Dossiê “Novas universidades, novos campi, novas antropologias: docências, alteridades e expansão do Ensino Superior no Brasil”

08/01/2021 17:03

Diogenes Cariaga, professor da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul/Universidade Federal da Grande Dourados e pesquisador do INCT-Brasil Plural,  com Natacha Leal (UNIVASF), e Guillerme Vega Sanabria (UFBA) organizaram o dossiê “Novas universidades, novos campi, novas antropologias: docências, alteridades e expansão do Ensino Superior no Brasil” no na Anuário Antropológico: https://journals.openedition.org/aa/7637

“Este dossiê, em particular, é tributário dos debates ocorridos em duas mesas-redondas que levaram o mesmo título: Novas universidades, novos campi, novas antropologias: docências, alteridades e expansão do Ensino Superior no Brasil. A primeira, concebida e coordenada por Rafael da Silva Noleto (Universidade Federal de Pelotas, UFPel), aconteceu em 2018, na 31ª. Reunião Brasileira de Antropologia, realizada em Brasília (…) Já a segunda edição da mesa, ocorrida em 2019, na VI Reunião Equatorial de Antropologia, em Salvador”.

Os problemas e os desafios da expansão e da interiorização do ensino superior debatidos nessas ocasiões, especialmente a partir das políticas públicas de meados dos anos 2000, como o Programa de Expansão da Educação Superior Pública (Expandir, 2003-2006) e do Programa de Apoio a Planos de Expansão e Reestruturação de Universidades Federais (Reuni, 2007-2012), foram acrescidas das calorosas questões colocadas por estudantes e docentes que também participaram dessas mesas. Suas contribuições nos estimularam a convidar outros antropólogos e antropólogas, que trabalham ou trabalharam em universidades cujos campi estão localizados em pequenas cidades do interior do Brasil, a tornarem públicas suas práticas pedagógicas, suas relações com a comunidade e seus dilemas profissionais, analisados brilhantemente nos artigos que compõem o presente dossiê”

 

 

Dossiê “Moralidades, emoções e sociedade”- Minima Moralia: Journal of Humanities

15/12/2020 14:59

Primeiro número da Minima Moralia: Journal of Humanities.  Um projeto independente e interdisciplinar de pesquisa em Ciências Sociais e Humanas, que está disponível em acesso aberto no seguinte endereço:

https://geplat.com/minimamoralia/index.php/rmm/issue/view/1

Este número traz o Dossiê “Moralidades, emoções e sociedade” organizado por Chiara Albino (Doutoranda em Antropologia Social pelo PPGAS/UFSC e pesquisadora do IBP/UFSC e do Transes/UFSC), Jainara Oliveira (Doutora em Antropologia Social pelo PPGAS/UFSC e pesquisadora do Transes/UFSC), Mariana Melo (Doutora em Sociologia pelo PPGS/UFPB e pesquisadora do GRAV/UFPB) e Raoni Borges (Professor Doutor do PPGCISH/UERN).

 

 

 

Curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas

02/12/2020 15:40

Hoje (2/11), durante o evento de comemoração aos 20 anos do GT Saúde dos Povos Indígenas da Abrasco, o Campus Virtual Fiocruz lançará o curso Enfrentamento da Covid-19 no contexto dos povos indígenas: online, gratuito e aberto à toda sociedade. A iniciativa, que tem como objetivo capacitar gestores e equipes multidisciplinares de saúde indígena, surgiu diante do impacto do coronavírus nesse segmento populacional – historicamente mais vulnerável às doenças vindas de outros grupos sociais.

Ana Lúcia Pontes, coordenadora do GT Saúde Indígena da Abrasco, é também a coordenadora acadêmica do curso. Em entrevista para o Portal Fiocruz, ela afirmou que a o conteúdo é fruto de anos de estudo e trabalho coletivo – de pesquisadores de diferentes instituições: “O curso busca retratar as grandes diretrizes de enfrentamento da doença causada pelo novo coronavírus no que se refere à prevenção, assistência e vigilância adequadas à diversidade de contexto dos povos indígenas, assim como à realidade e cotidiano do subsistema de atenção à saúde indígena”.

Cristiani Machado, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz e integrante do Conselho Deliberativo Abrasco, estará no evento de lançamento, e afirmou que os indígenas sofrem diferentes tipos de violências – como a luta pelos seus territórios – e a pandemia é mais um agravante. “A atenção à saúde desses povos requer a compreensão do contexto, das especificidades do subsistema de saúde indígena e das necessidades dessa população.”, afirmou.

 

Webinário: Fecundações Cruzadas: concebendo corpo-pensamento entre filosofias ameríndias e epistemologias transfeministas

02/12/2020 15:33

Diogenes Cariaga, professor da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul/Universidade Federal da Grande Dourados, Doutor em Antropologia pelo PPGAS/UFSC e pesquisador do INCT-Brasil Plural participará do Webinário: Fecundações Cruzadas: concebendo corpo-pensamento entre filosofias ameríndias e epistemologias transfeministas.

