INCT BRASIL PLURAL
  • Colóquio apresenta pesquisas do IBP sobre políticas públicas

    Pesquisadores do Instituto Brasil Plural reúnem-se em Florianópolis, de 18 a 20 de novembro, para o colóquio Reflexões sobre Pesquisa Antropológica e Políticas Públicas no INCT Brasil Plural, em que vão apresentar e debater os trabalhos realizados nas redes do IBP. A maioria deles tem mostrado um constante tensionamento entre as práticas culturais e as políticas públicas em diversos segmentos sociais, como a questão indígena, saúde, migrações, direitos humanos e o reconhecimento de saberes locais, que serão tema de quatro mesas redondas. Na programação também está a exibição de dois documentários e duas palestras (veja a programação abaixo).

    A finalidade do colóquio é realizar um balanço das pesquisas realizadas pelo IBP que tenham contribuído para subsidiar as políticas públicas, debater as controvérsias e estimular novas ideias. Em três dias o colóquio reúne os pesquisadores em torno das questões fundamentais para o INCT Brasil Plural: Em que sentido as pesquisas, dos pesquisadores individualmente e em redes, contribuem para as diversas políticas públicas? É possível articular os trabalhos com as políticas públicas? De que maneira seus projetos conseguiram algum impacto social ou político?


  • Carta Yvy Katu: entidades fazem apelo à presidenta pela grave situação indígena no MS

    Apelo à presidenta

     

    Presidenta Dilma Roussef, nos últimos anos, é com apreensão crescente que acompanhamos a situação dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, e particularmente dos Kaiowa e Guarani.

    Após a trágica morte do professor terena, Oziel Gabriel, em maio deste ano, vimos a formação de uma mesa de negociações, mediada pelo Conselho Nacional de Justiça e com participação de integrantes do Governo Federal.

    Agora, vemo-nos novamente preocupados com o desenrolar dos fatos em MS.

    Depois de as negociações na mesa emperrarem, as comunidades indígenas veem-se instadas a voltar a realizar ocupações nas terras que reivindicam como suas por direito. Diversas dessas ações voltaram a ocorrer desde agosto, demonstrando a urgência de que o governo multiplique seus esforços na busca de uma saída negociada para os conflitos.

    Agora, soa o alarme. Após decisão judicial, a Policia Federal lançou ontem um ultimato ameaçador para os Guarani da Terra Indígena Yvy Katu, anunciando que a ordem de reintegração de posse será cumprida.

    Os Guarani anunciam que vão resistir como pudemos ler em seus textos enviados para as redes sociais. Está nas suas mãos, presidenta, o poder de evitar uma nova tragédia. É por isso que apelamos para que, o mais rápido possível:

    1 – ordene a Polícia Federal que não faça a reintegração de posse enquanto não houver diálogo e acordo com os indígenas;

    2 – envie uma missão da ouvidoria agrária nacional, convidando Ministério Público Federal e o Conselho Nacional de Justiça, para garantir esse diálogo e chegar a um acordo;

    3 – assine a homologação de Yvy Katu e garanta os recursos para indenizar os fazendeiros, conforme o Ministério Público Federal já solicitou

    Pais rico é pais justo, presidenta. Não deixe que a imagem do Brasil seja manchada por mais uma tragédia.

     

    Associação Brasileira de Etnomusicologia (ABET)

    Associação Brasileira de Antropologia (ABA)

    Associação Nacional de História (ANPUH)

    Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais (ANPOCS)

    FIlmes de Quintal

    Video nas Aldeias

    Lista de e-mails para manifestação


  • Encontros da Rede de Pequisa em Saúde do IBP começam nesta quinta, 7

    O INCT Brasil Plural recebe neste mês de novembro quatro pesquisadores, renomados na área de Antropologia da Saúde da América Latina, como parte dos Encontros da Rede de Pesquisa Saúde: práticas locais, experiências e políticas públicas. Nos dias 7 e 8 de novembro, os convidados são os professores Eduardo Menéndez (CIESAS/México), Rosa Maria Osório (CIESAS/México) e Jesus Armando Haro (Programa de Salud y Sociedad, Colégio de Sonoro/México), que participam deo Seminário de Antropologia da Saúde e de uma conversa com pesquisadores. Já o professor Hugo Portela (Universidad del Cauca/Colômbia) participa da segunda parte do seminário de Antropologia da Saúde, no dia 14 de novembro.

