Gestor do IBP e coordenadora da Coleção Brasil Plural, realiza banca para professora titular nesta sexta, dia 10 de julho. A defesa do Memorial de Atividades Acadêmicas é o mais alto grau de progressão na carreira do magistério superior e será realizada pela professora Vânia diante de uma banca com professores da UFSC e de outras universidades brasileiras.
Estarão na banca os professores doutores Jacques Mick (UFSC), John Cowart Dawsey (USP), Miriam Cristina Marcílio Ribeiro (UFBA) e Luciana Hartmann (UnB). Na suplência estarão os professores doutores Eunice Sueli Nodari (UFSC), Kátia Maheirie (UFRGS) e Márcio Goldman (UFRJ). A banca será realizada pelo Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), às 14h, com transmissão on-line pelo Youtube do CFH.

Para comemorar o encerramento de mais uma safra da tainha no Pântano do Sul, em Florianópolis, no dia de São Pedro e dia dos pescadores (29 de junho), foram entregues, fotografias da pesca artesanal da tainha de arrasto de praia. As imagens compõem o acervo do Projeto de Extensão “Exposições Fotográficas e atividades culturais – Paisagens Pesqueiras”, coordenado pelo professor Rafael Devos e que teve apoio do INCT Brasil Plural (IBP).
As fotografias são de autoria da pesquisadora Beatriz Demboski Búrigo, vinculada ao IBP, produzidas durante a pesquisa de campo de sua tese de doutorado, entre 2021 e 2023, e defendida no PPGAS/UFSC. As fotos foram entregues aos pescadores e expostas no Rancho de Pesca do Didi. A entrega atende aos objetivos do projeto de extensão de reforçar os vínculos dos coletivos de pesca com as praias e os ambientes litorâneos como territórios pesqueiros. A AMPSUL – Associação de Moradores do Pântano do Sul contribuiu com a viabilização do evento.
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O Instituto Brasil Plural (IBP) divulga o lançamento do livro “Manicômios à brasileira: a institucionalização da loucura no século XXI”, escrito pela pesquisadora Sabrina Del Sarto (UFRJ e IBP). “Esse livro nasce depois de uma década de trabalho de campo em hospitais psiquiátricos públicos brasileiros e tem como objetivo principal documentar e investigar a vida social de pessoas que ainda hoje vivem de modo permanente dentro dessas alas médicas”, explica a pesquisadora. A obra é resultado da tese de doutorado de Sabrina, que foi orientada pela professora Esther Jean Langdon, coordenadora emérita do IBP e professora emérita da UFSC. A pesquisa que resultou no livro foi realizada no Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A edição integra a coleção Antropologia e Saúde, da Editora Fiocruz, coordenada pelas professoras Sônia Maluf (UFSC e coordenadora do IBP) e Fabíola Rohden (UFRGS). A partir de uma perspectiva etnográfica, o livro aborda a permanência da institucionalização psiquiátrica no Brasil contemporâneo e os desafios da desinstitucionalização no século XXI. O lançamento acontece no dia 2 de julho, com disponibilidade da obra na livraria virtual da Editora Fiocruz e no portal SciELO Livros.
Será lançado no dia 9 de julho, o livro “YVY MARÃ EN’YN: o corpo, os ritos de morte e a pandemia de Covid-19”, do antropólogo indígena Daniel Kuaray Timóteo Martins, pela Coleção Didática Brasil Plural em parceria com a Editora do Bosque (CFH/UFSC). O livro vai ser lançado na Opy – Casa de Reza da Aldeia Yynn Moroti Wherá (𝐌’𝐁𝐈𝐆𝐔𝐀𝐂̧𝐔), no dia 9 de julho, às 13h. E será também uma homenagem ao autor, que faleceu tragicamente em 2024. O lançamento vai contar com a participação do Coral Guarani, dos familiares e da comunidade.
O livro tem como base a dissertação de mestrado de Daniel Kuaray em Antropologia Social, defendida no Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal de Santa Catarina, em fevereiro de 2024. A publicação póstuma deste trabalho constitui uma homenagem à memória e à trajetória de Daniel Kuaray, que teve como um de seus principais objetivos em sua carreira acadêmica registrar o Nhandereko guarani. Ou seja, o modo de ser e viver guarani.
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Acontece na UFSC, de 24 a 26 de junho, III Encontro Regional Sul da ABET – Etnomusicologias SUL-SUL, promovido pela Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET) em parceria com o Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGAS/UFSC), o Programa de Pós-graduação em Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGMUS/UFRGS) e o INCT Brasil Plural. A etnomusicologia estuda as relações sociais e culturais criadas por meio do som, da escuta e da música.
O encontro é um espaço de diálogo e trocas em torno da etnomusicologia produzida no cone sul da América Latina e em outros países do Sul Global. No evento “Etnomusicologia SUL-SUL”, pesquisadores e pesquisadoras de universidades brasileiras, mestres e mestras tradicionais e populares e estudiosos e estudiosas de outros países debatem a produção de conhecimento no campo da Etnomusicologia no Brasil, na América Latina e em outros continentes. Desde a criação da Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET), em 2001, os diálogos interdisciplinares e internacionais orientaram os debates dos encontros científicos promovidos pela associação. “Nos últimos 25 anos, a produção etnomusicológica se diversificou bastante, na mão da consolidação de grupos de estudo dedicados às pesquisas sociais e culturais da música no Sul Global”, afirma professora da UFSC, Maria Eugênia Domingues, organizadora do evento e pesquisadora do IBP.
O III Encontro Regional Sul da ABET – Etnomusicologias SUL-SUL propõe que o evento seja um espaço de debate e atualização sobre temas, perspectivas teóricas e métodos de pesquisa que permitam ampliar a cartografia de abordagens que atualmente configuram a etnomusicologia. A programação inclui conferências, sessões de comunicação, oficinas, exposição de fotografias, lançamento de livros, mostra sonora e mostra audiovisual. O objetivo é discutir e divulgar trabalhos de pesquisa em Etnomusicologia, bem como oportunizar a capacitação, a atualização e o aprimo-amento científico e cultural de pessoas associadas à ABET, acadêmicas de diferentes áreas e da sociedade em geral.
Acompanhe a programação no link da página do evento.

