INCT BRASIL PLURAL
  • Profa. Sônia Maluf, coordenadora executiva do IBP, faz a aula inaugural do PPGAS/UFAM

    “Por uma antropologia do sujeito: da Pessoa aos modos de subjetivação” é o tema da aula que será ministrada pela Profa. Dra. Sônia Weidner Maluf, docente vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – PPGAS e Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas – PPGICH, ambos da UFSC e Coordenadora Executiva do Instituto Brasil Plural (INCT/CNPq),

    09/04/2013 (terça-feira), das 14 h às 18 h, no Auditório Rio Negro – ICHL, no Campus da UFAM, situado na Avenida General Rodrigo Octávio, 3000, Bairro Aleixo.


  • Exposição “Ticuna em dois tempos” no Museu Amazônico da UFAM

    O Museu Amazônico da UFAM, o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE) – Oswaldo Rodrigues Cabral, juntos no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT/ Instituto Brasil Plural (CNPq/FAPEAM/FAPESC) abrem, dia 10 de abril, a exposição: Ticuna em dois tempos. Paralelo entre duas épocas: objetos indígenas coletados pelo antropólogo catarinense Sílvio Coelho na Amazônia dos anos 60 ao lado da coleção do artista plástico amazonense Jair Jacqmont reunida nos anos 70.

    A abertura da exposição será no dia 10 de abril de 2013 e permanecerá no Museu Amazônico até o dia 31 de outubro de 2013. O horário de visitação será de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 17 horas.

     

    A exposição Ticuna em dois tempos traz o resultado de duas histórias de amor e homenagem ao mais numeroso Povo Indígena do país, os Ticuna. A exposição cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia, os Ticuna, originários do Povo Magüta, que vivem na região do Alto Solimões, na Amazônia, na tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense Sílvio Coelho dos Santos, que reuniu sua coleção quando participou de expedição à Amazônia do Curso de Especialização em Antropologia do Museu Nacional, na década de 1960. De outro, o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus.

    As duas coleções, juntas, foram exibidas pela primeira vez ao público no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC e fascinaram pela beleza e expressividade. A exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura.

    No Museu Amazônico a exposição terá como marca a participação dos Ticuna moradores da cidade de Manaus, da Associação Cultural Wotchimaücü, em atividades previstas para acontecer no decorrer do período de seis meses. Estão previstas mesas-redondas, palestras, oficina de vídeo e curso de extensão de língua Ticuna, com divulgação no decorrer do semestre.

    O artista plástico amazonense Jacqmont, que se inspira nos Ticuna para produzir seus quadros, começou a colecionar as peças de arte indígena que as elites da região consideravam “panema” (azar) dentro de casa. Influenciado pelo movimento cubista na arte, Jair Jacqmont passou a observar tridimensionalidade, textura, cores, formas e conceitos das peças indígenas, como Picasso fez com máscaras e estátuas dos povos africanos. Passou a comprar no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus, peças Ticuna que os vendedores consideravam “artesanatos”, valorizando-as como genuínas obras de arte, sobretudo pela sua tridimensionalidade. Assim reuniu135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo e de comando usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Este acervo foi adquirido do colecionador pelo Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas em 1996, esteve em exposição no Marque da UFSC durante o ano de 2012. A exposição Ticuna em dois tempos está agora no Museu Amazônico da UFAM, como parte da parceria entre os museus universitários do Amazonas e de Santa Catarina, por meio da rede de pesquisadores do INCT Brasil Plural.

     

    PROGRAMAÇÃO – TICUNA

    19h – Abertura – Museu Amazônico

    Fala: Profa Dra. Maria Helena Ortolan (Diretora do Museu Amazônico)

    MArquE – Museu de Arqueologia e Etnologia

    Fala: Cristina Castellano (Pesquisadora do MArquE na rede IBP sede UFSC)

    Fala: Ana Lídia Brizola (Pesquisadora do MArquE na Rede IBP sede UFSC)

    INCT/Instituto Brasil Plural

    Fala:– Profa Dra Sônia Maluf (Coordenadora Geral do IBP sede UFSC)

    Fala: – Profa Dra Deise Lucy Oliveira Montardo (Coordenadora IBP sede UFAM)

    Fundação de Amparo a Pesquisa – FAPEAM

    Associação Cultural Ticuna Wotchimaucü

    Fala: Representante

    Universidade Federal do Amazonas

    Fala: Profa Dra. Marcia Perales – Reitora

    19:30 h –  Apresentação Cultural – Dança Ticuna

     

    Local: Museu Amazônico – UFAM

    Período de visitação: 11 de abril a 31 de outubro

    De segunda à sexta, das 9h às 17h.