    Veja abaixo a programação:


  • Seminário Patrimônio Cultural e Museologia começa na próxima terça

    O Núcleo de Dinâmicas Urbanas e Patrimônio Cultural (NAUI) da UFSC promove o II Seminário Patrimônio Cultural e Museologia, entre os dias 5 e 8 de novembro, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CED), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS), do INCT Brasil Plural e do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade (PGAU-Cidade). O evento é gratuito e aberto ao público. Não é necessário efetuar inscrição.

    http://naui.ufsc.br/files/2013/10/Divulga%C3%A7%C3%A3o1.jpg

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    Programação 2013-page-002


  • IBP recebe visita da Comissão Europeia

    O INCT Brasil Plural foi um dos cinco grupos da UFSC visitados na última quarta-feira, 23 de outubro, pela Comissão Europeia para Pesquisa e Inovação, como parte das atividades do Ministério da Indústria e Comércio, através da APEX Brasil (Agencia Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos). Este grupo faz parte da comissão que define investimentos internacionais da União Europeia no continente sul-americano.

    Os pesquisadores do IBP, professoras Esther Jean Langdon (coordenadora) e Sônia Maluf (coordenadora executiva), além do professor Alberto Groisman, com apoio da secretaria do instituto apresentaram os objetivos do IBP, sua área de atuação, e a importância da pesquisa qualitativa junto às populações .

    Os convidados são formuladores de políticas públicas na União Europeia, trabalhando em diferentes diretorias na Comissão Europeia. Os convidados em geral já têm relacionamento com o Brasil em suas áreas de expertise, mas geralmente ficam restritos ao circuito oficial em Brasília. Por isso, o programa Brasil no Mundo, desenvolvido pela Apex-Brasil, tem o objetivo de apresentar aspectos distintos  do país para os convidados. Por isso, formulamos uma agenda diversa, com reuniões com o setor industrial, agrícola, acadêmico e buscando o contato com a realidade social do país. Os convidados trabalham na Comissão Europeia, que define o orçamento do bloco para diversos temas, inclusive para pesquisa e cooperação científica.

     


  • MArquE comemora 110 anos de Oswaldo Rodrigues Cabral com mês de atividades

    Ao longo do mês de outubro, o MArquE realizará o evento “Oswaldo Rodrigues Cabral: Memória e Notícia – 110 anos”, em homenagem aos 110 anos de nascimento e ao legado do Professor que dá nome e é figura central da história do Museu.

    A abertura do evento será no dia 10 de outubro, às 14:30, no auditório do MArquE, com a mesa redonda “Memória 1″, da qual participarão a arqueóloga Teresa Fossari e as professoras Sara Regina Poyares dos Reis, Ana Maria Beck, Maria José Reis.

     Quem foi Oswaldo Rodrigues Cabral

    Oswaldo Rodrigues Cabral foi médico, professor, pesquisador, autor de diversas obras sobre a história, cultura e sociedade em Santa Catarina e Florianópolis. Foi um dos grandes impulsionadores do Instituto de Antropologia da UFSC, origem do atual Museu de Arqueologia e Etnologia (MarquE/UFSC).

    Nasceu em Laguna, em 11 de outobro de 1903 e faleceu em Florianópolis, em 17 de fevereiro de 1978.

    Estes são alguns de seus livros:

    • A vitória da colonização açoriana em Santa Catarina (Separata da revista “Cultura Política”, do Rio de Janeiro). Florianópolis: Imprensa Oficial do Estado, [1941].
    • Medicina, médicos e charlatães do passado. Florianópolis: Departamento Estadual de Estatística, 1942.
    • Terra da liberdade. Curitiba: Editora Guairá Ltda., 1944.
    • Os açorianos (Separata do volume II dos Anais do I Congresso de História Catarinense). Florianópolis: Imprensa Oficial, 1950.
    • Cultura e folclore. Florianópolis: Comissão Catarinense de Folclore, 1954.
    • A medicina teológica e as benzeduras. São Paulo: Departamento de Cultura, 1958.
    • João Maria. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1960.
    • Santa Catharina – história, evolução. São Paulo:  Companhia Editora nacional, 1937. (Brasiliana, 80)
    • Nossa Senhora do Desterro. Volume 1: Notícia. Volume 2: Memória. Florianópolis: Lunardelli, 1979.
    • A História da Política em Santa Catarina Durante o Império. Edição em 4 volumes, organizada por Sara Regina Poyares dos Reis. Florianópolis: Editora da UFSC, 2004.