Acontece nesta quarta, 24 de junho, às 15h, seminário on-line de lançamento do livro “Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos”, organizado pelas professoras e pesquisadoras do IBP, Sônia Weidner Maluf (UFSC/coordenadora do IBP), Ana Paula Müller de Andrade (Unicentro/PR) e Érica Quinaglia Silva (UnB). A Apresentação é de Michele Escoura (UFPA/CELCA-ABA).
As autoras estarão no evento on-line e vão conversar sobre a obra. A transmissão vai ser ao vivo pelo Canal da ABA (Associação Brasileira de Antropologia) no Youtube (@TVABA).
O livro foi publicado este ano pela Coleção Brasil Plural, do IBP, numa parceria entre a Editora da UFSC e a ABA Publicações. A Coleção Brasil Plural é coordenada pela professora e pesquisadora do IBP, Vânia Zikán Cardoso.
A versão digital do livro pode ser baixada no catálogo da Editora da UFSC.

“Diplomacias Ameríndias no Brasil Meridional” é o evento que será realizado nos dias 19 e 22 de junho na UFSC pelo Laboratório de Estudos em Etnologia, Educação e Sociobiodiversidades (ARANDU/NEPI), Laboratório de Antropologia, Etnografia e suas Variações e INCT Brasil Plural (IBP). O primeiro dia do evento reúne pesquisadores em rodas de conversa e palestra e no segundo dia acontece a defesa de dissertação da antropóloga indígena Xokleng, Débora Laã Priprá. O seminário propõe explorar o caráter profundamente ativo e reflexivo da ação política dos povos Kaingang, Laklaño/Xokleng e Guarani (Mbyá, Avá e Kaiowá), cujas trajetórias transbordam a mera resistência institucional.
“A nossa proposta é discutir a ação política indígena. Quando a gente pensa em política, a gente pensa em Estado e em partido político. E o nosso seminário procura discutir a política em outros termos. Deslocar um pouco da discussão de Estado e partido”, explica a coordenadora do evento, Antonella Tassinari (UFSC/IBP). “O evento está debatendo a ação política em termos que são propriamente indígenas. Então estamos falando também de ritual, corporalidade, educação, que geralmente não são consideradas ações políticas. Estamos pensando em estratégias de autonomia dos povos indígenas”.
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