Carta Yvy Katu: entidades fazem apelo à presidenta pela grave situação indígena no MS

13/11/2013 08:01

Apelo à presidenta

 

Presidenta Dilma Roussef, nos últimos anos, é com apreensão crescente que acompanhamos a situação dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, e particularmente dos Kaiowa e Guarani.

Após a trágica morte do professor terena, Oziel Gabriel, em maio deste ano, vimos a formação de uma mesa de negociações, mediada pelo Conselho Nacional de Justiça e com participação de integrantes do Governo Federal.

Agora, vemo-nos novamente preocupados com o desenrolar dos fatos em MS.

Depois de as negociações na mesa emperrarem, as comunidades indígenas veem-se instadas a voltar a realizar ocupações nas terras que reivindicam como suas por direito. Diversas dessas ações voltaram a ocorrer desde agosto, demonstrando a urgência de que o governo multiplique seus esforços na busca de uma saída negociada para os conflitos.

Agora, soa o alarme. Após decisão judicial, a Policia Federal lançou ontem um ultimato ameaçador para os Guarani da Terra Indígena Yvy Katu, anunciando que a ordem de reintegração de posse será cumprida.

Os Guarani anunciam que vão resistir como pudemos ler em seus textos enviados para as redes sociais. Está nas suas mãos, presidenta, o poder de evitar uma nova tragédia. É por isso que apelamos para que, o mais rápido possível:

1 – ordene a Polícia Federal que não faça a reintegração de posse enquanto não houver diálogo e acordo com os indígenas;

2 – envie uma missão da ouvidoria agrária nacional, convidando Ministério Público Federal e o Conselho Nacional de Justiça, para garantir esse diálogo e chegar a um acordo;

3 – assine a homologação de Yvy Katu e garanta os recursos para indenizar os fazendeiros, conforme o Ministério Público Federal já solicitou

Pais rico é pais justo, presidenta. Não deixe que a imagem do Brasil seja manchada por mais uma tragédia.

 

Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)

Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

Associação Nacional de História (ANPUH)

Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS)

FIlmes de Quintal

Video nas Aldeias

Lista de e-mails para manifestação

Encontros da Rede de Pequisa em Saúde do IBP começam nesta quinta, 7

01/11/2013 11:39

O INCT Brasil Plural recebe neste mês de novembro quatro pesquisadores, renomados na área de Antropologia da Saúde da América Latina, como parte dos Encontros da Rede de Pesquisa Saúde: práticas locais, experiências e políticas públicas. Nos dias 7 e 8 de novembro, os convidados são os professores Eduardo Menéndez (CIESAS/México), Rosa Maria Osório (CIESAS/México) e Jesus Armando Haro (Programa de Salud y Sociedad, Colégio de Sonoro/México), que participam deo Seminário de Antropologia da Saúde e de uma conversa com pesquisadores. Já o professor Hugo Portela (Universidad del Cauca/Colômbia) participa da segunda parte do seminário de Antropologia da Saúde, no dia 14 de novembro.

Veja abaixo a programação:

Seminário Patrimônio Cultural e Museologia começa na próxima terça

01/11/2013 11:10

O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) da UFSC promove o II Seminário Patrimônio Cultural e Museologia, entre os dias 5 e 8 de novembro, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CED), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), do INCT Brasil Plural e do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade (PGAU-Cidade). O evento é gratuito e aberto ao público. Não é necessário efetuar inscrição.

http://naui.ufsc.br/files/2013/10/Divulga%C3%A7%C3%A3o1.jpg

Programação 2013-page-001

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IBP recebe visita da Comissão Europeia

24/10/2013 11:11

O INCT Brasil Plural foi um dos cinco grupos da UFSC visitados na última quarta-feira, 23 de outubro, pela Comissão Europeia para Pesquisa e Inovação, como parte das atividades do Ministério da Indústria e Comércio, através da APEX Brasil (Agencia Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos). Este grupo faz parte da comissão que define investimentos internacionais da União Europeia no continente sul-americano.

Os pesquisadores do IBP, professoras Esther Jean Langdon (coordenadora) e Sônia Maluf (coordenadora executiva), além do professor Alberto Groisman, com apoio da secretaria do instituto apresentaram os objetivos do IBP, sua área de atuação, e a importância da pesquisa qualitativa junto às populações .

