Iphan entrega registro dos engenhos como patrimônio nacional em Imbituba

28/05/2026 11:02

Entrega dos registros de patrimônio cultural nacional aos detentores dos saberes e práticas dos engenhos de farinha, com a presença dos pesquisadores do NAUI/PPGAS/IBP e do presidente do Iphan.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou um evento em Imbituba, no Engenho da ACORDI, para fazer a entrega simbólica dos certificados de registro dos saberes e práticas dos engenhos de farinha de Santa Catarina como patrimônio cultural nacional. O bem foi registrado como Patrimônio Cultural do Brasil na última reunião do Conselho Consultivo do Iphan, ocorrida nos dias 10 e 11 de março. Participaram da entrega os detentores dos saberes presentes, os representantes de prefeituras, os proponentes e também a equipe do Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI/PPGAS/IBP) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O núcleo realizou o dossiê “Saberes e práticas associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina”, que embasou o Iphan na decisão de conceder o registro a essas práticas.

O evento iniciou com um café com alimentos produzidos na própria comunidade: mandioca, farofa, bolo e geleia de butiá. Depois do café, o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão, a diretora do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), Marina Lacerda, e a superintendente do Instituto em Santa Catarina, Regina Santiago, entregaram certificados aos cerca de 60 detentores dos Saberes e Práticas Tradicionais associados aos Engenhos de Farinha de Mandioca presentes. “Hoje celebramos os detentores e abrimos um canal de diálogo com eles. Isso nos levará a um futuro que manterá esses saberes e tradições preservados”, declarou Regina.

Professora Alícia Castells, coordenadora do NAUI e pesquisadora do INCT Brasil Plural e do PPGAS/UFSC.

Os pesquisadores do NAUI presentes também receberam o certificado. Eles foram responsáveis pela produção do filme Farinhar, produzido junto com o dossiê e registros fotográficos, e que serviu de base para o processo realizado pelo Iphan até a decisão de março. “A entrega formal e simbólica dos certificados foi para todos nós, um sentimento de honra pela confiança que depositaram na UFSC, pelos sonhos que abriram a nós pesquisadores”, disse a coordenadora do NAUI, Alícia Castells, professora do PPGAS/UFSC e pesquisadora do INCT Brasil Plural (IBP). Os pesquisadores entrevistaram os detentores dos saberes nas comunidades mapeadas, registraram as práticas e as memórias desses saberes e produziram um documentário de 17 minutos. O documentário está disponível no Youtube neste link. A realização é do Rancho Cultural e do NAUI para o Iphan.

Foi realizada ainda, com a presença dos detentores, dos pesquisadores e de autoridades locais e do Iphan, a roda de conversa “Foi registrado, e agora?”.  A comunidade relatou a preocupação com a continuidade do bem, devido ao êxodo rural, às grandes plantações e à posse de suas terras. “Um dos principais focos do plano de salvaguarda é garantir a continuidade dos saberes por meio de sua transmissão às novas gerações. O registro não resolve todos os problemas, mas abre muitas portas, inclusive facilita acesso a outras políticas públicas, de outras áreas, com outras parcerias, como os ministérios do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e da Pesca”, explicou o presidente do Iphan. “É um momento histórico para os donos de engenhos, agricultores, lideranças locais, populações afro-descendentes e Guarani, que almejavam o reconhecimento de seus saberes da terra, das sementes, da farinha tradicional do litoral de Santa Catarina. E para nós, o reconhecimento de contribuir para que esse sonho fosse alcançado. Agora, é conseguir que esse registro seja o início de uma nova etapa, a da salvaguarda, para que o bem tradicional aspire sua continuidade”, concluiu a professora Alícia.

Fotos: Mariana Alves/Iphan

IBP lamenta falecimento da antropóloga Carmem Lucia da Silva, professora da UFMT

26/05/2026 13:26

O IBP lamenta o falecimento da professora doutora Carmen Lucia da Silva, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e integrante do INCT Brasil Plural nos primeiros anos. A professora Carmen faleceu nesta terça, dia 26 de maio de 2026, na cidade de Juiz de Fora (MG). Era docente aposentada da UFMT, onde atuou com brilhantismo e dedicação ao longo de sua carreira.

