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Coordenadora do IBP, E. Jean Langdon, abre o semestre do PPGAS/UFMT
O Programa de Pós-graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza no dia 22 de abril, às 19h, no Auditório II do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) do Campus de Cuiabá, aula inaugural com o tema “Os Diálogos da Antropologia com a Saúde: Contribuições para as Políticas Públicas”. A iniciativa tem apoio do Programa de Educação Tutorial Indígena (Petind) da UFMT.
A aula será ministrada por Esther Jean Langdon, do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e do Instituto Brasil. -
Luiza Garnelo, médica e antropóloga da Fiocruz palestra no CFH
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Lançamento do Catálogo “Ticuna em dois tempos”
O Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas e o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE) da Universidade Federal de Santa Catarina, reunidos em parceria na rede do INCT Brasil Plural (CNPq, FAPEAM, FAPESC), têm a grande satisfação de lançar o Catálogo “Ticuna em Dois Tempos”, no dia 09 de abril de 2014, às 18 horas, na sede do Museu Amazônico (endereço citado abaixo).
Reunindo imagens dos acervos Ticuna dos dois Museus, o Catálogo foi produzido no contexto de exposição homônima (2012-2013). O título faz referência aos dois tempos distintos nos quais as duas coleções foram formadas. O acervo de peças Ticuna do MArquE foi reunido pelo antropólogo catarinense Silvio Coelho dos Santos, na década de 1960, quando realizou pesquisa no Alto Solimões. Já o acervo do Museu Amazônico constitui a coleção Jair Jacqmont, artista plástico amazonense que, na década de 1970, colecionou as peças Ticuna com interesse artístico e cultural. Trata-se, portanto, de artefatos de dois tempos, duas coleções de décadas distintas e que mostram conjunturas diferenciadas, aqui recontextualizadas.
Os textos de apresentação do Catálogo “Ticuna em Dois Tempos” foram traduzidos para a língua Ticuna, língua indígena de maior número de falantes no território brasileiro (mais de 30.000 pessoas). A tradução foi feita também como maneira de marcar o esforço colaborativo na realização da exposição, com a participação dos Ticuna da associação Wotchimaücü, da Cidade de Deus, de Manaus.
Por ter no mesmo dia do lançamento do Catálogo a Defesa da Dissertação de Mestrado de MISLENE METCHACUNA MARTINS MENDES, discente indígena Ticuna do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social-PPGAS, vinculado ao Museu Amazônico/UFAM, pretendemos fazer do dia 09 de abril um momento especial dedicado ao Povo Ticuna e, se tudo der certo, comemorativo da conquista do título de Mestre pela discente Ticuna, que já é graduada em Antropologia pela Universidade Federal do Amazonas.
No lançamento do Catálogo “Ticuna em Dois Tempos”, contaremos com a presença ilustre de dois antropólogos de universidades federais do Rio de Janeiro que desenvolvem importantes pesquisas no Amazonas: Professor Doutor João Pacheco de Oliveira (Museu Nacional/UFRJ e PPGAS/UFAM), um dos autores dos textos do Catálogo, e Professor Doutor Sidnei Clemente Peres (Universidade Federal Fluminense-UFF). Ambos os professores também participarão da Banca Examinadora da Defesa de Dissertação da Ticuna Mislene, junto com a Profª. Dra. Maria Helena Ortolan, Diretora do Museu Amazônico e docente do PPGAS/Museu Amazônico/UFAM.
Todos estão convidados a fazerem parte do lançamento do Catálogo “Ticuna em Dois Tempos”, no próximo dia 09 de abril, e compartilhar da alegria do Museu Amazônico, MArquE e INCT Brasil Plural em apresentar ao grande público imagens de acervos relevantes para nosso (re)conhecimento da cultura do Povo Ticuna.
Informações:
Evento: Lançamento do Catálogo “Ticuna em dois tempos”.
Quando: 9/4/2014.
Horário: 18 horas.