O Webinário é um esforço de explorar aproximações ainda inéditas entre dois universos conceituais: as filosofias ameríndias e as epistemologias transfeministas. Reconhecendo suas devidas diferenças, os dois campos mencionados compartilham de uma capacidade profícua de engajamento com práticas imaginativas que permitem vislumbrar outros futuros (in)comuns, de modo que a interface entre eles potencializa seu horizonte criativo. O objetivo do webinário é explorar uma “zona de contato” entre o pensamento ameríndio e o pensamento transfeminista, aproximando modos de percepção e de conhecimento dissidentes em relação ao racionalismo e à normalização moderno-ocidentais. Com este seminário se quer ampliar a conversa em torno das conexões possíveis entre esses dois universos conceituais.

Por filosofias ameríndias queremos exprimir os estilos de criatividade e pensamento correspondentes aos povos ameríndios, uma multiplicidade de formas de engajamento com problemas de ordem conceitual e material. Ao mesmo tempo em que desafiam a metafísica do Ser, tais filosofias parecem se dedicar à heterogeneidade, à multiplicidade e à propagação no nível da experiência pessoal. Se existem muitos mundos possíveis, esses mundos estão sempre relacionados a pessoas determinadas. Mundo para quem?, então. No centro das reflexões ameríndias está a possibilidade de se tornar outro, devir que se administra por meio das tecnologias corporais e de pensamento. As filosofias ameríndias estão marcadas por uma relacionalidade radical que coloca a identidade a serviço da diferença. Nesse contexto, os binarismos e oposições contrastivas são revogáveis ou provisórias, muitas vezes um recurso para modificar e proliferar.

Por epistemologias transfeministas buscamos sintetizar implicações sobre o modo de se produzir conhecimento a partir de uma perspectiva situada na experiência e no pensamento queer, nos estudos transviados e na crítica aos modos binários de pensamento que herdaram das movimentações trans uma forma própria de interrogar as normas, explorando as falhas, as intermitências, as linhas de fuga e os modos de (r)existência forjados por meio de saídas criativas frente àquilo que nos impede de seguir. Imaginamos a perspectiva epistemológica transfeminista a partir de uma dupla desconexão: primeiro uma desconexão analítica e experiencial com a heterossexualidade compulsória; em segundo lugar, uma desconexão semiótica e material com a “naturalidade” da diferença sexual. Essas duas desconexões permitem, enfim, instaurar novas conectividades.

Como resultado, esperamos que o seminário abra e impulsione caminhos possíveis para as conexões entre os dois campos de pensamento mencionados. Esperamos que a conversa inspire problematizações sobre a “consciência de si” que organiza a prática antropológica em termos epistemológicos. Este esforço reconhece, em primeiro lugar, a necessidade de deslocar sujeitos de enunciação e recepção pressupostos no conhecimento antropológico que conduzem a relações masculinistas, heteronormalizantes, raciais e coloniais, entre outras coisas. Esta discussão se faz imprescindível no momento em que o processo de democratização do acesso e da produção de conhecimento antropológico se encontra em risco, tanto no Brasil, quanto nos demais países das Américas. Por outro lado, parte da necessidade de simetrizar e pluralizar a antropologia, tendo em vista a presença fundamental e cada vez mais acentuada de pares indígenas, queer e negros, o que exige um recalibramento da partilha epistemológica por trás das práticas antropológicas. Este seminário demanda, assim, um corpo-pensamento que excede a heteronorma que dá contornos à tradição disciplinar e às formas convencionais de descrição antropológica.

 

Ágora Abrasco

02/12/2020 11:16

Painel sobre os 20 anos do GT Saúde dos Povos Indígenas da Abrasco: Gênese, Trajetórias e Perspectivas, acontecerá o 2 de dezembro – quarta-feira às 16h.

Convidados:  Ana Lúcia Pontes (ENSP/Fiocruz), Carlos Coimbra Júnior (ENSP/Fiocruz), Eliana Elisabeth Diehl (UFSC), Esther Jean Langdon (UFSC), Cristiani Vieira Machado (VPEIC/Fiocruz e Conselho Deliberativo Abrasco), Ricardo Ventura Santos (ENSP/Fiocruz), Inara do Nascimento Tavares (UFRR),

Coordenação:  Felipe Tavares (UFF)

 

Dossiê “Reflexiones y perspectivas sobre la pandemia del covid-19″- Revista Mundo Amazónico.

24/11/2020 09:54

Giltom Mendes, professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em Manaus, coordenador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI) e pesquisador da Rede Saberes e Educação do Instituto Brasil Plural, junto com Luisa Elvira Belaunde, professora da Universidad Mayor de San Marcos -Perú- e Edgar Bolívar Urueta, professor da Universidad Nacional de Colombia, Sede Amazonia, editaram o Dossiê Especial “Reflexiones y perspectivas sobre la pandemia del covid-19 – Parte 1”, da Revista Mundo Amazónico -UNAL Sede Amazônia e PPGAS-UFAM-

Ver a revista em:

https://revistas.unal.edu.co/index.php/imanimundo