     

    Fotografias de Hans Denis Schneider – acervo Museu Amazônico, Coleção Jair Jacqmont

  • Livro sobre cotas traz a experiência da UFSC

    A Rede de Ação Afirmativa, que reúne pesquisadores de universidades brasileiras em torno da temática das cotas no ensino superior, acaba de lançar a coletânea O impacto das cotas nas universidades brasileiras (2004-2012). O trabalho que apresenta a experiência da UFSC, “Impacto das ações afirmativas na Universidade Federal de Santa Catarina (2008-2011)”, é assinado pela professora Antonella Maria Imperatriz Tassinari, do Departamento de Antropologia da UFSC e pesquisadora do IBP, e pelos professores Marcelo Henrique Romano Tragtenberg, Alexandra Crispim Boing e Antonio Fernando Boing, do INCT de Inclusão no Ensino e na Pesquisa (INCTI), parceiro do IBP, através da rede de pesquisa Saberes: Arte, Educação, Línguas, Território e Etnicidades Indígenas, coordenada pela professora Antonella.


  • Pesquisas do IBP integram coletânea lançada na Espanha

    A coletânea de artigos Ayahuasca y Salud, organizada por Beatriz Caiuby Labate e José Carlos Bouso, recém lançada pela editora espanhola La Liebre de Marzo, conta com uma série de artigos com enfoques múltiplos das ciências humanas, biomédicas e de relatos de usuários para abordar concepções indígenas, mestiças e ocidentais sobre saúde, enfermidade e cura relacionada com o consumo de ayahuasca. Entre os artigos, está o da professora Esther Jean Langdon, coordenadora do IBP e do grupo de pesquisa “Saúde: Práticas Locais, Experiências e Políticas Públicas”, intitulado “La eficacia simbólica de los rituales: del ritual a la performance”. Do mesmo grupo vem a pesquisa que originou o artigo de Isabel de Rose, “Cura espiritual, biomedicina e intermedicalidad en el Santo Daime”, resultante de sua pesquisa de doutorado no PPGAS/UFSC. Tambérm do IBP, o professor Alberto Groisman assina o artigo “Salud, riesgo y uso religioso en disputas por el estatus legal del uso del ayahuasca: implicaciones y desenlaces de procesos judiciales ocurridos en los Estados Unidos”.

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  • “Arte e a cultura aborígene australiana”, com Barbara Glowczewski

    Acontece nesta quarta-feira, 13/03, a palestra “Arte e a cultura aborígene australiana”, com a professora Barbara Glowczewski (pesquisadora classe 1 LAS/EHSS/Collège de France). O evento faz parte das atividades do curso Licenciatura Intercultural Indígena dos povos do sul da mata atlântica.

    13/03. Das 13h30 às 17h, no Auditório do CFH.

    A palestra será em Francês com tradução em Português pelos professores da disciplina “Arte Indígena 1” e está aberta à comunidade acadêmica.

     

    PALESTRA:“Arte e a cultura aborígene australiana”, com Barbara Glowczewski, amanhã no CFH.

     


  • Arte Indígena: Desenhos Tradicionais dos Índios Karajá

    Até 25 fevereiro de 2013, ocorre no Jardim Botânico do Rio de Janeiro a exposição “Arte Indígena: Desenhos Tradicionais dos Índios Karajá”. As peças foram produzidas por mulheres Karajá, por ocasião da pesquisa de campo da antropóloga Suely Brígido.

    A exposição é um desdobramento do livro e DVD “Imagens Encantadas”, que, embora tenha tido como enfoque principal a música dos Karajá, apresenta no Capitulo “Imagens do  Meio” uma abordagem interpretativa sobre os princípios básicos das estruturas dos desenhos, dos cantos e danças ritualísticas.

    Site:www.imagensencantadas.com.br.


  • O Profeta e o Principal

    O Profeta e o Principal: A Ação Política Ameríndia e seus Personagens, professor Renato Sztutman.

    15/02 – Lançamento e conversa com o autor do livro

    PPGAS, IBP e A-funda convidam para:
    Apresentação da pesquisa e conversa com Renato Sztutman sobre seu livro recém-lançado pela Edusp

    O Profeta e o Principal

    A Ação Política Ameríndia e seus Personagens (*)

    Data: sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013, às 10:30.