Onde: Museu Amazônico, Rua Ramos Ferreira 1036 – Centro (entre Avenida Getúlio Vargas e Rua Tapajós, próximo à Livraria Valer), em Manaus- AM
Solicitação de Informações pelo e.mail:

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EdUFSC lança segundo livro da Coleção Brasil Plural
A Coleção Brasil Plural da Editora da Universidade Federal de Santa Catarina (EdUFSC), após lançar o clássico A Festa da Jaguatirica – Uma partitura crítico-interpretativa, de Rafael José de Menezes Bastos, colocou em circulação uma obra coletiva de peso: A terra do não-lugar:diálogos entre antropologia e performance, organizada pelos professores e pesquisadores Paulo Raposo, Vânia Z. Cardoso, John Dawsey e Teresa Fradique. O livro – que apresenta a contribuição de 24 autores e tem como pano de fundo um encontro científico internacional realizado em Portugal em 2011, explorando “os limites e as fronteiras da performance” – oferece aos leitores ensaios e exemplares que aproximam e articulam as ciências humanas com os estudos artísticos e os chamados “performance studies”.‘A festa da jaguatirica’ recupera 45 anos de música e cultura dos kamaiurá
No prefácio, o pesquisador Paulo Raposo esclarece que a obra resulta de “um espaço de experimentação e de exploração conceptual”, mas não deixa de ser também uma “convergência de diversas propostas performativas de criadores de várias nacionalidades, cujos enfoques claramente se complementaram na diversidade”. Raposo destaca a participação de múltiplos especialistas e “performers” europeus, brasileiros e norte-americanos – para realçar o valor e a oportunidade da publicação
Os ensaios ora socializados são reflexivos e vislumbram entrecruzamentos com os textos acadêmicos; de quebra, abrem possibilidades de leitura para o público em geral, até porque, conforme assinalam os organizadores, “O conceito de performance – simultaneamente introduzível e intercomunicável entre campos disciplinares, difusamente interterritorial e transdisciplinar – se consubstancia hoje em um objeto reflexivo controverso, perenemente polêmico, e em um prolixo gerador de metáforas para a experiência humana”.
A coleção da EdUFSC publiciza resultados de pesquisas do Instituto Nacional de Pesquisa Brasil Plural – que, além de preparar profissionais e pesquisadores, procura desmistificar as diferentes realidades e reforçar as políticas públicas e sociais para a solução dos problemas vivenciados pelas populações pesquisadas. A festa da jaguatirica, de Rafael José de Menezes Bastos, reúne, por exemplo, mais de 45 anos de pesquisas do antropólogo sobre a música dos índios Kamaiurá, do Alto Xingu.
Mais informações: (48) 3721-9408; www.editora.ufsc.br
Diretor executivo – Fábio Lopes:
; (48) 9933-8887Moacir Loth / Jornalista da Agecom / Diretoria Geral de Comunicação / UFSC
Claudio Borelli / Revisor de Textos da Agecom / Diretoria-Geral de Comunicação/

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Colóquio vai discutir os sujeitos e as políticas públicas
O Instituto Brasil Plural, através de dois dos núcleos que compõem suas redes de pesquisa, realiza o Colóquio Sujeitos e Políticas Públicas, em que serão apresentados e debatidos trabalhos que têm questionado a produção de sujeitos frente às políticas do Estado. Dos âmbitos da moralidade, da saúde e do gênero, estas pesquisas têm mostrado como as políticas públicas têm atingido de forma contundente os modos como os sujeitos se constroem no contemporâneo, criando resistências, dissidências e práticas invisibilizadas que as pesquisadoras do TRANSES (Núcleo de Antropologia do Contemporâneo) e do LEVIS (Laboratório de Estudos da Violência) buscam sinalizar em seus trabalhos.
O colóquio também vai contar com uma conferência do sociólogo francês Marc Bessin, do IRIS – Institut de Recherche Interdisciplinaire sur les Enjeux Sociaux (Sciences Sociales, Politique, Santé), localizado em Paris, e do qual ele é o atual diretor. O IRIS, a exemplo do IBP, tem realizado pesquisas que investigam como as políticas públicas criam pressupostos que originam uma série de exclusões com as quais comunidades concretas precisam lidar. Marc Bessin, em especial, tem investigado como essas políticas atingem e produzem temporalidades, criam desigualdades de gênero e geram mudanças nas redes de “cuidado do outro” quando estas são substituídas pelas políticas de saúde e assistência social.
O Colóquio Sujeitos e Políticas Públicas acontece nos dias 11 e 12 de março, no Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Veja a programação abaixo.