Graduada em Serviço Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora, a professora Carmen realizou Mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob a orientação da professora Jean Langdon (coordenadora emérita do IBP). Sua dissertação sobre os Xetá recebeu o prêmio de melhor dissertação de Mestrado do ano de 1998, no concurso ANPOCS/CNPq, e é um marco na etnologia indígena brasileira. Além de um trabalho de alta qualidade etnográfica é um verdadeiro documento em defesa de um território Xetá – grupo e língua que eram considerados extintos até a pesquisa de Carmen Lucia.

Com Doutorado em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), a professora Carmen Lucia construiu uma trajetória acadêmica marcada pela excelência, pelo compromisso ético e pela dedicação incansável ao ensino, à pesquisa e à extensão.

A UFMT emitiu nota de pesar onde destacou a trajetória da professora Carmen. “Com vasta experiência nas áreas de teoria antropológica, etnologia indígena, antropologia da saúde, patrimônio alimentar, memória, narrativa, antropologia jurídica e políticas de ações afirmativas, a professora Carmen Lucia deixou um legado intelectual e humano de inestimável valor para a comunidade acadêmica e para os povos indígenas com os quais dialogou e a quem dedicou sua obra e sua prática”. Leia íntegra da matéria da UFMT aqui.

Além da UFMT, outras entidades publicaram notas e homenagens à professora Carmen, evidenciado suas grandes contribuições para os direitos indígenas e para a política de ações afirmativas voltadas à população indígena. Entre elas, o ProInd (Licenciatura Indígena) e o Conselho de Políticas Afirmativas, ambos da UFMT.

IBP lança Curso de Comunicação Científica

25/05/2026 13:09

O INCT Brasil Plural está lançando o Curso de Comunicação Científica para ajudar os pesquisadores do instituto a ampliar a divulgação das suas pesquisas e articular os conceitos antropológicos de forma mais acessível para um público amplo. Ao todo serão 10 aulas on-line, às sextas-feiras, das 15h às 17h (de Brasília). O curso é dirigido aos pesquisadores do IBP. Podem participar, gratuitamente, pesquisadores ligados aos núcleos e grupos de pesquisa associados ao INCT Brasil Plural. Para realizar a inscrição é preciso preencher o formulário do curso.

O curso vai priorizar o debate de conteúdos e técnicas que ajudem os pesquisadores e as pesquisadoras a atuar em redes sociais, traduzir conceitos antropológicos em linguagem menos acadêmica, utilizar equipamentos e softwares de audiovisual. Os participantes também terão contato com as possibilidades de divulgação científica em podcasts, videocasts, artigos para jornais. Poderão trazer suas próprias experiências, dúvidas e contribuições. Além disso, o curso prevê algumas atividades de produção que os pesquisadores poderão praticar ao longo das semanas.

A publicização de pesquisas acadêmicas passou a ser parte destacada dos projetos financiados pelo CNPq, como os INCTs. O que é também uma forma de estimular os pesquisadores a divulgar mais o que fazem. “Além de poder trazer essas habilidades para a própria trajetória de pesquisa, o objetivo é que os participantes possam ajudar cada rede, projeto ou núcleo de pesquisa a divulgarem publicações, eventos, resultados de pesquisas, entre outras produções”, avalia o coordenador da proposta, o jornalista e professor da UFMT, Marcos Aurélio da Silva, que vai ministrar as aulas junto com a professora Sônia Maluf, jornalista, antropóloga e coordenadora do IBP, e a jornalista Vanessa Pedro, assessora de comunicação do IBP.

As aulas iniciam em 12 de junho e vão acontecer semanalmente. Haverá um intervalo durante o mês de julho, com a retomada das aulas em agosto, formando um total de 10 semanas.

Professor argentino Pablo Ramos apresenta podcast sobre comunicação e ciência

22/05/2026 21:52

Esta semana o professor Pablo Ramos, da Universidade de Ciências da Comunicação (FCC) da Universidade Nacional de Córdoba, participou de dois eventos na UFSC. Na reunião ampliada do CANOA/IBP, na quarta, dia 20, o professor apresentou o podcast que realiza chamado “Crónicas Contra o Colapso: Ecología, Arte, Ciencia y Comunicación”. O programa tem três episódio e trata sobre ciência, arte e comunicação “para resistir ao estilo de vida atual e seu destino catastrófico”.