    Local: sala 03, Núcleo de Pesquisa A-funda.

    (*) O livro já pode ser adquirido na livraria Livros&Livros no hall do CFH
    O PROFETA E O PRINCIPAL: A Ação Política Ameríndia e seus Personagens
    de Renato Sztutman
    Caraíbas e morubixabas. Assim os antigos Tupi da costa brasílica chamavam seus grandes pajés e chefes de guerra. Nas fontes dos séculos XVI e XVII estes eram muitas vezes reconhecidos como profetas e principais. Como um problema relacionado a povos do passado – a imbricação entre o que convencionamos chamar de “religioso” e “político” – pode ser repensado agora, em vista das etnografias sobre povos atuais, com suas novas interrogações? Em que medida é possível falar em uma “ação política ameríndia”, uma vez revelada a constante metamorfose de intrigantes personagens, como chefes, guerreiros, xamãs, profetas, sacerdotes, feiticeiros, entre tantos outros? Eis as questões e os desafios lançados por este livro, que toma como ponto de partida as ideias de Pierre e Hélène Clastres sobre os mecanismos indígenas de recusa e conjuração do poder coercitivo e de toda unificação ontológica.


  • Luta contra o genocídio em MS continua

    (Publicado em 2 de fevereiro de 2013)

    De Aty Guasu
    SEGUE DOCUMENTO FINAL DAS LIDERANÇAS GUARANI E KAIOWÁ AMEAÇADAS DE MORTE. ALÉM DISSO, INFORMAMOS A TODOS (AS) QUE TODOS ACAMPAMENTOS GUARANI E KAIOWÁ DO SUL DE MS ESTÃO SENDO ISOLADOS E AMEAÇADOS. ONTEM (29/01), OS LÍDERES DE TAKUARA-JUTI SOFRERAM NOVAMENTE A AMEAÇA DE MORTE. HOJE 30/01/2013 O GENITO GOMES DE GUAIVIRY-ARAL MOREIRA-MS FILHO DE CACIQUE NISIO GOMES RECEBEU AMEAÇA DE MORTE. DIANTE DISSO, RETORNAMOS SOLICITAR AS PROVIDÊNCIAS CABÍVEIS DAS AUTORIDADES FEDERAIS ATENCIOSAMENTE,

    COMISSÃO DA ATY GUASU GUARANI E KAIOWÁ-LUTA CONTRA GENOCÍDIO

    TEKOHA GUASU GUARANI E KAIOWÁ PYELITO KUE/MBARAKAY-IGUATEMI-MS. DOCUMENTO FINAL DA ATY GUASU DAS LIDERANÇAS DE TEKOHA GUASU EM LITÍGIO/CONFLITO DO CONE SUL DE MATO GROSSO DO SUL. Nós lideranças/representantes de quinze (15) tekoha guasu em litígio/conflito, entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2013, estivemos reunidos aqui no tekoha Pyelito kue, localizada na margem do rio Hovy-município de Iguatemi-MS. Mais uma vez, nessa reunião apresentamos as situações de nossas vidas e as demandas das comunidades Guarani e Kaiowá de tekoha em conflito. Por meio deste documento vimos resumir que todas as comunidades Guarani e Kaiowá das tekoha guasu em conflito e da margem da estrada, em janeiro de 2013, continuam sendo vítima de genocídio, pois, estão isolados e ameaçados de morte, se encontram em situações de misérias, passando fome e tentando sobreviver, não conseguem mais viver de forma digna como humano. Assim, evidenciamos que em todos os acampamentos indígenas não há assistências à saúde, educação escolar adequada entre outros. Por exemplo, em primeiro lugar, constatamos que os duzentos (200) Guarani e Kaiowá (crianças, adultos, idosos) de Pyelito kue/Mbarakay estão sobrevivendo de forma desumana em espaço de (01) um hectare de terra, cercado de brejo e rio onde eles estão isolados há mais de um ano onde não podem plantar nada. A ordem da Justiça Federal da 3ª Região de São Paulo, do dia 30 de novembro de 2012, era para indígenas de Pyelito kue/Mbarakay a receber todas as assistências por parte dos órgãos federais, porém os agentes dos órgãos federais, tais como: SESAI e FUNAI, até hoje 26/01/2013, não chegaram ao acampamento Pyelito kue. Além disso, no dia 08 de janeiro de 2013 foi reconhecido oficialmente o território Pyelito Kue/Mbarakay como terras indígenas tradicionais, mas mesmo assim, os fazendeiros mandaram recado para indígenas que não vão liberar a entrada e nunca vão devolver as terras para os indígenas, invés de devolver as terras, eles desejam o genocídio dos indígenas que morram sem assistências. Assim, os fazendeiros prometeram a continuar massacrando e matando todos os sobreviventes índios de Pyelito Kue/Mbarakay. Neste contexto, os agentes da FUNAI e da SESAI alegam que os fazendeiros da região não teriam liberados a entrada para funcionários públicos federais. Por isso, não prestaram assistências à comunidade de Pyelito kue/Mbarakay até hoje. Assim, ficou claro que os fazendeiros desobedecem à ordem da justiça federal, ou melhor, os fazendeiros ignoram a ordem da justiça federal. Diante disso, voltamos a comunicar a todos (as) que a comunidade Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay continua sendo isolado e ameaçado de genocídio. De forma similar sobrevivem ameaçadas várias comunidades Guarani e Kaiowá de outras tekoha Guasu em litígio, como: LARANAJEIRA ÑANDERU, GUAIVIRY, IPO’I, APYKA’I, TAKUARA, ARROIO KORA, KURUSU AMBA, ETC. Vimos solicitar ao Governo Federal e à Justiça Federal para que a ordem da entrada de assistência aos Guarani e Kaiowá seja válida e respeitada pelos fazendeiros.
    Atenciosamente, lideranças de tekoha guasu Guarani e Kaiowá em litígio/conflito do MS Tekoha Guasu Pyelito Kue/Mbarakay, 26 de janeiro de 2013.