Programação
11 de março (terça)
9h – Abertura do Colóquio
9:30h às 12h – Mesa Redonda: “Sujeitos, moralidades e políticas públicas”
Expositoras:- Daniele Vieira (doutoranda PPGAS/UFSC)
- Fernanda Cruz (doutoranda PPGAS/UFSC)
- Tatiana Dassi (doutoranda PPGAS/UFSC)
- Debatedora: Fernanda Bittencourt Ribeiro (PUC/RS)
Local: Mini-auditóriodo CFH
14h às 17h – Mesa Redonda “Biopolítica e poder da vida”
Expositoras:- Ana Paula Müller de Andrade (pós-doutoranda UFPEL)
- Mirella Alves de Brito (doutoranda PPGAS/UFSC)
- Debatedora: Sandra Caponi (UFSC)
Local: Mini-auditóriodo CFH
18h – Conferência de Marc Bessin (EHESS/Paris)
Local: Auditório do CFH12 de março (quarta)
9h às 12h – Mesa Redonda “Gênero, sexualidade e direitos”
Expositoras:- Rose Gerber (EPAGRI/SC)
- Heloísa Souza (doutoranda PPGAS/UFSC)
- Isis de Jesus Garcia (doutoranda PPGAS/UFSC)
- Debatedor: Henrique Nardi (UFRGS)
Local: Miniauditório do CFH
14h às 17h – Mesa Redonda: “Sujeitos e Políticas Públicas”
- Fernanda Bittencourt Ribeiro (PUC/RS)
- Henrique Nardi (UFRGS)
- Sandra Caponi (UFSC)
Local: Miniauditório do CFH
18h – Mesa de Sistematização
- Esther Jean Langdon (IBP/UFSC)
- SôniaWeidner Maluf (IBP/UFSC)
- Alberto Groisman (IBP/UFSC)
- TheophilosRifiotis (IBP/UFSC)
Local: Miniauditório do CFH
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Pesquisadores do Neai/UFAM participam da coletânea “Paisagens Ameríndias”
Com a organização dos antropólogos Marta Amoroso e Gilton Mendes dos Santos, o livro Paisagens Ameríndias – lugares, circuitos e modos de vida na Amazônia traz uma série de ensaios com os resultados de pesquisas nas áreas de etnologia, história indígena e antropologia urbana na Amazônia Central e Meridional. Os diversos autores analisam a riqueza e a complexidade das vidas dos habitantes que se cruzam nas paisagens da região. A investigação dessas relações reserva surpresas: descobre-se que em Manaus, por exemplo, o aumento da população indígena pode dever algo ao futebol.Os textos, entre outros aspectos, indagam os sentidos de vizinhança para a etnia Enawenê-Nawê; percorrem lugares com os sábios kumua Tukano e Baniwa e verificam as classificações que, partindo dos peixes, tratam das relações entre humanos e não-humanos no alto rio Negro; adentram pelo território banhado pelo rio Purus, habitado pelos grupos falantes das línguas arawá e descrevem sistemas de troca e cosmologias em que estão presentes as figuras dos patrões do extrativismo e suas mercadorias; relatam rituais de cura, de iniciação e de outras experiências dos ameríndios.
Organizadores
- Marta Amoroso é professora de Antropologia (USP) e pesquisadora do Centro de Estudos Ameríndios — CEstA (USP). Suas pesquisas focalizam dois temas centrais: territorialidades indígenas em aldeamentos missionários, e natureza e sociedade na Amazônia Central. Desde a década de 1990 desenvolve pesquisas junto aos Mura da Terra Indígena Cunhã-Sapucaia (rio Madeira, Amazônia).
- Gilton Mendes dos Santos é professor do Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e coordenador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena (NEAI/PPGAS). Conduziu pesquisas por vários anos sobre ecologia e cosmologia entre os Enawene-Nawe, na Amazônia Meridional. Atualmente se dedica à reflexão antropológica em parceria com estudantes indígenas e realiza pesquisas sobre a relação gente – planta na Bacia do Purus; é organizador do livro Álbum Purus (Edua, 2012) e de vários artigos sobre antropologia da natureza.
Coleção Antropologia Hoje
- Parceria da editora Terceiro Nome e do NAU-USP para a divulgação de trabalhos, ensaios e resultados de pesquisas etnográficas na área da antropologia voltados à dinâmica cultural e aos processos sociais contemporâneos.