Após a reunião, na quinta, dia 21, o PPGAS/UFSC realizou com o professor Pablo Ramos a conferência “El sonido como lugar de disputas: prácticas resistentes en el espacio sonoro”.

Trailer do podcast Crónicas Contra o Colapso.

Link para ouvir no spotify.

Fiocruz faz evento para debater divulgação científica de saberes indígenas

22/05/2026 20:44

“Saberes Indígenas e Divulgação Científica” foi o tema do 16º Encontro Virtual de Divulgação Científica (EVDC), realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). O encontro foi realizado no dia 7 de maio, com transmissão ao vivo pelo canal da “Vídeo Saúde” no YouTube. A iniciativa busca fortalecer práticas de divulgação científica que valorizam as diferentes formas de produção e disseminação do conhecimento e de uma ciência mais plural.

Nessa edição do encontro, participaram Ana Lucia de Moura Pontes (Ensp), que coordenou o Centro de Operações da Emergência Yanomami entre janeiro e julho de 2023, e Raquel Paiva Dias Scopel, que atua no escritório da Fiocruz Mato Grosso do Sul e é pesquisadora da Rede Saúde do INCT Brasil PLural. A mediação foi de Diádiney Helena de Almeida (Ensp), a primeira pesquisadora indígena concursada da Fiocruz.

A forma como os saberes ancestrais e as ciências indígenas podem transformar as práticas de pesquisa, a saúde e a comunicação científica no Brasil foram alguns dos debates realizados pelas pesquisadoras durante o evento. Elas falaram também sobre a urgência de ampliar a presença Indígena na produção, circulação e divulgação do conhecimento científico. As pesquisadoras reforçaram que os povos indígenas devem ser cada vez mais referenciados como autores e produtores de conhecimento e não como objetos de pesquisa e fontes de informação.

Analisando filmes produzidos no âmbito da pesquisa que desenvolve sobre saúde, sustentabilidade e controle social, focada nas experiências de participação social, a pesquisadora Raquel Scopel (INCT Brasil Plural), que atua na Fiocruz Mato Grosso do Sul, destacou a importância do cinema indígena no contexto da promoção da saúde entre os povos indígenas e da produção e divulgação de conhecimento. “O cinema é luta, seja para denunciar os processos que afetam a vida, a saúde e os direitos desses povos, seja para denunciar os conflitos territoriais. Mas, esse não é o único sentido da produção do cinema indígena. Além de ser produzido para fora, ele também tem o objetivo de falar para quem está dentro das aldeias como uma forma de valorização da memória coletiva”, ressaltou.

Acesse o vídeo com a íntegra do evento no link.

Documentário Farinhar é exibido na sede do Iphan em Florianópolis

20/05/2026 10:49

O documentário Farinhar, produzido pelos pesquisadores do NAUI/IBP e pelo Rancho Cultural foi exibido sexta-feira, 15 de maio, na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Florianópolis. A produção faz parte do dossiê de registro dos “Saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina” como patrimônio cultural nacional.  O bem foi inscrito no Livro dos Saberes, após aprovação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 11 de março deste ano. Também foi distribuído o foto-livro “Farinhar”, produto da pesquisa e do audiovisual.

O evento foi aberto ao público e contou com a presença da superintendente do Iphan em Santa Catarina, Regina Helena Santiago, de detentores das práticas de engenhos como o Indaiá e Andrade. A coordenadora do NAUI, Alícia Castells, falou sobre o projeto e avaliou o evento com um excelente retorno e reconhecimento do Iphan e dos detentores, que participaram da exibição do filme, e do público em geral. Os diretores do filme Carolina Maciel de Arruda e Artur Hugo da Rosa, do Rancho Cultural, também estiveram no evento e falaram sobre o processo de filmagem.

O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) é ligado ao INCT Brasil Plural e realizou pesquisa durante mais de dois anos sobre as práticas nos engenhos de farinha e produziu o dossiê, audiovisuais e fotos que embasaram o processo do IPHAN. No dia 24 de maio, o documentário “Farinhar” será exibido também em Imbituba para a entrega dos certificados de registro e roda de conversa com o presidente do Iphan e a diretora de patrimônio imaterial. Também vão participar do evento os pesquisadores do NAUI.