Os convidados são formuladores de políticas públicas na União Europeia, trabalhando em diferentes diretorias na Comissão Europeia. Os convidados em geral já têm relacionamento com o Brasil em suas áreas de expertise, mas geralmente ficam restritos ao circuito oficial em Brasília. Por isso, o programa Brasil no Mundo, desenvolvido pela Apex-Brasil, tem o objetivo de apresentar aspectos distintos  do país para os convidados. Por isso, formulamos uma agenda diversa, com reuniões com o setor industrial, agrícola, acadêmico e buscando o contato com a realidade social do país. Os convidados trabalham na Comissão Europeia, que define o orçamento do bloco para diversos temas, inclusive para pesquisa e cooperação científica.

 

Documentário “Criando Corpo em Kumarumã” é lançado com apoio do IBP

22/09/2013 22:44

O vídeo apresenta cenas cotidianas das crianças Galibi-Marworno da aldeia de Kumarumã, Terra Indígena Uaçá, município de Oiapoque/AP. O roteiro foi elaborado em conjunto com o cacique Paulo Roberto Silva e com Manuel Severino dos Santos, para mostrar aspectos importantes da educação para os Galibi-Marworno: os cuidados com a gravidez, parto, puerpério e as estratégias para produzir o corpo das crianças. “Criar o corpo da aldeia”, desenvolver e amadurecer o corpo, são processos que as crianças vivenciam através das brincadeiras e na aprendizagem das habilidades que garantem sua saúde e autonomia.

CRIANDO CORPO EM KUMARUMÃ from Antonella Tassinari on Vimeo.

Produção, Imagem e Direção: Antonella Tassinari
Roteiro: Antonella Tassinari, Paulo Roberto Silva e Manuel Severino dos Santos
Edição: Marcos Albuquerque

Primavera dos museus terá várias atividades no Marque/UFSC

22/09/2013 22:30

Museus, memória e cultura afro-brasileira é o tema da 7ª Primavera dos Museus que acontecerá no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC de 23 a 27 de setembro. Exposição fotográfica, rodas de conversa, cinema ao ar livre, sessão de contos africanos e afrobrasileiros para crianças, oficinas de percussão e afoxé, lançamento de livros são algumas das atividades da programação da semana.

Neste segunda, 23 de setembro:

10h – Abertura da exposição fotográfica “Fragmentos de Guiné Bissau”

16h – Roda de conversa “Trânsitos e movimentos afrobrasileiros, com Ida Mara Freire (UFSC) e Joana Célia dos Passos (NEN)

19h – Cinema ao ar livre no Museu, com o filme “Eu tenho a palavra”, de Lilian Salá Santiago (26´, 2010) e debate com o antropólogo Charles  Raimundo.

Confira aqui a Programação completa.

Quando e onde: de 23 a 27 de setembro no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC.

EdUFSC lança ‘A Festa da jaguatirica’ no Centro de Florianópolis nesta quinta

17/09/2013 22:02

Moacir Loth / Jornalista da Agecom/UFSC

As músicas gravadas, em 1969, pelo antropólogo Rafael José de Menezes Bastos estão sendo reaprendidas hoje pelas crianças da aldeia dos kamaiurá, no Alto Xingu, Mato Grosso. Obra pioneira e divisor de águas na etnomusicologia, o pesquisador lança no dia 19 de setembro, quinta-feira, às 18 horas, na Escola Livre de Música Compasso Aberto, em Florianópolis, A festa da jaguatirica – Uma partitura crítico-interpretativa. Reunindo, em 526 páginas, 45 anos de pesquisas, o livro inaugura a recém-criada Coleção Brasil Plural da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC).

Para repassar a cota de livros devida aos índios e devolver, concretamente, resultados dos estudos, a EdUFSC sonha realizar também um lançamento no Parque Indígena do Xingu. Exibindo bela capa e moderno projeto gráfico, A festa da jaguatirica apresenta fotos, ilustrações e a descrição integral de um ritual musical ameríndio. Brinda igualmente os leitores com um CD de sons colhidos e eternizados pelo antropólogo, chamado carinhosamente de avô pelos jovens da aldeia. Rafael tem uma explicação para tanto respeito e prestígio junto à comunidade indígena: “É muito simples. Basta não roubá-la, não traí-la; aliar-se a ela. Depende, com certeza, da seriedade e do comprometimento do estudioso, e de seu afeto.” A coleção abre espaço para divulgação da produção científica do Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural (INCT), contando com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq, Capes, UFSC, UFAM e das Fundações de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina e do Amazonas (Fapesc e Fapeam).