Conselho Editorial
- José Guilherme Cantor Magnani (diretor) – NAU/USP
- Luiz Henrique de Toledo – UFSCar
- Renata Menezes – MN/UFRJ
- Ronaldo de Almeida – Unicamp
- Luis Felipe Kojima Hirano (coord.) – NAU-USP
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Pesquisadora do IBP participa de colóquio sobre agenciamentos da existência na França
A pesquisadora do INCT Brasil Plural, Deise Lucy Montardo (UFAM) participa do Colóquio L’envers du décor: émergence des formes et agencements d’existence / Behind the Scenes: Emergence of Forms and Assemblages of Existence. O evento acontece no Collège de France, em Paris, nos dias 29, 30 e 31 de janeiro.
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I Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva tem a participação de pesquisador do IBP
A I Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva, que acontece em Brasília de 21 a 26 de janeiro de 2014, terá a participação do antropólogo Éverton Pereira, doutor em antropologia social pela UFSC, professor da Universidade de Brasília e pesquisador do IBP. Recentemente Éverton defendeu a tese “Fazendo cena na cidade dos mudos: surdez, práticas sociais e uso da língua em uma localidade no Sertão do Piauí”. A Mostra acontece no Centro Cultural Banco do Brasil e tem entrada franca. Abaixo a programação.
I Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva
Programação:
21/01/2014 às 21h no Teatro I – Corpo sobre tela – Marcos Abranches (SP) – Inspirado na vida e obra do pintor irlandês Francis Bacon, Corpo sobre Tela é um solo primoroso, criado pelo bailarino Marcos Abranches, em parceria com Rogério Ortiz, que assina a direção artística. Neste espetáculo de Abranches, da Cia. Vidança, os gestos singulares do bailarino expressam dramaticidade e movimentos pulsantes, impregnados de cores e sentimentos inquietantes. Autonomia, singularidade e intrepidez são algumas das questões que emergem da obra.
22/01/2014 às 21h no Teatro I – Cia Dança Eficiente (PI)– Meu corpo não é mudo – Atualmente a Cia. de Dança Eficiente (Corpo Inclusivo), é mantida pela Organização Ponto de Equilíbrio – OPEQ em parceria com a Associação dos Cadeirantes do Município de Teresina – ASC AMTE. O trabalho do grupo tem como objetivo principal propiciar as pessoas com deficiência o desenvolvimento e exposição dos seus potenciais artísticos, elevando a auto-estima e oferecendo ao público um trabalho original, criativo e pioneiro no Estado do Piauí.
23/01/2014 às 21h no Teatro I – Expressividade Cênica para deficientes visuais (Londrina- PR) – Olhares Guardados. – O próprio nome do grupo londrinense traz uma particularidade que normalmente chama a atenção do público: Projeto Expressividade Cênica para Pessoas com Deficiência Visual. Todos os atores da peça são cegos. Os atores usam todo um processo que vai desde a cenografia, adereços de cena e sonorização. Como são deficientes visuais, automaticamente têm o tato, a audição e o olfato muito mais desenvolvidos e trabalham muito com o tato na peça. Entre as estratégias usadas está um piso de borracha que liga vários pontos do cenário, fazendo ao mesmo tempo parte da cenografia e servindo de referência de localização para os atores. Eles também atuam muito com a audição usando vários sinais sonoros. A história mostra um fotógrafo que desembarca de trem num pequeno vilarejo. Na estação, ele encontra um grupo de pessoas instigantes: um músico, uma costureira, um escritor e um comerciante de antiguidades. Ao fazer fotos de cada um, o fotógrafo estabelece relações com suas histórias pessoais.
24/01/2014 – Sessões às 18h e 21h na Galeria 3 – Grupo Sensus (SP) – Kinesis é uma performance “ambulante”. O público é convidado a entrar numa instalação e percorrer um trajeto conduzido pelos atores que, além de guiá-los, interpretam textos, e os estimulam sensorialmente através do tato, olfato, audição e paladar. Como é característico do Grupo Sensus em seus sete anos de existência, o espectador é vendado na entrada. Nessa performance, é acompanhado por vários “atores-guias”, num trajeto, e percorre a instalação se deliciando com a obra literária de vários autores consagrados. Um espetáculo que permanece “acontecendo” por várias horas, permitindo que o público tenha liberdade de entrar na hora que desejar e também repetir o trajeto quantas vezes quiser.
