Robert Crepeau apresenta pesquisa sobre os Kaingang de SC, dia 12

09/12/2013 17:19

O professor Robert Crépeau, do Departamento de Antropologia da Universidade de Montreal, apresenta na próxima quinta-feira o projeto que é um retorno de dados etnográficos de sua pesquisa realizada em colaboração com os Kaingang de Santa Catarina. Com o título “Fica pouco, mas o que sobra vai sustentar o resto”, a palestra, promovida pelo Instituto Brasil Plural, vai acontecer às 14h, na Sala 110 do Departamento de Antropologia da UFSC.

Robert Crépeau tem se dedicado à Etnologia Ameríndia, em sociedades da Amazônia e do Sul do Brasil, onde tem investigado a expressão político-religiosa no contexto das reivindicações de terras indígenas. Nos últimos anos, Crepeau tem publicado artigos sobre a organização social dualista Kaingang, em Santa Catarina, descrita à luz de seus rituais contemporâneos, da prática do xamanismo e a da dinâmica religiosa ameríndia no contexto do pluralismo religioso. No site http://www.ersai.umontreal.ca/ é possível conhecer o trabalho do grupo de pesquisa do qual Crépeau faz parte na Universidade de Montreal.

Mediunidade no Vale do Amanhecer é tema de palestra do Transes/IBP

04/12/2013 13:20

O Núcleo de Antropologia do Contemporâneo (TRANSES) com o apoio do INCT Brasil Plural, recebe nesta quarta-feira a pesquisadora Emily Pierini, da Universidade do País de Gales (University of Wales Trinity Saint David). Emily PieriniEmily Pierini pesquisou sobre mediunidade no Vale do Amanhecer e é co-fundadora da  Afterlife Research Centre for Cross-Cultural Ethnographic Research (www.afterliferesearch.co.uk), uma rede internacional de pesquisas etnográficas sobre mediunidade, transe, possessão, xamanismo, cura e experiência religiosa.

Nesta palestra (ver informações abaixo), Emily Pierini apresenta sua tese de doutorado sobre mediunidade no Vale do Amanhecer. Na sexta-feira, dia 6, Emily participará da reunião do TRANSES, para conversar sobre seu trabalho de pesquisa e sobre o Afterlife Research Centre.


 

TRANSES convida

Palestra
Religiosidade, Corpo e Self: O Aprendizado Iniciático no Vale do Amanhecer

Emily Pierini
University of Wales Trinity Saint David

Quarta, dia 04.12
18h30
Sala 110 – Bloco D – CFH.

Apoio INCT – Instituto Brasil Plural

MArquE comemora 110 anos de Oswaldo Rodrigues Cabral com mês de atividades

10/10/2013 12:04

Ao longo do mês de outubro, o MArquE realizará o evento “Oswaldo Rodrigues Cabral: Memória e Notícia – 110 anos”, em homenagem aos 110 anos de nascimento e ao legado do Professor que dá nome e é figura central da história do Museu.

A abertura do evento será no dia 10 de outubro, às 14:30, no auditório do MArquE, com a mesa redonda “Memória 1″, da qual participarão a arqueóloga Teresa Fossari e as professoras Sara Regina Poyares dos Reis, Ana Maria Beck, Maria José Reis.

 Quem foi Oswaldo Rodrigues Cabral

Oswaldo Rodrigues Cabral foi médico, professor, pesquisador, autor de diversas obras sobre a história, cultura e sociedade em Santa Catarina e Florianópolis. Foi um dos grandes impulsionadores do Instituto de Antropologia da UFSC, origem do atual Museu de Arqueologia e Etnologia (MarquE/UFSC).

Nasceu em Laguna, em 11 de outobro de 1903 e faleceu em Florianópolis, em 17 de fevereiro de 1978.

Estes são alguns de seus livros:

  • A vitória da colonização açoriana em Santa Catarina (Separata da revista “Cultura Política”, do Rio de Janeiro). Florianópolis: Imprensa Oficial do Estado, [1941].
  • Medicina, médicos e charlatães do passado. Florianópolis: Departamento Estadual de Estatística, 1942.
  • Terra da liberdade. Curitiba: Editora Guairá Ltda., 1944.
  • Os açorianos (Separata do volume II dos Anais do I Congresso de História Catarinense). Florianópolis: Imprensa Oficial, 1950.
  • Cultura e folclore. Florianópolis: Comissão Catarinense de Folclore, 1954.
  • A medicina teológica e as benzeduras. São Paulo: Departamento de Cultura, 1958.
  • João Maria. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1960.
  • Santa Catharina – história, evolução. São Paulo:  Companhia Editora nacional, 1937. (Brasiliana, 80)
  • Nossa Senhora do Desterro. Volume 1: Notícia. Volume 2: Memória. Florianópolis: Lunardelli, 1979.
  • A História da Política em Santa Catarina Durante o Império. Edição em 4 volumes, organizada por Sara Regina Poyares dos Reis. Florianópolis: Editora da UFSC, 2004.