  • Colóquio “Migrações no Brasil Contemporâneo”, outubro de 2013


  • Documentário “Criando Corpo em Kumarumã” é lançado com apoio do IBP

    O vídeo apresenta cenas cotidianas das crianças Galibi-Marworno da aldeia de Kumarumã, Terra Indígena Uaçá, município de Oiapoque/AP. O roteiro foi elaborado em conjunto com o cacique Paulo Roberto Silva e com Manuel Severino dos Santos, para mostrar aspectos importantes da educação para os Galibi-Marworno: os cuidados com a gravidez, parto, puerpério e as estratégias para produzir o corpo das crianças. “Criar o corpo da aldeia”, desenvolver e amadurecer o corpo, são processos que as crianças vivenciam através das brincadeiras e na aprendizagem das habilidades que garantem sua saúde e autonomia.

    CRIANDO CORPO EM KUMARUMÃ from Antonella Tassinari on Vimeo.

    Produção, Imagem e Direção: Antonella Tassinari
    Roteiro: Antonella Tassinari, Paulo Roberto Silva e Manuel Severino dos Santos
    Edição: Marcos Albuquerque


  • Primavera dos museus terá várias atividades no Marque/UFSC

    Museus, memória e cultura afro-brasileira é o tema da 7ª Primavera dos Museus que acontecerá no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC de 23 a 27 de setembro. Exposição fotográfica, rodas de conversa, cinema ao ar livre, sessão de contos africanos e afrobrasileiros para crianças, oficinas de percussão e afoxé, lançamento de livros são algumas das atividades da programação da semana.

    Neste segunda, 23 de setembro:

    10h – Abertura da exposição fotográfica “Fragmentos de Guiné Bissau”

    16h – Roda de conversa “Trânsitos e movimentos afrobrasileiros, com Ida Mara Freire (UFSC) e Joana Célia dos Passos (NEN)

    19h – Cinema ao ar livre no Museu, com o filme “Eu tenho a palavra”, de Lilian Salá Santiago (26´, 2010) e debate com o antropólogo Charles  Raimundo.

    Confira aqui a Programação completa.

    Quando e onde: de 23 a 27 de setembro no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC.


  • EdUFSC lança ‘A Festa da jaguatirica’ no Centro de Florianópolis nesta quinta

    Moacir Loth / Jornalista da Agecom/UFSC

    As músicas gravadas, em 1969, pelo antropólogo Rafael José de Menezes Bastos estão sendo reaprendidas hoje pelas crianças da aldeia dos kamaiurá, no Alto Xingu, Mato Grosso. Obra pioneira e divisor de águas na etnomusicologia, o pesquisador lança no dia 19 de setembro, quinta-feira, às 18 horas, na Escola Livre de Música Compasso Aberto, em Florianópolis, A festa da jaguatirica – Uma partitura crítico-interpretativa. Reunindo, em 526 páginas, 45 anos de pesquisas, o livro inaugura a recém-criada Coleção Brasil Plural da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC).

    Para repassar a cota de livros devida aos índios e devolver, concretamente, resultados dos estudos, a EdUFSC sonha realizar também um lançamento no Parque Indígena do Xingu. Exibindo bela capa e moderno projeto gráfico, A festa da jaguatirica apresenta fotos, ilustrações e a descrição integral de um ritual musical ameríndio. Brinda igualmente os leitores com um CD de sons colhidos e eternizados pelo antropólogo, chamado carinhosamente de avô pelos jovens da aldeia. Rafael tem uma explicação para tanto respeito e prestígio junto à comunidade indígena: “É muito simples. Basta não roubá-la, não traí-la; aliar-se a ela. Depende, com certeza, da seriedade e do comprometimento do estudioso, e de seu afeto.” A coleção abre espaço para divulgação da produção científica do Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural (INCT), contando com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq, Capes, UFSC, UFAM e das Fundações de Amparo à Pesquisa de Santa Catarina e do Amazonas (Fapesc e Fapeam).

    Durante bate-papo e pré-lançamento na 17ª Feira do Livro da EdUFSC, no Centro de Convivência da Universidade, o antropólogo denunciou os retrocessos nos direitos dos índios no Brasil. Os avanços nas pesquisas antropológicas, segundo ele, conflitam com a realidade. “Estamos diante de verdadeiros campos de concentração, onde a vida não vale nada”, indignou-se, perdendo um pouco o bom humor. O renomado antropólogo Anthony Seeger, da Universidade da Califórnia (EUA), acredita que o livro será um aliado vital dos futuros pesquisadores, entre os quais, “certamente estarão jovens kamaiurá em busca de entender e salvaguardar suas tradições”. Rafael de Menezes Bastos é autor, pela EdUFSC, do livro A musicológica Kamaiurá  – Para uma antropologia da comunicação no Alto Xingu. Resultado da dissertação de mestrado na UnB, em 1976, a segunda edição saiu, em 1999, pela EdUFSC, sendo seu conteúdo incorporado a Festa da jaguatirica, que terá também um lançamento em Manaus, organizado pelo Instituto Brasil Plural e pela Universidade Federal do Amazonas. Em promoção na Feira da EdUFSC, que prossegue até  sexta, dia 20, o livro está sendo oferecido com 30% de desconto, passando de 59 para 40 reais.