Durante bate-papo e pré-lançamento na 17ª Feira do Livro da EdUFSC, no Centro de Convivência da Universidade, o antropólogo denunciou os retrocessos nos direitos dos índios no Brasil. Os avanços nas pesquisas antropológicas, segundo ele, conflitam com a realidade. “Estamos diante de verdadeiros campos de concentração, onde a vida não vale nada”, indignou-se, perdendo um pouco o bom humor. O renomado antropólogo Anthony Seeger, da Universidade da Califórnia (EUA), acredita que o livro será um aliado vital dos futuros pesquisadores, entre os quais, “certamente estarão jovens kamaiurá em busca de entender e salvaguardar suas tradições”. Rafael de Menezes Bastos é autor, pela EdUFSC, do livro A musicológica Kamaiurá  – Para uma antropologia da comunicação no Alto Xingu. Resultado da dissertação de mestrado na UnB, em 1976, a segunda edição saiu, em 1999, pela EdUFSC, sendo seu conteúdo incorporado a Festa da jaguatirica, que terá também um lançamento em Manaus, organizado pelo Instituto Brasil Plural e pela Universidade Federal do Amazonas. Em promoção na Feira da EdUFSC, que prossegue até  sexta, dia 20, o livro está sendo oferecido com 30% de desconto, passando de 59 para 40 reais.

Antropólogo Rafael José de Menezes Bastos no bate-papo e pré-lançamento na 17ª Feira do Livro da EdUFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

Segue rápida entrevista com o antropólogo Rafael José de Menezes Bastos:

P – O livro A festa da jaguatirica: Uma partitura crítico-interpretativa reúne mais de quatro décadas de pesquisas sobre a música dos Kamayurá e do Alto Xingu. Não se tem notícia de outro trabalho dessa envergadura no Brasil. Fale um pouco do processo, da importância e do conteúdo da obra?

R – O livro é uma das primeiras descrições integrais de um ritual musical ameríndio, conforme aponta o autor de seu Prólogo, o Prof. Anthony Seeger. Sua envergadura, pois, extravasa os limites brasileiros e o coloca no contexto das três Américas. Convivo com os índios Kamaiurá desde 1969, aprendendo com eles sua música, sua filosofia e suas demais formas de pensar, sentir e fazer. O livro estuda o ritual de longa duração do Javari (11 dias e noites), mostrando como sua música está em sua base e como ele é constituído a partir de pequenas unidades (canções e vinhetas), elaboradas através de uma fina dialética de repetições e diferenciações em sequências e sequências de sequências dessas unidades, executadas continuamente durante dez ou mais dias. O Javari é um longo poema cantado do mesmo tope que a Ilíada e a Odisséia. Se o livro tem alguma importância ela está em dois planos: o dos índios, seus intelectuais e seus aliados, e o dos estudantes de antropologia, música e campos congêneres.

P –O que é ser etnomusicólogo/antropólogo no Brasil? Ele tem o devido reconhecimento da Academia e da sociedade?

R – Acho que temos, sim. É claro que a maioria de nós não é, nem deseja ser, celebridade.

P – O fato de ser músico ajudou na realização do desafio abraçado? (“A generosidade da antropologia me devolveu à música”).

R – Com certeza que ajudou muito.

P – O seu esforço é considerado heroico. As novas tecnologias facilitam pesquisas similares? O que muda? (Um CD acompanha o livro).

R – As novas tecnologias facilitam, sim, pesquisas como a minha. Os equipamentos são muito mais leves e ágeis do que eram há 30 anos, podendo sem esforço ser transportados para as áreas indígenas e usados ali, de dia e de noite, dias seguidos. Mas nenhuma tecnologia substitui o gosto de seguir os índios cantando, tocando e dançando durante 10-15 dias e noites, continuamente.

P – O que os leitores podem aprender com a leitura e a socialização do conteúdo de A festa da jaguatirica? 

R – Aprender como a música e a cultura Kamaiurá, xinguana e ameríndia em geral têm a dimensão, a profundidade e a significação das grandes culturas-fontes da humanidade.

P – O que significa, para o pesquisador, inaugurar a Coleção Brasil Plural da EdUFSC?

R – Significa uma tarefa de responsabilidade e dificuldade – o IBP é um instituto de pesquisa de grande relevância e a Edufsc, uma editora muito importante.

P – A obra, na sua opinião, reforça as políticas públicas de inclusão social?