     

    Informativo da comunidade Guarani-Kaiowá de tekoha Arroio Kora-Paranhos-MS

    (Publicado em 1º de novembro de 2012)

    Nós comunidades de Tekoha Arroio Kora em conflito, vimos através deste, informar que no dia 04 de outubro de 2012, mais uma vez, às 09h00min, fomos atacados a tiros pelos pistoleiros da fazenda Porto Domingos, o ataque a tiros foi coordenado pelo próprio atual proprietário o Sr. Luiz Bezerra juntamente com “Francisco paraguaio” e mais de 5 pistoleiros contratados.

    Um coordenador/articulador dos pistoleiros desta fazenda Porto Domingos é conhecido como Francisco Paraguai, falante de língua Guarani que coordena a ameaça de morte e ataque desde o dia 10 de agosto de 2012. Francisco paraguaio veio juntamente com mais de 5 pistoleiros e começaram atirar nos indígenas e ameaçou gritando em língua guarani, “ficam sabendo que voltamos hoje para matar todos índios”, “ vocês índios bichos! Vão morrer! índios vagabundos!”. “Nós vamos matar vocês com 12”! Hoje muitos índios vão morrer!”. “Vimos hoje para expulsar e matar vocês todos” . Assim avisaram nos, gritando e começaram a atiram sobre nós. Eles estão todos armados, vieram na caminhonete da fazenda Porto Domingo, dirigido por Luiz Bezerra.

    Diante do fato, desde 9 horas denunciamos o ataque a tiro por telefone, passamos a ligar para todas as autoridades federais em Brasília-DF, comunicamos o fato à FUNAI Ponta Porã. A equipe da Polícia Federal e MPF. Agentes da equipe da Polícia da Força Nacional chegaram, às 10h30min, ao Arroio Kora em conflito. Ao avistar a equipe policial de longe, mais de 3 pistoleiros correram com as armas e fugiram do local e se esconderam. A Polícia Força nacional cercaram e encontraram o acampamento dos pistoleiros, em flagrante, o fazendeiro Luiz Bezerra e coordenador/chefe de pistoleiros “Francisco Paraguai” seus auxiliares foram abordados pela polícia.

    A caminhonete é do Luiz Bezerra. Às 11 horas uma equipe da Polícia Força Nacional chegou ao local e abordou o fazendeiro Luiz Bezerra e Francisco paraguaio não deu tempo para se esconder e não conseguiu correr e foi abordado. Já é pela segunda vez, o senhor Luiz Bezerra foi abordado e avisado pela Força Nacional para não atirar mais nos indígenas. Ele jurou que não entregará a terra “de mão beijada”. Vai derramar sangue indígena para entregar a terra.