    Antropólogo Rafael José de Menezes Bastos no bate-papo e pré-lançamento na 17ª Feira do Livro da EdUFSC. Foto: Henrique Almeida/Agecom/UFSC

    Segue rápida entrevista com o antropólogo Rafael José de Menezes Bastos:

    P – O livro A festa da jaguatirica: Uma partitura crítico-interpretativa reúne mais de quatro décadas de pesquisas sobre a música dos Kamayurá e do Alto Xingu. Não se tem notícia de outro trabalho dessa envergadura no Brasil. Fale um pouco do processo, da importância e do conteúdo da obra?

    R – O livro é uma das primeiras descrições integrais de um ritual musical ameríndio, conforme aponta o autor de seu Prólogo, o Prof. Anthony Seeger. Sua envergadura, pois, extravasa os limites brasileiros e o coloca no contexto das três Américas. Convivo com os índios Kamaiurá desde 1969, aprendendo com eles sua música, sua filosofia e suas demais formas de pensar, sentir e fazer. O livro estuda o ritual de longa duração do Javari (11 dias e noites), mostrando como sua música está em sua base e como ele é constituído a partir de pequenas unidades (canções e vinhetas), elaboradas através de uma fina dialética de repetições e diferenciações em sequências e sequências de sequências dessas unidades, executadas continuamente durante dez ou mais dias. O Javari é um longo poema cantado do mesmo tope que a Ilíada e a Odisséia. Se o livro tem alguma importância ela está em dois planos: o dos índios, seus intelectuais e seus aliados, e o dos estudantes de antropologia, música e campos congêneres.

    P –O que é ser etnomusicólogo/antropólogo no Brasil? Ele tem o devido reconhecimento da Academia e da sociedade?

    R – Acho que temos, sim. É claro que a maioria de nós não é, nem deseja ser, celebridade.

    P – O fato de ser músico ajudou na realização do desafio abraçado? (“A generosidade da antropologia me devolveu à música”).

    R – Com certeza que ajudou muito.

    P – O seu esforço é considerado heroico. As novas tecnologias facilitam pesquisas similares? O que muda? (Um CD acompanha o livro).

    R – As novas tecnologias facilitam, sim, pesquisas como a minha. Os equipamentos são muito mais leves e ágeis do que eram há 30 anos, podendo sem esforço ser transportados para as áreas indígenas e usados ali, de dia e de noite, dias seguidos. Mas nenhuma tecnologia substitui o gosto de seguir os índios cantando, tocando e dançando durante 10-15 dias e noites, continuamente.

    P – O que os leitores podem aprender com a leitura e a socialização do conteúdo de A festa da jaguatirica? 

    R – Aprender como a música e a cultura Kamaiurá, xinguana e ameríndia em geral têm a dimensão, a profundidade e a significação das grandes culturas-fontes da humanidade.

    P – O que significa, para o pesquisador, inaugurar a Coleção Brasil Plural da EdUFSC?

    R – Significa uma tarefa de responsabilidade e dificuldade – o IBP é um instituto de pesquisa de grande relevância e a Edufsc, uma editora muito importante.

    P – A obra, na sua opinião, reforça as políticas públicas de inclusão social?

    R – Profundamente , porque devolve aos índios um trabalho feito entre eles durante anos a fio e contribui para mostrar aos não-índios como os índios têm uma cultura tão encantadora e profunda.

    P – Quem é Rafael José de Menezes Bastos (breve perfil)?

    R – Sou Professor de Antropologia na UFSC, onde coordeno o MUSA, “Núcleo de Estudos, Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe”. Sou Pesquisador do CNPq. Escrevi “A Musicológica Kamayurá: Para uma Antropologia da Comunicação no Alto Xingu”, de 1978 (2a.edição da Editora da Universidade Federal deSanta Catarina em 1999) e “A Festa da Jaguatirica: Uma Partitura Crítico-Interpretativa“, de 2013 (Edufsc). Organizei dois outros livros e publiquei cerca de 100 artigos, incluindo capítulos de livros. Tenho três livros em preparação. Convivo com os índios Kamayurá desde 1969, colaborando com eles em vários projetos, inclusive no de cantar para eles, especialmente para os jovens, o repertório do ritual do Javari.

    Mais informações: (48) 3721-9408; www.editora.ufsc.br.
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