25/01/2014 às 21h no Teatro I – Signatores (RS) – Através do teatro, utilizando a poesia e jogos de improviso, seis atores surdos contam suas histórias de vida no espetáculo Memória na ponta dos dedos. A peça é uma realização do Grupo de Pesquisa Teatral Signatores, formado por pesquisadores ligados a Universidade Federal do Rio Grande do Sul que buscam investigar o teatro e a educação com pessoas surdas. A montagem foi construída dentro da Oficina de Teatro para surdos. Por meio de entrevistas realizadas com os atores, o grupo criou um espetáculo dividido em três eixos: infância, primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e desejos para o futuro. Em cada um desses momentos, são abordadas questões marcantes na vida dos surdos, como idas ao médico, incompreensão de familiares e amigos, escolha entre escola inclusiva ou escola para surdos, uso de aparelho de surdez, a construção de uma identidade dentro de um grupo, entre outras temáticas. A atração é encenada em Libras e terá o apoio de um narrador-personagem, que acompanhará os ouvintes pela narrativa. Riso, drama, sátira e crítica são alguns dos elementos que se compõem a peça Memória na ponta dos dedos, um convite para compreender o mundo a partir da percepção daqueles que escutam com o olhar e expressam suas identidades através do corpo e da alma.
26/01/2014 às 17h no Teatro 1 – Diversos Dias (DF) – Todos os seres humanos são atores – porque atuam – e espectadores – porque observam”, acreditando nesta perspectiva elaborada pelo dramaturgo brasileiro, Augusto Boal, o 1º Festival de Cultura Inclusiva do DF, convidou a comunidade para criar uma peça teatral que vivenciasse cenicamente situações cotidianas de convivência entre pessoas com e sem deficiência em espaços públicos. Assim surgiu “Diversos dias” um espetáculo inédito elaborado em processo colaborativo cujo elenco é formado, em sua maioria, por não-atores com algum diagnóstico de deficiência que ousaram estar no palco e apresentar, de forma lúdica, anseios, conflitos e sonhos que permeiam a convivência em busca de uma sociedade mais justa e inclusiva. A peça conta com uma variedade de linguagens cênicas intercalando com o teatro, músicas, também compostas coletivamente durante os ensaios e vídeos, cujos participante são integrantes do grupo. O cenário e o figurino de Lurdinha Danezy e direção de Mônica Gaspar.
26/01/2014 às 20h na Galeria 3 – Teatro Cego (SP) – O grande viúvo – é um espetáculo inédito no Brasil em que a apresentação acontece em um local completamente escuro, fazendo com que os espectadores, sem poderem contar com a visão, tenham que se valer de todos os seus outros sentidos (olfato, tato, paladar e audição) para compreenderem o conteúdo da peça. Um espetáculo com forte apelo social que conta com deficientes visuais no elenco e na produção.
Atividades paralelas
Exposição: A gente… Um dia você entende – Pintura de dois artistas muito especiais
Data: 21/01/2013 a 26/01/2013, das 9h às 21hAmbos encontraram na arte uma profissão, um modo de se manisfestar, uma forma de mostrar suas potencialidades e apresentar à sociedade uma nova possibilidade de ser das pessoas com diagnóstico de deficiência. Lucio Piantino tem síndrome de Down, nasceu numa família de artistas sendo convidado desde sempre a ter contato com tintas, telas e pincéis. Começou sua carreira aos treze anos e hoje com dezoito já é reconhecido como artista plástico profissional. Pedro Gammaro é autista e demorou a descobrir seu talento para as artes. Somente aos vinte e sete anos teve a oportunidade de conhecer o encantador mundo da pintura. Desse encontro surgiram dezenas de telas, reconhecimento do seu potencial e convites para exposições. A Exposição “A GENTE…UM DIA VOCÊ ENTENDE” propõe o encontro destes dois artistas convidando o público a conhecer, apreciar e a partir daí reconhecer que a deficiência pode ser apenas uma característica e não um fator determinante do desenvolvimento.