Fotos: Rancho Cultural

Tese da UFSC sobre burnout em empresas de tecnologia vence prêmio da VI RAS

18/05/2026 16:33

A tese de doutorado da antropóloga Virgínia Squizani Rodrigues vence o III Prêmio Tabita Bentes dos Santos na VI Reunião de Antropologia da Saúde, em Porto Alegre. Com o título “Boom and burst”: Como os trabalhadores de startups brasileiras vivenciam os efeitos do capitalismo tardio em seus próprios corpos”, a pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC e cotutela com o Programa de Sciences Sociales – Sociologia da Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Virgínia Rodrigues foi orientada pelos professores Viviane Vedana (PPGAS/UFSC e INCT Brasil Plural) e Marc Loriol (Paris 1) e coorientada pela professora Letícia Cesarino (PPGAS/UFSC). Parte da pesquisa de campo foi apoiada pelo INCT Brasil Plural.

A pesquisadora questiona e analisa porque trabalhadores de startups, que dizem amar seu trabalho, também sofrem de burnout. Fundamentada em cinco anos de trabalho etnográfico junto ao setor de startups de Florianópolis, a tese argumenta que o burnout não deve ser reduzido a uma condição individual ou clínica, já que se trata de um fenômeno processual, socialmente situado. Além disso, investiga como os imperativos econômicos do crescimento rápido – impulsionados pelo capital de risco – interagem com as culturas organizacionais das startups e as experiências subjetivas dos trabalhadores.

A pesquisa contribui para debates mais amplos na sociologia e antropologia do trabalho, bem como nas áreas de saúde e saúde mental, mostrando como o burnout funciona tanto como uma experiência vivida quanto como uma lente por meio da qual os trabalhadores interpretam e verbalizam as contradições do capitalismo contemporâneo.

A tese pode ser acessada no repositório da UFSC.

NESSI e IBP realizam evento sobre saúde indígena

15/05/2026 14:15

O Núcleo de Saberes e Saúde Indígena (NESSI/UFSC) realiza, com apoio do IBP, o evento “Saúde Indígena no Brasil: experiências e perspectivas”, nos dias 2 e 3 de junho na UFSC, como parte das atividades da rede Saúde do IBP. No primeiro dia do evento acontece a defesa de tese de Rui Massato Harayama e no segundo uma mesa-redonda sobre saúde indígena com professoras da UFSC, da Fiocruz de Manaus e da Universidade Federal de Roraima.

A mesa propõe um diálogo sobre Saúde Indígena no Brasil a partir da experiência de pesquisadoras que têm atuado de forma ativa para a sua implementação e avaliação. O evento terá a presença da professora, médica e antropóloga, Maria Luiza Garnelo Pereira (ILMD/Fiocruz), que desenvolveu pesquisas na saúde indígena e tem atuado na formação de profissionais indígenas na saúde em nível de pós-graduação. Também estará na mesa-redonda a pesquisadora Inara do Nascimento Tavares, indígena Sateré Mawé e professora do Instituto Insikiran (UFRR). Ela realiza pesquisas sobre saúde indígena, segurança alimentar e nutricional e soberania alimentar e atua na formação de pesquisadores e profissionais indígenas. A professora Inara Tavares também atua na coordenação do Grupo de Trabalho da Saúde Indígena da ABRASCO (Associação Brasileira de Saúde Coletiva). O encontro conta ainda com a participação da professora titular aposentada da UFSC Eliana Diehl, farmacêutica e pesquisadora do NESSI, do Grupo de Trabalho da Saúde Indígena da ABRASCO e do INCT Brasil Plural. A professora emérita e antropóloga Esther Jean Langdon (PPGAS/UFSC) será a mediadora do evento. A mesa-redonda “Saúde indígena no Brasil: experiências e perspectivas” acontece no dia 3 de junho, quarta, às 10h, na sala 110, bloco D do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

No dia anterior, 2 de junho, o evento abre com a defesa da tese “Navegando na Dor: Infortúnio, Dores de Cabeça e Medicamentos entre os Wai Wai do Pará”, escrita pelo pesquisador Rui Massato Harayama. A pesquisa tem orientação da professora Jean Langdon e foi realizada no Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFSC (PPGAS/UFSC). Vão compor a banca as professoras Jean Langdon (orientadora e presidente da banca), Luiza Garnelo (Fiocruz Manaus), Inara do Nascimento Tavares (UFRR) e Isabel Santana de Rose (UFSC). A defesa da tese acontece às 14h, na sala 110, bloco D do CFH na UFSC.