    Quando foi abordado, o Francisco paraguaio ameaçou todos nós. Disse em língua Guarani, “ pemano mbaiteta pee ava, apojukata=”vocês índios vão morrer todos, eu vou matar vocês todos!”. Agentes da polícia, não entendeu a língua Guarani, nós entendemos, gravamos e filmamos a declaração de ameaça de morte coletivo do Francisco Paraguaio em frente pertinho da polícia de Força Nacional que vamos entregar à PF e MPF. No local, foi encontrando munições/vários cartuchos deflagrado.

    Este é coordenador de ataque a tiros Francisco Paraguaio que ameaçou de morte nós indígenas em frente da Polícia, ameaçou em língua Guarani. “Vou matar todos vocês índios ainda, com certeza! = “Pemanombata, apojuka paiteta pee ava”.

    Em resumo, os pistoleiros e nem fazendeiro Luiz Bezerra não foi preso, somente foi avisado, mais uma vez, para não mandar a atacar mais nós indígenas. A noite de 5/10/2012 se juntaram mais no local, os pistoleiros contratados pelo Luiz Bezerra. Estes fatos resumidos aqui ocorreram hoje no dia 05/10/2012 em parte foi registrado pela equipe da Polícia Força Nacional.

    Denunciamos que ameaça de morte coletiva/genocídio anunciado pelo Francisco em idioma guarani ocorrido no dia 05/10/2012, à 11:00 em frente da polícia. Os agentes policiais não entenderam a fala do Francisco.

    Nós comunidades, de modo sintético, relatamos e encaminhamos aos conhecimentos de todos (as).

    Atenciosamente, Tekoha Arroio Kora-Paranhos-MS, 06 de outubro de 2012. Lideranças e comunidades Guarani-Kaiowá de Arroio Kora.


  • IBP/UFSC lançam livro com pesquisas de graduandos no campo da Performance

    A UFSC, em parceria com o Instituto Brasil Plural,  acabam de lançar a coletânea Rituais e Performances: iniciações em pesquisa de campo, com trabalhos de alunos da graduação em Ciências Sociais e de pesquisadores da rede de pesquisas em performance do IBP. Organizado pela professora Esther Jean Langdon e pelo doutorando Éverton Luís Pereira, ambos do PPGAS/UFSC, o livro reúne experiências que, na maioria dos casos, são os primeiros contatos desses pesquisadores com seus campos de pesquisa, lapidados por olhares antropológicos.


  • Pesquisadores do NESSI (UFSC) publicam artigo sobre cosmologia e intermedicalidade entre os Mundukuru

    O último número da revista eletrônica Tempus – Actas de Saúde Coletiva, coordenada pelo Núcleo de Estudos de Saúde Pública (NESP) do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Universidade de Brasília (UnB), traz uma série de artigos sobre saúde indígena e educação intercultural. Um desses trabalhos é assinado pelos doutorandos do PPGAS/UFSC, Daniel Scopel e Raquel Paiva Dias-Scopel, em parceria com o professor Flávio Braune Wiik, da Universidade Estadual de Londrina, egresso do PPGAS/UFSC.

    Cosmologia e Intermedicalidade: o campo religioso e a autoatenção às enfermidades entre os índios Munduruku do Amazonas, Brasil.

    Daniel SCOPEL, Raquel Paiva DIAS-SCOPEL, Flávio Braune WIIK

    Resumo

    Este artigo fundamenta-se em uma etnografia sobre práticas de saúde na aldeia Kwatá, dos Índios Munduruku, localizados no Rio Canumã, no município de Borba, Amazonas, Brasil. Essas práticas de saúde extrapolam o circuito biomédico de atenção e abrangem redes de atores sociais que podem ser descritos como participantes de um “campo religioso” de atenção às enfermidades. Verificou-se que o papel da autoatenção nos processos de saúde e doença é fundamental para a constituição desse campo, no qual se destacam forças convergentes e antagônicas do xamanismo, do cristianismo, da umbanda, do espiritismo kardecista e da biomedicina. Os dados levantados apontam que essas redes de relações sociais projetam-se para além dos limites da terra indígena, para espaços rurais e urbanos, e frequentemente estabelecem diálogos interétnicos. Os itinerários terapêuticos acompanhados indicam a heterogeneidade das práticas de saúde desenvolvidas pelos Munduruku com destaque à autoatenção, à atuação política e à inserção econômica no cenário local e regional.

    Texto completo: PDF

    Revista Tempus – Actas de Saúde Coletiva (ISSN 1982-8829).
    Revista coordenada pelo Núcleo de Estudos de Saúde Pública (NESP) do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) da Universidade de Brasília (UnB) com a colaboração editorial da Faculdade de Ciência da Informação (FCI) da UnB.