Reengenharia dos Sentidos
16 de janeiro a 26 de janeiro – Pavilhão de vidro
Visitação das 9h às 21hA proposta tem um objetivo por ora ambicioso: dar uma visão geral e atual das possibilidades criativas em arte que permitem “reengenheirar os sentidos humanos”. Questões que de forma mais ampla, relacionam as práticas de conhecimentos transversais das ciências, tecnologias e das artes por pesquisas de ações experimentais de novas estéticas que remixam diferentes linguagens e técnicas. Esta exposição, parte de um olhar que emerge das atividades artísticas e científicas desenvolvidas e em desenvolvimento, de pesquisas acadêmicas e autodidatas construídas sobre bases conceituais audaciosas e por ora, ainda mal definidas.
Entre as questões, iniciaremos a reflexão: podem os sentidos humanos, hoje, mediados pelas tecnologias, serem quantificados, e até mesmo reengenheirados? Pode-se a partir da arte, ciência e tecnologia possibilitar formas criativas de aprendizagem? É possível fazer previsões relativas a um futuro da sensibilidade humana? Como estas práticas artísticas contribuem para que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de experimentações estéticas, sensíveis e fruídas?
O conceito da exposição tem como tema central a Reengenharia dos Sentidos será abordada pela visão transversal de conhecimentos da Arte, Ciência e Tecnologia. Somados, estes campos promovem o diálogo com a acessibilidade fisica-motora e cognitiva–estética através de um ambiente planejado para a vivência da troca dos sentidos humanos.
Debates
Mesa 01: Arte e inclusão: deficiência, corpo e diferença
Data: 22/01/2013, das 14h30min às 17h30min.
O objetivo da mesa de discussão é problematizar as formas hegemônicas de fazer arte, que apontam um corpo “ideal” como protótipo da construção dos espetáculos. Rompendo com os limites da homogeneidade dos sentidos, a mesa trará uma discussão sobre outras noções de corpo e diferença, andentrando assim para o conceito de deficiência para além das limitações corporais. Com um outro olhar sobre os processos que historicamente construíram a deficiência com base nas “limitações corporais”, a mesa abordará a temática sob o prisma da diferença e, a partir disso, realizará proposições das formas possíveis de inclusão pela arte. Ou seja, a mesa possui uma dupla tarefa: a primeira, de desconstruir a noção de deficiência e corpo a partir da quebra do conceito hegemônico de sentidos; segundo, de refletir sobre as possibilidades e limites da arte na tarefa da inclusão das pessoas com deficiência.
Para isso, convidará atores que estão participando da Mostra e outros acadêmicos e artistas envolvidos com a temática para, em um debate entre aspectos teóricos conceituais e práticos, produzir elementos para repensar as formas como a arte pode servir como ferramenta de inclusão e transformação social.
Panorama: sabemos da capacidade (ou da possibilidade) da arte em transformar a sociedade ou, em pelo menos, propor outros olhares sobre as diversas facetas da vida social. Porém, temos visto que ela ainda está centrada em certos padrões de construção de sua “cena” que não levam em consideração as diversidades das experiências e das vivências corporais. Ainda, notamos a importância da inclusão das pessoas com deficiência, seja como espectadoras de espetáculos, seja como protagonistas deles, no setor de arte e cultura. A 1a. Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva do DF também tem esse desafio e reuniu grupos e companhias que dialogam com a temática e rompem com os padrões de “corpo perfeito” e a mesa pretende utilizar esse conhecimento acumulado para levantar a discussão na sociedade em geral.
Público alvo: estudantes (especialmente de artes) do DF e entorno; profissionais da arte e cultura do DF; gestores de políticas públicas; militantes de movimentos sociais; população em geral.
- Valdemar Santos – Cia Dança Eficiente (PI)
- Lurdinha Danezy Piantino – Vice-presidente do Conselho Distrital dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF (CODDED)
- Éverton Pereira – doutor em antropologia social pela UFSC e professor do DSC UnB
Mesa 02: Políticas de Inclusão
Data da mesa: 24/01/2013, das 14h30min às 17h30min.