R – Profundamente , porque devolve aos índios um trabalho feito entre eles durante anos a fio e contribui para mostrar aos não-índios como os índios têm uma cultura tão encantadora e profunda.

P – Quem é Rafael José de Menezes Bastos (breve perfil)?

R – Sou Professor de Antropologia na UFSC, onde coordeno o MUSA, “Núcleo de Estudos, Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe”. Sou Pesquisador do CNPq. Escrevi “A Musicológica Kamayurá: Para uma Antropologia da Comunicação no Alto Xingu”, de 1978 (2a.edição da Editora da Universidade Federal deSanta Catarina em 1999) e “A Festa da Jaguatirica: Uma Partitura Crítico-Interpretativa“, de 2013 (Edufsc). Organizei dois outros livros e publiquei cerca de 100 artigos, incluindo capítulos de livros. Tenho três livros em preparação. Convivo com os índios Kamayurá desde 1969, colaborando com eles em vários projetos, inclusive no de cantar para eles, especialmente para os jovens, o repertório do ritual do Javari.

Mais informações: (48) 3721-9408; www.editora.ufsc.br.
Diretor executivo – Fábio Lopes: Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher. ou (48) 9933-8887.
Rafael José de Menezes Bastos: Esta imagem contém um endereço de e-mail. É uma imagem de modo que spam não pode colher. ou (48) 3234-0438/9933-7776.

Prof. Rafael Bastos vai falar de seu livro na Feira da EdUFSC

03/09/2013 19:30

(Do portal Notícias da UFSC)

Para animar e estimular a leitura, a 17ª Feira da EdUFSC promove no dia 4 de setembro, às 17h, no Centro de Convivência, um bate-papo com o antropólogo Rafael José de Menezes Bastos, autor de uma obra magnífica A festa da jaguatirica – Uma partitura crítico-interpretativa. A obra, que inaugura a Coleção Plural da EdUFSC, embora já disponibilizada na Feira, ainda não foi oficialmente lançada. São mais de quatro décadas de pesquisas sobre a música dos Kamaiurá e do Alto Xingu. Um CD acompanha o livro do etnomusicólogo.

Rafael José de Menezes Bastos, que pesquisa o assunto desde 1969, é autor de outro livro pela EdUFSC. Em 1999, publicou na Coleção Geral a segunda edição de A musicológica Kamayurá – Para uma antropologia da comunicação no Alto Xingu.

O primeiro bate-papo na Feira da EdUFSC foi promovido no dia 14 de novembro com o professor e escritor Alckmar Luiz dos Santos, autor de Ao que minha vida veio…, vencedor do Concurso Salim Miguel de Romance. Conduzido pelo diretor executivo Fábio Lopes, o evento foi prestigiado pela vice-reitora Lúcia Helena Pacheco.

A Feira prossegue, no Centro de Convivência da UFSC, em Florianópolis, até o dia 12 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 19h. A EdUFSC oferece 800 títulos próprios, com descontos que vão de 30 a 70%.

Moacir Loth/Jornalista da Agecom/UFSC

Sai o primeiro livro da Coleção Brasil Plural

24/08/2013 18:00

Acaba de sair pela Editora da UFSC o livro A Festa da Jaguatirica: uma partitura crítico-interpretativa, do professor Rafael José de Menezes Bastos, do departamento de Antropologia da UFSC. O trabalho inaugura a Coleção Brasil Plural que vai contar com a publicação de teses e coletâneas de pesquisadores do IBP.

A Festa da Jaguatirica é uma das primeiras descrições integrais de um ritual musical ameríndio. Feita no seu próprio pulso, ela evidencia que o cerne desses rituais, na Amazônia, está na articulação de pequenas unidades (canções, peças instrumentais, vinhetas) em longas sequências e sequências de sequências, resultando em performances às vezes de mais de dez dias. A música neles opera como pivô entre as artes verbais (poesia, mito) e corporais (especialmente a dança). A publicação deste livro contribui fortemente para a atual reconfiguração do conhecimento sobre os povos amazônicos, apontando para a ideia de uma grande complexidade de suas culturas.

A Coleção Brasil Plural tem como objetivo dar visibilidade às pesquisas realizadas pelo Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural (INCT/CNPq). Busca retratar as diferentes realidades brasileiras em toda a sua complexidade e contribuir para a elaboração de políticas sociais que levem em consideração as perspectivas das populações e comunidades estudadas.  Além disso, visa formar pesquisadores e profissionais que atuem com essas populações.

Ficha Técnica