Documentário “Pesca com Botos” é lançado em Laguna em maio

15/05/2026 14:09

O documentário “Pescacom Botos” será lançado no dia 23 de maio, às 17h, na Praia da Tesoura (Molhes) em Laguna (SC). O filme foi produzido como parte do trabalho de pesquisa realizado pelo CANOA (Coletivo de estudos com ambientes, percepções e práticas), do PPGAS e da rede do INCT Brasil Plural. A pesquisa foi produzida para embasar o processo realizado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que reconheceu a prática da pesca com botos como patrimônio cultural imaterial brasileiro em 2026.

A pesca com botos é uma prática tradicional de colaboração entre pescadores artesanais e botos em estuários do litoral sul do Brasil. Em Laguna (SC), na barra do Rio Tramandaí (RS) e do Rio Araranguá (SC), os saltos dos botos e o lançamento das tarrafas apresentam relações singulares da comunicação entre humanos e animais. Gerações de habilidosos botos e pescadores protagonizam o aprendizado mútuo e a transmissão centenária de conhecimentos ecológicos, técnicas de pesca e formas de sociabilidade nos territórios pesqueiros para a captura de tainhas.

Pesca com Botos/Fishing with Dolphins. 2026. 70 min.
Com os pescadores de Laguna (SC), Tramandaí/Imbé (RS), Araranguá (SC), as botas e botos bons.
Realização: CANOA, Universidade Federal de Santa Catarina, INCT Brasil Plural e IPHAN. Florianópolis, Brasil. @canoaufsc @inctbrasilplural @iphangovbr.
Direção: Rafael Devos e Caetano Sordi.
Roteiro: Rafael Devos, Caetano Sordi, Viviane Vedana, Matheus Montanari, Beatriz Búrigo.
Imagens: Rafael Devos, Caetano Sordi, Matheus Montanari, Beatriz Búrigo, Gabriel Coutinho Barbosa, Luana Ferraz, Olavo Ramalho Marques.
Som direto: Viviane Vedana, Matheus Montanari, Luana Ferraz.
Edição: Rafael Devos, Caetano Sordi, Viviane Vedana, Matheus Montanari.
Pesquisa: Rafael Devos, Caetano Sordi, Viviane Vedana, Matheus Montanari, Beatriz Búrigo, Gabriel Coutinho Barbosa, Luana Ferraz, Yuri Camargo, Elisa Ilha, Olavo Ramalho Marques, Sara Schmitt, Vitoria Alves, Bruno Guth Oliveira, Gabriel Luz Siqueira de Aquino Vieira, Gabriel Kouke Sabanay, Vitoria Alves, Ignácio Benitez, Leticia Pontes.

Documentário sobre engenhos de farinha será exibido nesta sexta em Florianópolis

13/05/2026 16:41

O documentário Farinhar, produzido pelos pesquisadores do NAUI/IBP e pelo Rancho Cultural será exibido nesta sexta-feira, 15 de maio, às 19h, na sede do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em Florianópolis. O evento é aberto ao público externo e a entrada é gratuita. A produção faz parte do dossiê de registro dos “Saberes e práticas tradicionais associados aos engenhos de farinha de mandioca de Santa Catarina” como patrimônio cultural nacional.  O bem foi inscrito no Livro dos Saberes, após aprovação pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em 11 de março deste ano.

O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) é ligado ao INCT Brasil Plural e realizou pesquisa durante mais de dois anos sobre as práticas nos engenhos de farinha e produziu o dossiê, audiovisuais e fotos que embasaram o processo do IPHAN. Os pesquisadores do NAUI estarão presentes durante a exibição do documentário e participarão do debate que acontecerá após o filme, incluindo a coordenadora do núcleo, a professora Alícia Castells.