O objetivo da mesa de discussão é apontar as várias formas como o Estado brasileiro vem trabalhando com a questão da diversidade corporal e das experiências da deficiência, especialmente no que tange o acesso à arte e a vida em sociedade. Propomos, com essa mesa, instrumentalizar a plateia quanto as políticas em curso e promover um debate frutífero entre as várias instâncias da organização democrática sobre futuros das ações de integração de pessoas com deficiência. Especificamente, o objetivo é construir um panorama atual das políticas de inclusão e projetar perspectivas e desafios futuros, tendo como panorama o debate entre as experiências bem sucedidas e as inúmeras possibilidades inerentes da vida plena das pessoas com deficiência aos direitos sociais, especialmente ao acesso à arte e a cultura.
Panorama: sabemos das mudanças paradigmáticas trazidas pela Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência no que tange à garantia de direitos dessa população e temos dimensão dos avanços promovidos pela implamentação do Plano Nacional Viver Sem Limites. Ao mesmo tempo, temos conhecimento dos imensos desafios de tornar realidade que estes dois documentos apontam na transformação da qualidade de vida da população com deficiência no Brasil. Também, temos consciência da importância de ações no campo da arte e da cultura na garantia dos direitos das pessoas com deficiência e apostamos que a descontrução de algumas categorias são essenciais para que possamos construir uma sociedade mais inclusiva e menos limitadora das potencialidades individuais. A proposta da 1a. Mostra de Arte Sensorial e Inclusiva do DF é uma iniciativa que visa contribuir nessa questão questão e a mesa aqui proposta é uma das etapas da reflexão.
Público alvo: população em geral, especialmente sujeitos envolvidos com políticas públicas no DF (gestores e produtores culturais, gestores de outras políticas), estudantes universitários e integrantes de movimentos sociais.
- Representante da Secretaria Nacional de Direitos Humanos
- Representante da Subsecretaria de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência do GDF
- Representante do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CONADE)
- Representante do Conselho Distrital dos Direitos das Pessoas com Deficiência do DF (CODDED)
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Robert Crepeau apresenta pesquisa sobre os Kaingang de SC, dia 12
O professor Robert Crépeau, do Departamento de Antropologia da Universidade de Montreal, apresenta na próxima quinta-feira o projeto que é um retorno de dados etnográficos de sua pesquisa realizada em colaboração com os Kaingang de Santa Catarina. Com o título “Fica pouco, mas o que sobra vai sustentar o resto”, a palestra, promovida pelo Instituto Brasil Plural, vai acontecer às 14h, na Sala 110 do Departamento de Antropologia da UFSC.
Robert Crépeau tem se dedicado à Etnologia Ameríndia, em sociedades da Amazônia e do Sul do Brasil, onde tem investigado a expressão político-religiosa no contexto das reivindicações de terras indígenas. Nos últimos anos, Crepeau tem publicado artigos sobre a organização social dualista Kaingang, em Santa Catarina, descrita à luz de seus rituais contemporâneos, da prática do xamanismo e a da dinâmica religiosa ameríndia no contexto do pluralismo religioso. No site http://www.ersai.umontreal.ca/ é possível conhecer o trabalho do grupo de pesquisa do qual Crépeau faz parte na Universidade de Montreal.
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Mediunidade no Vale do Amanhecer é tema de palestra do Transes/IBP
O Núcleo de Antropologia do Contemporâneo (TRANSES) com o apoio do INCT Brasil Plural, recebe nesta quarta-feira a pesquisadora Emily Pierini, da Universidade do País de Gales (University of Wales Trinity Saint David).
Emily Pierini pesquisou sobre mediunidade no Vale do Amanhecer e é co-fundadora da Afterlife Research Centre for Cross-Cultural Ethnographic Research (www.afterliferesearch.co.uk), uma rede internacional de pesquisas etnográficas sobre mediunidade, transe, possessão, xamanismo, cura e experiência religiosa.Nesta palestra (ver informações abaixo), Emily Pierini apresenta sua tese de doutorado sobre mediunidade no Vale do Amanhecer. Na sexta-feira, dia 6, Emily participará da reunião do TRANSES, para conversar sobre seu trabalho de pesquisa e sobre o Afterlife Research Centre.
TRANSES convida
PalestraReligiosidade, Corpo e Self: O Aprendizado Iniciático no Vale do Amanhecer
Emily PieriniUniversity of Wales Trinity Saint David
Quarta, dia 04.1218h30Sala 110 – Bloco D – CFH.
Apoio INCT – Instituto Brasil Plural