Colóquio “Migrações no Brasil Contemporâneo” reúne pesquisadores em outubro, na UDESC

12/09/2013 15:13

O Colóquio: Migrações no Brasil Contemporâneo reunirá entre os dias 8 e 9 de outubro,na Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC), pesquisadores que integram a Rede de Migrações do Instituto Brasil Plural, e tem como objetivo discutir  resultados de seus projetos de pesquisas. Entre os temas a serem abordados, destacam-se as migrações no contexto nacional, como é o caso de diferentes profissionais e de travestis que visualizam em Florianópolis novas possibilidades de trabalho; a emigração de brasileiros (as) para a Europa em busca de novas oportunidades no disputado mercado de trabalho europeu; a circulação de brasileiros (as) pelo globo em busca de fama e dinheiro no mundo do futebol. Na contrapartida temos a recente presença dos haitianos, que entrando pela Amazônia, buscam em várias partes do Brasil novas possibilidades para reconstruírem suas vidas. Apesar da pluralidade de contextos e de sujeitos que os caracterizam, algumas temáticas lhes são comuns, como a questão da mobilidade espacial e social, relações de gênero, etnicidade, políticas públicas e processos socioculturais.

Colóquio – Migrações no Brasil Contemporâneo

Realização – Rede Migrações – IBP

Local- Auditório da FAED – 08 – 09 de outubro de 2013

UDESC- Florianópolis – SC

Programação

 

Dia 08/10    Abertura- 9:00hs

 

1ª. Sessão – 9.30hs

 Migrações, mobilidades e fronteiras

Debatedora  – Rosana Baeninger – NEPO/UNICAMP

1-    História local e Migrações de profissionais na Barra da Lagoa, Florianópolis – Alex Vailat – UFSC

2-     Novos emigrantes de Goiás rumo a Inglaterra e Irlanda: mobilidades contemporâneas. Gláucia de Oliveira  Assis – UDESC

3-    A presença haitiana em Manaus e os desafios da integração- Sidney Silva – UFAM

4-      Mobilidades, Fronteiras, Circulações: o caso de jogadores de futebol – Carmen Rial -UFSC

 

2ª. Sessão – 14h  às 17h

Migração, gênero/ sexualidade

Debatedora:  Silvia Favero Arend – UDESC

1-     Migrações nacionais e internacionais de jogadoras de futebol – Mariane Pisani – UFSC

2-     Boas de Bola: um estudo sobre o ser jogadora de futebol no Esporte Clube Radar Durante a década de 1980. Caroline Soares – UFSC

3-     Os emigrantes goianos na imprensa brasileira e portuguesa: gênero, etnicidade e preconceito – Gisele Meriz – UDESC

4-     A Migração Haitiana na Amazônia à luz dos Estudos de Gênero – Márcia Oliveira – UFAM

 

Dia 09/10

09:30h

3ª. Sessão

Políticas, Etnicidade  e Processos Socioculturais

Debatedores: Sônia Maluf- UFSC e Pedro Martins – UDESC

1-     Trajetórias e vivências dos imigrantes haitianos através da imprensa – Katia Couto – UFAM

2-     Dos ideais às práticas: os haitianos e o desafio da inclusão dos migrantes internacionais nas políticas do sistema de saúde brasileiro.-  Fabiane Vinente – FIOCRUZ

3-     Gênero e conflito na mobilidade humana: reflexões sobre alguns aspectos da imigração haitiana na Amazônia- Marília Pimentel/ Geraldo Cotinguiba – UNIR

4-     A Ilha da Magia como destino: uma etnografia sobre as migrações de travestis para a cidade de Florianópolis, Santa Catarina.  Monica Siqueira – UFSC

 

14hs.  Mesa Redonda –  Migração e mobilidades contemporâneas

Rosana Baeninger – UNICAMP

Emerson César Campos –   UDESC

Gláucia O. Assis – UDESC / Sidney Silva – UFAM

 

Local: Auditório da FAED – 2º. Andar – UDESC

Endereço: Rua Madre Benvenuta 2007 –

Centro de Ciências Humanas e da Educação

 

PROMOÇÃO:  INSTITUTO  BRASIL PLURAL – IBP

 

Apoio:

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL – UFSC

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL – UFAM

PROGRAMA DE MESTRADO PROFISSIONAL EM PLANEJAMENTO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO SOCIOAMBIENTAL – UDESC

PPGAS/UFAM seleciona bolsista de pós-doutorado

12/09/2013 15:07

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social – PPGAS/UFAM está recebendo inscrições para selecionar 1 (um) recém-doutor para desenvolver atividades de ensino e pesquisa como bolsista do Programa Nacional de Pós-Doutorado – PNPD 2013. As inscrições vão até 30 de setembro, via email, conforme Edital 001/2013-PNPD/PPGAS.

