“Políticas do sofrimento”: Coleção Brasil Plural lança livro sobre pandemia de covid-19
A Coleção Brasil Plural acaba de publicar mais um título. “Políticas do Sofrimento: saúde mental e subjetivações em tempos pandêmicos” sai pela Editora da UFSC com o Selo da Associação Brasileira de Antropologia. É organizado pelas professoras Sônia Weidner Maluf (UFSC), Ana Paula Müller de Andrade (Unicentro/PR) e Érica Quinaglia Silva (UnB). A Coleção Brasil Plural é coordenada pela professora Vânia Zika Cardoso e tem o objetivo de dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo IBP, que retrata diferentes realidades brasileiras e contribui para a elaboração de políticas sociais que levem em conta as perspectivas das comunidades e das populações estudadas.
O livro reúne reflexões que procuram compreender e articular as diversas dimensões vividas na pandemia de Covid 19 e no pós-pandemia. “Os trabalhos, em sua maioria, advêm de pesquisas de campo etnográficas que analisam materiais e dados qualitativos e mostram as experiências sociais de diferentes grupos e populações”. Assim o texto de Apresentação, assinado pelas organizadoras, descreve a publicação que aborda principalmente os efeitos subjetivos e os sofrimentos gerados pela pandemia e atravessados por diversos fatores. “Como parte do esforço feito pelas ciências humanas e sociais no Brasil, de compreender essa situação crítica também a partir de seus impactos na experiência subjetiva individual e coletiva, esta coletânea reúne pesquisas e reflexões antropológicas sobre diferentes dimensões do sofrimento social, sobretudo aquelas apreendidas na grade da saúde mental, nos contextos de enfrentamento à pandemia de covid-19 e de pós-pandemia”.
As organizadoras também consideram que a obra é uma contribuição original e singular para o campo da antropologia da saúde e da saúde mental e para as ciências sociais da saúde no Brasil por reunir autores e autoras de prestígio e reconhecimento nesse campo de estudos. Os capítulos estão organizados em dois eixos: “Políticas do sofrimento: saúde mental e subjetivações (pós)pandêmicas” e “Relatos de sofrimento: experiências e narrativas em temos de pandemia”. Esses eixos e a distribuição dos capítulos, de acordo com as organizadoras da coletânea, demonstram a inseparabilidade entre as diversas dimensões da pandemia de covid-19. “Os estilos e as estratégias narrativas escolhidos pelos autores e pelas autoras demonstram a diversidade com que um tema que conecta questões sociais e históricas com experiência subjetivas e emocionais pode ser trabalhado”.
O livro “Políticas do Sofrimento” tem lançamento previsto para as próximas semanas, com a data ainda a ser confirmada. O título já está no catálogo da Editora da UFSC e a versão eletrônica será disponibilizada gratuitamente.






amento ou instrumentalização direta do animal, mas em comunicação, confiança e ajuste mútuo”.

Os pesquisadores do NAUI acompanharam detentores de saberes relacionados às práticas de engenhos de farinha pelo período de 3 anos e produziram um dossiê sobre a atividade registrada em diversos municípios do litoral catarinense. A pesquisa abrangeu comunidades indígenas guaranis (Guarani Mbya), quilombolas e descendentes de açorianos e alemães. Desse levantamento e das conversas realizadas com os participantes, resultou em uma produção audiovisual que embasou o dossiê e o processo de registro. Foi produzido o documentário “Farinhar”, nas versões média e curta-metragem, além de um vasto material fotográfico. O curta-metragem, com 17 minutos, pode ser visto 




O pesquisador explica que são feitas tentativas, experimentações e até seleções para que ela cresça mais rápido, o que é uma característica almejada diferente do que ela teria na natureza. Gabriel faz essa análise a partir da sua pesquisa de campo e da literatura utilizada como as autoras Anna Tsing, Letícia Cesarino e Marianne Lien. Ao longo dos capítulos eles estuda como essa espécie de alga é definida pela biologia, a recente cadeia de produção, os projetos e as técnicas de cultivo. “Ao olhar para minha interlocutora e sua família, aponto que eles moram com essas cadeias, ou seja, moram com as fazendas marinhas e com o cultivo na frente de suas casas. Se o mercado tem seu olhar voltado para o futuro, as técnicas desenvolvidas e utilizadas pelos algicultores são uma atenção ao presente”.
O Diabetes Mellitus representa uma das emergências de saúde do Século XXI devido ao aumento acelerado da sua prevalência epidemiológica. Os novos hábitos alimentares, o sedentarismo e a obesidade aparecem nos discursos de organismos transnacionais como fatores de desenvolvimento e da performance da doença. Pela perspectiva socioantropológica, pesquisas realizadas com pessoas acometidas pela doença descrevem como os contextos sociais com o diabetes estão rodeados por representações da velhice, por reflexividades alimentares e por moralidades do consumo de açúcar. Contudo, esses referenciais foram construídos a partir da prevalência de interlocução com sujeitos mais velhos. Desse modo, a pesquisa de Eduardo Suzumura apresenta um olhar que considera perspectivas, soluções e desafios de um grupo que tem suas particularidades e não é alvo preferencial sobre o que se sabe sobre a doença. “Por esse motivo, a pesquisa desenvolvida pelo Eduardo apresenta uma contribuição inovadora e importante para a ampliação do conhecimento antropológico sobre a diabetes, ao chamar a atenção para um estrato da sociedade pouco enfocado nas políticas públicas e discussões em geral sobre a doença”, comenta o orientador.
“A ‘escrevivência’ aliada à escuta etnográfica permitiu emergir também histórias de falta de reconhecimento, de exploração racista. Arielly mostrou que muitas dessas merendeiras acabam tendo naturalizado seu sofrimento nessas cozinhas, como se fossem mais fortes, feitas para o trabalho pesado por serem negras, feitas para a cozinha por serem mulheres”, avalia o orientador da pesquisa, professo Marcos Aurélio.


, por correspondência para o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural no endereço SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º Andar, Brasília-DF, CEP 70390-135, ou através do
Pesquisadores do INCT Brasil Plural estão entre os autores do livro, publicado pela EdUFRN, que reúne os trabalhos apresentados na III Reunião de Antropologia da Saúde (III RAS). O livro Saúde, Movimentos Sociais e Direitos, organizado pelas professoras Rozeli Porto, Rita Neves e Carlos Guilherme do Valle, tem por objetivo “consolidar um espaço de divulgação de produção acadêmico-científica e de discussão de pesquisas no campo da antropologia do corpo e da saúde/doença, priorizando as pesquisas realizadas junto aos movimentos sociais, muitas delas articuladas às políticas públicas vigentes”, conforme explicam os organizadores na apresentação da coletânea.