 

Coletânea sobre etnobiologia é lançada com apoio do IBP

25/08/2013 22:02

Com o apoio do Instituto Brasil Plural, acaba de ser lançado o livro Etnobiologia e Saúde de Povos Indígenas, organizado por Moacir Haverroth, reunindo textos de vários pesquisadores sobre saúde indígena e a relação que esta população estabelece com o meio ambiente, com foco nos aspectos culturais e étnicos, a etnobiologia. Um desses trabalhos, “Medicina tradicional: reflexões antropológicas sobre a atenção diferenciada”, é de autoria da coordenadora do IBP, Esther Jean Langdon, professora do Departamento de Antropologia da UFSC, que também assina o prefácio da coletânea.

“Há algumas publicações sobre etnobiologia de povos indígenas, mas poucas fazem essa abordagem relacionada à saúde indígena”, afirma o organizador Moacir Haverroth, pesquisador da Embrapa (AC), em entrevista ao site da instituição. O livro traz dez capítulos sobre etnobotânica, ciência que estuda simultaneamente as contribuições de várias áreas, como a botânica e a antropologia, e também sobre etnobotânica histórica, todos com ênfase na saúde indígena.

Há ainda textos sobre plantas medicinais em contextos indígenas e regionais específicos; a questão da segurança alimentar e sistemas de produção e manejo de alimentos entre povos indígenas; a relação cultural entre animais e doenças até chegar ao tema do etnoconhecimento entre crianças. “Um dos capítulos comenta sobre como medicamentos industrializados estão sendo abordados dentro do sistema de saúde indígena”, diz o organizador.

O livro foi publicado com apoio financeiro do Instituto Brasil Plural, pelo Núcleo de Publicações em Ecologia e Etnobotânica Aplicada (NUPEEA) da Universidade Federal Rural de Pernambuco. A coletânea pode ser adquirida pelo site www.nupeea.com.

IBP lança documentário sobre pesquisas realizadas

09/07/2013 14:03

O vídeo foi lançado na semana passada, em Brasília, durante o II Seminário de Acompanhamento e Avaliação dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), e apresenta algumas das pesquisas realizadas pelo Instituto Brasil Plural, enfocando as relações entre saberes locais e políticas públicas.

O documentário já está disponível no Youtube.

FICHA TÉCNICA

Direção e Roteiro: ELEONORA CASALI

Imagens e Edição: MARCELO DIAS

Computação Gráfica: MARCO ANTÔNIO AZEVEDO

Trilha: DAVID SHYDE

Produção: MARCOS AURÉLIO DA SILVA, RAFAEL V. DEVOS e SÔNIA W. MALUF

NAOCA CASA DE PRODUÇÃO, junho de 2013

O Profeta e o Principal

08/02/2013 18:40

O Profeta e o Principal: A Ação Política Ameríndia e seus Personagens, professor Renato Sztutman.

15/02 – Lançamento e conversa com o autor do livro

PPGAS, IBP e A-funda convidam para:
Apresentação da pesquisa e conversa com Renato Sztutman sobre seu livro recém-lançado pela Edusp

O Profeta e o Principal

A Ação Política Ameríndia e seus Personagens (*)

Data: sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013, às 10:30.

Local: sala 03, Núcleo de Pesquisa A-funda.

(*) O livro já pode ser adquirido na livraria Livros&Livros no hall do CFH
O PROFETA E O PRINCIPAL: A Ação Política Ameríndia e seus Personagens
de Renato Sztutman
Caraíbas e morubixabas. Assim os antigos Tupi da costa brasílica chamavam seus grandes pajés e chefes de guerra. Nas fontes dos séculos XVI e XVII estes eram muitas vezes reconhecidos como profetas e principais. Como um problema relacionado a povos do passado – a imbricação entre o que convencionamos chamar de “religioso” e “político” – pode ser repensado agora, em vista das etnografias sobre povos atuais, com suas novas interrogações? Em que medida é possível falar em uma “ação política ameríndia”, uma vez revelada a constante metamorfose de intrigantes personagens, como chefes, guerreiros, xamãs, profetas, sacerdotes, feiticeiros, entre tantos outros? Eis as questões e os desafios lançados por este livro, que toma como ponto de partida as ideias de Pierre e Hélène Clastres sobre os mecanismos indígenas de recusa e conjuração do poder coercitivo e de toda unificação ontológica.

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